Na releitura
valentiniana, a causa da transgressão de Sophia muda: a paixão que a move é a busca do
Pai, pois ela quer compreender sua grandeza — e segundo Ptolomeu, encontrando-se na impotência por ter se proposto uma empresa impossível, em grande travaglio pela grandeza da profundidade e pela imperscrutabilidade do
Pai e pelo amor por ele, tensa sempre para a frente pela sua doçura, ela teria sido por fim absorvida e dissolvida na substância universal, se não tivesse intervindo Horos — o Limite — posto pelo
Pai como guarda de sua imperscrutabilidade.