Simbolismo da Montanha como eixo central e meta da jornada espiritual.
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Referência à rica simbologia bíblica da montanha (Sinai, Horeb, Carmelo de Elias) como lugar da teofania e do encontro com Deus.
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Identificação explícita, na doutrina sanjoanista, da Montanha com a pessoa de Cristo, que é simultaneamente porta e caminho.
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Representação gráfica da superfície, da face e da profundidade da montanha através de traços e inscrições.
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Inscrições no cume: a frase circular Introduxi vos in terra Carmeli… (Introduzi-vos na terra do Carmelo…) sugere uma iniciação divina; a frase em forma de frontão Solo mora en este monte honra y gloria de Dios (Só moram neste monte a honra e a glória de Deus) indica o fim último e atrativo da empresa espiritual.
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Dons espirituais distribuídos após a ascensão, dispostos verticalmente nos flancos: paz, gozo, alegria, deleite (paz, gozo, alegria, deleite) do lado do céu; piedad, caridad, fortaleza, justicia (piedade, caridade, fortaleza, justiça) do lado da terra.
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Palavra Sabiduría (Sabedoria), situada no vértice superior, aparece como guia e sustentáculo de todo o conjunto, jorrando do cimeiro onde se lê Introduxi…, sublinhando que não há sabedoria sem mestre que inicie.
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Afirmação central que liga o cume à base: ya por aqui no hay camino, que para el justo no hay ley; él para sí se es ley (doravante por aqui não há caminho, porque para o justo não há lei; ele para si mesmo é lei), apontando para uma etapa de liberdade espiritual que transcende caminhos e normas exteriores.