Embora todo o Cântico seja objeto da percepção dos sentidos espirituais e convenha aos perfeitos, Orígenes concede explicações para os iniciantes nas homilias.
Reserva as exposições mais profundas para o grande comentário.
Acredita que mesmo quem só tem lugar entre as jovens pode aspirar a um dia ouvir o que foi dito à Esposa.
Este é o tema central das duas homilias: falar para os menos perfeitos.
Seu público incluía catecúmenos, a quem chama frequentemente de jovens ou crianças de peito.
Insiste em encorajar os principiantes, aqueles que ainda não têm a segurança da Esposa.
A Esposa é símbolo da humanidade arrependida, em contraste com a reprovação do povo judeu que perdeu seu título de noiva.
Adverte sobre os perigos da infidelidade para o avançado, do risco de tornar-se lama.
Relembra com alegria o sono do Esposo, símbolo de sua paixão, e a fé daqueles que querem ser salvos por sua vigília.
Convida para a ordenação da caridade, precavendo contra os inconvenientes que nela deixamos subsistir.
Distingue entre montanhas (os perfeitos) e colinas (os fiéis simples), incentivando todos a crescerem.
Sua alma apostólica incansável exorta e corrige suas ovelhas para que se tornem dignas do Esposo.