DE OPIFICIO MUNDI

Para Jacques Cazeaux, esta obra encontra-se entre as exposições exegéticas, ou melhor filosóficas, nas quais Fílon recolhe as questões que levanta o texto da Bíblia e as respostas que se podem dar a elas. O texto segue a partir da primeira palavra do Gênesis, e cada problema é objeto de uma breve exposição, introduzida por uma pergunta retórica; por exemplo: «Por que Noé construiu a arca com vigas quadradas?», ou mais frequentemente: «Que sentido têm as palavras: 'Abraão teve um êxtase ao pôr-se o sol'?». Em seus comentários bem estudados se encontra a trama destas respostas, com variantes e adaptações repetidas. Infelizmente há muitas lacunas na obra que nos chegou, além do que, a versão armênia que temos, tornou difícil a inteligência de muitas passagens.

Segundo José Pablo Martín, De opficio mundi é a obra mais conhecida de Fílon, na qual comenta os dois relatos da criação, segundo os quais a atividade criativa de Deus teria imposto às coisas suas estruturas essenciais, inscritas todas no pensamento expressado do mesmo Deus, o logos.

EXCERTOS

Fuente: Filon. OBRAS COMPLETAS DE FILON DE ALEJANDRÍA, en 5 volúmenes traducidos del griego al español por JOSÉ MARÍA TRIVIÑO. De Opificio Mundi: vol. 1