O Logos é tratado por Filon como o mundo inteligível, o modelo ideal do mundo sensível, resultado de um sincretismo entre o estoicismo, o platonismo e o pitagorismo.
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O mundo inteligível é o Logos de Deus enquanto criador, sendo ele próprio uma imitação de Deus e o modelo do mundo sensível.
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A influência das doutrinas pitagóricas da unidade-princípio identifica o Logos com o Um, que é a imagem do Deus único e completo, sendo aquilo que dá aos seres a sua unidade.
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O Logos é identificado com o número sete, que é concebido como princípio de um mundo das ideias, sendo o sétimo termo que divide as tríades e as seis potências divinas.
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As virtudes inteligíveis são consideradas como logoi, companheiros e amigos do Logos reto (orthos logos), que fixaram os limites da virtude e são os modelos das virtudes terrestres.
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O Logos reto estoico, princípio da virtude e das ciências, da estabilidade do sábio, e que é uma lei incorruptível, é inteiramente incorporado à obra de Filon.
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Filon, no entanto, erige essa razão moral em um mundo inteligível transcendente, pois identificar o Logos reto com o nous humano daria ao homem o poder de produzir toda virtude por si mesmo.