As correções autógrafas no códice de Sanlúcar (Cântico A) já esboçam os conteúdos e complementos introduzidos no Cântico B, e o próprio autor atesta, com sua assinatura, que o trabalho foi concluído.
Os manuscritos do Cântico B são numerosos, seguros e provenientes dos primeiros círculos sanjoanistas, sem indícios de intervenção alheia.
O estilo de redação, fraseologia e vocabulário permanecem inteiramente sanjoanistas, com as inovações e variações típicas do autor em suas diferentes obras.
O uso da
Bíblia, a seleção e associação de textos e o modo de comentá-los correspondem fielmente ao estilo de João da Cruz em todas as suas obras.
As diferenças doutrinais (caráter mais pedagógico, teológico e escatológico do Cântico B) não são contradições, mas desenvolvimentos coerentes com a intenção do autor.
As tentativas de atribuir a obra a outros autores carecem de fundamento documental, doutrinal e estilístico.
A hipótese de uma outra mão é insustentável, pois exigiria que João da Cruz tivesse incorporado as correções de um deformador em sua redação final.