Ênfase no desapego radical em relação à família, amigos e irmãos de religião, que parece contradizer a conduta prática de João da Cruz, que cuidou de sua mãe e irmão e manteve amizades profundas.
Chave hermenêutica: o texto visa um estágio inicial de purificação do amor, ajudando jovens religiosos a estabelecer a distância interior que nasce do absoluto de Deus e que permite amar em verdade, de modo sobrenatural e eficaz.
O aspecto excessivo e chocante do opúsculo tem finalidade pedagógica: arrastar os principiantes para além de um amor natural, a fim de que Deus possa se dar a um coração livre e vazio.
Ilustração do princípio através do testemunho posterior de Santa Teresinha do Menino Jesus, que descreve sua luta para não se apegar de modo material à prioresa, compreendendo que o verdadeiro amor se nutre de sacrifícios e se fortalece na renúncia.
Validade psicológica moderna: um amor não iluminado pode manter na ilusão e no sofrimento, tornando o ensino sanjoanista proveitoso para qualquer pessoa.