===== PROSBOLE ===== Philokalia-Termos — [[pk>prosbole]] = SUGESTÃO, PROVOCAÇÃO, INCITAÇÃO INICIAL AO MAL VIDE: [[pk>peirasmos]] Interessante notar que segundo Henri Crouzel, Orígenes emprega frequentemente o termo [[pk>prosbole]] para designar a "intuição conhecedora" (seria a intuição intelectual de René Guénon?), referindo-se ao conhecimento que podemos ter de Deus e das realidades inteligíveis contidas no Filho. Este sentido totalmente oposto ao uso como "sugestões diabólicas", demonstra a dualidade das provações divinas, segundo a decisão que tomamos para o bem ou para o mal, para o crescimento ou para a decadência espiritual. ESTÍMULO ([[pk>prosbole]]): estímulo o asalto es el impulso inicial al mal ([[pk>kakon]]). Si, mediante la fuerza de la oración ([[pk>euche]]) constante, y la "custodia del corazón," ([[pk>phylake]] kardias) el mismo es inmediatamente rechazado ([[pk>antirrhesis]]), la tentación ([[pk>peirasmos]]) es erradicada de raíz. Padres da Igreja — em nosso site francês Versão em inglês da Philokalia Marcos o Asceta a define como um "estímulo no coração ([[pk>kardia]]), sem imagens ([[pk>eikon]])"; se as imagens não se apresentam ainda não há qualquer culpa no homem. Não há como se prevenir destas provocações, só se pede vigilância ([[pk>nepsis]]). Vigilante ([[pk>nepsis]]) se é possível rejeitar a provocação assim que emerge na consciência, e deste modo cortar na raiz o processo de tentação ([[pk>peirasmos]]). Tradução francesa da Philokalia Sugestão, no sentido da ação de "lançar em direção", significando o acometimento à vigilância ([[pk>nepsis]]), a agressão dos pensamentos ([[pk>logismos]]) do mal ([[pk>kakon]]). Vide synkatathesis e [[pk>antirrhesis]]. Cassiano Germanos então perguntou: "Como acontece que mesmo contra nossa vontade ([[pk>thelema]]) muitas idéias e pensamentos ([[pk>logismos]]) ímpios nos perturbam, entrando clandestinamente e indetectados para roubar nossa atenção ([[pk>epimeleia]])? Não apenas somos incapazes de prevenir a entrada deles, mas é extremamente difícil até reconhecê-los. É possível para a mente ([[pk>dianoia]]) estar completamente livre deles e não ser perturbada por eles em absoluto?" Abba Moisés replicou: "É impossível para a mente ([[pk>dianoia]]) não ser perturbada por estes pensamentos ([[pk>logismos]]). Mas se nos exercermos, está em nosso poder seja aceitá-los e dá-los nossa atenção ([[pk>epimeleia]]), ou expulsá-los. Sua vinda não está em nosso poder controlar, mas sua expulsão está. ---- Ruzbehan de Shiraz: Excertos de seu Léxico do Sufismo no TRATADO DO ESPÍRITO SANTO) A sugestão é o estado do pensamento mobilizado pelo que aparece no coração proveniente do mundo invisível. Ela não se prolonga quando outras sugestões vêm aí se apresentar. A sugestão fundamental são as realidades invisíveis que sobrevêm no coração por meio da aparição súbita, e não quando ele está tranquilo, a fim de lhe buscar a compreensão do mundo do mistério (ghayab). Comentário: De fato, a sugestão é um pensamento que vem ao coração sem se estabelecer, e que não provém necessariamente do mundo espiritual. Certas sugestões são louváveis, outras são nefastas. Segundo Junayd, primeiro analista desta questão, a psicologia sufi classifica as sugestões em cinco grupos principais: sugestões satânicas, sugestões da alma, sugestões angélicas, sugestões do coração, sugestões de Deus. Existe certamente numerosas variantes, o essencial sendo aprender a discernir entre as sugestões, tarefas incumbidas ao diretor espiritual. Esta temática é particularmente desenvolvida no Qut de Makki e os opúsculos iniciáticos de Najmoddin Kubra (1221). O tema do discernimento das sugestões ocupa um lugar importante na literatura ascética dos Padres do Deserto. Como pensamento súbito que agita o coração, as sugestões podem se adonar da consciência e desviar da meta. A prática da oração perpétua, quer se trate do dhikr do coração dos sufis ou da Oração de Jesus dos monges hesicastas, ajuda precisamente à "afastar as sugestões".