===== SOPHROSYNE ===== Philokalia-Termos — [[pk>sophrosyne]] = AUTODOMÍNIO, MODERAÇÃO VIDE: [[pk>enkrateia]], [[pk>hagneia]], [[pk>phronesis]], SYNDERESIS Evangelho de Jesus: * E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo (sophroneo), e temeram. (Mc 5:15) * E saíram a ver o que tinha acontecido, e vieram ter com Jesus. Acharam então o homem, de quem haviam saído os demônios, vestido, e em seu juízo (sophroneo), assentado aos pés de Jesus; e temeram. (Lc 8:35) * Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação (sophroneo), conforme a Medida da fé que Deus repartiu a cada um. (Rm 12:3) * Porque, se enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo (sophroneo), é para vós. (2Co 5:13) * Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados (sophroneo). (Tt 2:6) * E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios (sophroneo) e vigiai em oração. (1Pe 4:7) * Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (sophronismos). (2Ti 1:7) Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria (sophronos), e justa, e piamente, (Tt 2:12) * Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo ([[pk>sophrosyne]]). (At 26:25) PATROLOGIA Julius Evola: PATIENTIA Abade Stephane [[pk>sophrosyne]] é um termo grego que significa o "estado são do espírito ou do coração", e igualmente a "moderação dos desejos" (Platão, Banquete), a temperança e a sabedoria. Na Igreja do Oriente, este termo designa a castidade dos ascetas. A castidade ontológica (v. [[pk>hagneia]]), aquela do Ser puro, supera infinitamente o plano das fragmentações contingentes, quer dizer o plano da vida ordinária. E ela é evidentemente irrealizável no plano humano, ela é, no entanto, a norma, o arquétipo, o “centro luminoso”. A perspectiva evangélica daqueles “que se fazem eunucos eles mesmos por causa do Reino dos Céus” (Mt XIX,12) supera infinitamente todas as considerações psicológicas ou sociais que se debitam habitualmente a respeito da castidade. Mas o Cristo adiciona: “Todos não compreendem esta palavra, mas somente aquele a quem ela foi dada” e “Que aquele que pode compreender compreenda”. Logo trata-se de um mistério assim como o “mysterium fidei”, ou ainda o “mysterium caritatis”. Os filósofos, os cientistas, os romancistas e multidão de ignorantes, são mantidos na calçada do Templo; eles receberão a iniciação se dela forem dignos, mas não se tem o direito de jogar pérolas aos porcos. Paul Evdokimov define a “castidade ontológica” — [[pk>sophrosyne]] — como “integridade conforme à sabedoria”. Trata-se bem entendido da Sabedoria incriada — ante saecula creata sum — que nada tem a ver com a sabedoria humana. O Ícone da santa [[pk>sophia]] a representa sob os traços de um Anjo com face de fogo, e a integridade arquetípica da [[pk>Sophrosyne]] se encarna aqui na [[pk>Theotokos]]. Quanto ao fogo Divino, ele transforma aquele que dele se aproxima em “Sarça Ardente” que queima pela luz incriada sem ser consumida, símbolo da Virgem que dá a luz sem perder sua integridade original. Percebe-se assim um dos mais altos mistérios da Revelação: [[pk>Sophrosyne]], a castidade do Ser puro, a integridade conforme à Sabedoria, encarnada na [[pk>Theotokos]], e simbolizada pela Sarça Ardente e o Anjo de face de fogo. Tradição Platônica