Esse fogo, ou fundo ígneo, é um íman, uma fome e uma sede que atrai a si o que encontra para se saciar e se refrescar: se se volta para o lado da luz que engendra a mansidão, receberá o maná celeste e o alimento dos
anjos, até a palavra viva que procede da boca de Deus e que está próxima em nossa boca e em nosso coração (Rm c. 10, v. 8), e se operará uma feliz metamorfose desse espírito de fogo e desse fundo tenebroso num filho de luz; mas esse mesmo fundo torna-se nele um inimigo e um algoz cruel se lhe dá por toda nutrição a palha, o feno, a madeira, os estouros das coisas deste mundo, que ele consome como um nada sem saciar sua fome nem estancar sua sede, o que lhe causa suas cupidezas, suas cóleras, suas vinganças, suas raivas e seus desesperos.