Basta o exposto no que diz respeito a esta segunda causa. Uma terceira é a seguinte. Tendo Deus decidido estabelecer uma ligação de íntima e amigável harmonia entre o princípio e o fim das coisas criadas, fez com que o princípio fosse o céu e o fim o homem; o mais perfeito entre os seres incorruptíveis apreensíveis pelos sentidos; o outro, o de maior hierarquia entre os nascidos da terra e perecíveis, ao qual poderíamos acertadamente qualificar de céu em miniatura, que carrega em seu próprio ser, como imagens sagradas, muitas naturezas semelhantes aos astros, graças às artes, às ciências e às louváveis máximas relativas a cada uma das virtudes. E assim, uma vez que o corruptível e o incorruptível são contrários entre si por natureza, Deus atribuiu ao princípio e ao fim o de maior hierarquia em uma e outra ordem: o céu, como se disse, ao princípio, e o homem ao fim.