LÉVY, Benny. Le Logos et la lettre: Fílon d’Alexandrie en regard des pharisiens. Lagrasse: Verdier, 1988.
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O sacerdote Phineas representa, em Fílon, a vigilância sobre os orifícios do corpo e o controle do excesso sensível por meio do
Logos.
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Phineas porta uma lança identificada com o
Logos e transpassa a Madianita na própria matriz.
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Abram abandona o corpo, a sensação e a palavra expressa ao partir de sua terra, mas se detém em Haran, cujo nome Fílon traduz por “creco” ou “buraco”.
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O aprendizado em Haran conduz, segundo Fílon, da inspeção dos próprios sentidos ao reconhecimento de que o espírito humano não é senhor de si, pois é obra de um Outro.
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A fórmula de Fílon é: quem mais se conhece a si mesmo, mais desespera de si e, ao desesperar, conhece Aquele que é.
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A receptividade espiritual plena exige, em Fílon, o devir-virgem da alma, pois o recipiente da Sabedoria não pode ser o corpo mas a alma que abandonou o que é particular às mulheres.
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Phineas, vigilante dos orifícios, acerta com um único golpe o vaso certo, a matriz, sem se perder no labirinto dos orifícios.
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O texto reconhece em Rachel o lugar em negativo de um corpo que seria sede de crítica da idolatria e de inspiração, mas o pensamento falha: um corpo espiritual só pode ser pensado por Fílon como virgindade, e Rachel não pode ser virgem.