====== Introdução ====== ==== Orígenes e a Experiência Mística: Espírito e Fogo ==== * Impossibilidade de superestimar Orígenes e sua importância para história do pensamento cristão * Posição ao lado de Agostinho e Tomás de Aquino como lugar legítimo na história. * Experiência de estudo dos Padres comparada a alpinista: recuo lento dos picos ameaçadores até surgir maciço central dominante. * Fascinação quase mágica pelos grandes Padres, desde Capadócios até Agostinho, Dionísio, Máximo, Escoto Erígena e Eckhart. * Eusébio reduzido a teólogo semi-ariano e historiador diligente sem o brilho origeniano. * Jerônimo copiava diretamente de Orígenes ao comentar escrituras, mesmo após romper publicamente com ele. * Basílio e Gregório de Nazianzo fizeram coletânea de passagens fascinantes de suas obras. * Gregório de Nissa foi ainda mais completamente cativado. * Capadócios transmitiram Orígenes praticamente intacto a Ambrósio, que também o conheceu e copiou diretamente. * Muitas leituras do breviário de Ambrósio, Jerônimo e Beda são praticamente palavra por palavra de Orígenes. * Herança de Orígenes, tornada posse comum da Igreja, fluiu sobre Agostinho e através dele para Idade Média. * No Oriente, foi objeto de ondas de entusiasmo, onde corrente do origenismo se alargou. * Características do estilo e pensamento de Orígenes * Ausência de geometria verbal mágica de Gregório de Nazianzo. * Tudo é impremeditado, espontâneo, expresso com modéstia impressionante. * Fórmulas de apologias como //se quiseres aventurar uma explicação ousada// ou //poderás considerar se talvez//, deixando solução ao ouvinte. * Nenhum traço do pathos agostiniano que abre portas do coração. * Distante também do equilíbrio sagaz e humanístico de Basílio. * Voz do alexandrino comparada a vento desértico ardente e sem chuva sobre delta do Nilo, com paixão não romântica: rajadas puras e ardentes. * Comparação com Heráclito e Nietzsche: obra é, externamente, cinzas e contradição, com sentido apenas pelo fogo da alma que força material ingovernável em unidade. * Paixão deles provém apenas do mistério dionisíaco do mundo; em Orígenes, chama dispara para mistério do Logos-Verbo supramundano. * Pensamento de Orígenes é contribuição para consumação de seu único objeto: voz, fala, Verbo de Deus. * Voz que corta coração como espada de fogo, fala que sussurra mistérios de amor com ternura de outro mundo, Verbo que é clarão e reflexo da beleza oculta do Pai. * Voz de Orígenes foi atraída para anonimato deste Verbo, alcançando presença universal no pensamento cristão. * Rejeição e condenação de Orígenes pela teologia cristã * Após longa e desesperada oposição, foi rejeitado e condenado. * Julgamento toca apenas esqueleto seco de seu pensamento, mas Orígenes permaneceu homem marcado. * Figura é sustentada pela estrutura óssea; sem ela, colapsa. * Nenhum grande sistema permite separação entre forma e conteúdo, mesmo quando não se unem perfeitamente, como em Hegel. * Verdade de todas as grandes coisas repousa menos no //o que// do que no //como//; espírito do todo dá sentido e unidade ao todo. * Todos os membros participam primeiro da verdade da ideia indivisível. * Tentativas problemáticas de cristianizar Orígenes * Muitos tentaram cristianizá-lo mecanicamente: desligar preexistência e restauração, moderar visões extravagantes. * Resultado é produto plano e sem brilho, cheio de coisas agradáveis e inofensivas, mas sem sopro do gênio. * Edição de obras completas pela comissão da Academia de Ciências da Prússia é ferramenta confiável para estudioso, mas apenas um meio. * Filósofo e teólogo precisam esculpir, comparar e avaliar forma que jaz adormecida como estátua na rocha. * Traduções alemãs exemplares de Koetschau dão novo acesso a //Contra Celso//, //Sobre a Oração// e //Exortação ao Martírio//, mas são apenas convites. * Tratado //Contra Celso// hoje tem poucos leitores; duas outras obras curtas não levam ao coração do pensamento origeniano. * Coração torna-se audível apenas para quem se aprofunda nos comentários bíblicos, não em //Peri Archōn//, mas nos comentários sobre Antigo e Novo Testamento. * Decisão de fazer seleção de obras para revelar verdadeiro rosto de Orígenes * Apresentar obras completas a leitor moderno seria tarefa sem esperança: muitas são pilha desordenada de fragmentos, outras traduções latinas modificadas. * Obras ditadas frequentemente cheias de digressões, sem subdivisões, repetições e passagens desagradáveis para não iniciados. * Seleção de trechos que ainda fazem sentido hoje, de modo que interconexão destas passagens centrais revele verdadeiro rosto como em mosaico. * //O que ainda faz sentido hoje// é também coração vivo que fez sentido então e sempre. * Buscar vínculo espiritual interno no pensamento de Orígenes coloca além de interesse puramente histórico, erguendo estátua na arena da investigação intelectual. * É impossível separar de modo puramente material heterodoxo de ortodoxo em Orígenes; ambos estarão representados. * Preocupação primária é verdade mesma deste quadro; colosso de Daniel consistia de metais diferentes e pés de barro, mas ainda era colosso. * Questão fundamental sobre influência de Orígenes na teologia cristã * Se forma e conteúdo estão em relação íntima em Orígenes, presente em toda teologia cristã, que conclusão tirar para teologia cristã? * Orígenes fluiu por séculos como correnteza ampla no leito do pensamento cristão, tão poderosamente que até oponentes como Metódio submeteram-se a sua autoridade. * O que significam barreiras que deveriam impedir sua heterodoxia de penetrar santuário? * Resposta de Harnack: nada ou quase nada; Orígenes é importação decisiva do mundano e grego no espírito do Evangelho. * //Peri Archōn// é primeira //Summa// teológica, tentativa original de dominar revelação por meio da lógica humana. * Teologia desde então impotente para resistir sedução desta poderosa gnose. * Argumento com Harnack deve começar em negação injustificada de possibilidade de desenvolvimento humano da revelação evangélica na teologia e de direção sobrenatural da Igreja na formulação teórica do depósito da fé. * Visão religiosa de Harnack carece de conceito de Verbo vivendo e dando testemunho na Igreja como seu Corpo. * Divisão do pensamento de Orígenes em três estratos * Primeiro estrato: opiniões heterodoxas influenciadas por mitos platônicos, rejeitadas pela Igreja. * Inclui subordinação das Pessoas Divinas, comum antes de Niceia, e separação forte de papéis na história da salvação. * Ideia de que alma é apenas imagem e semelhança do Logos, e apenas imagem indireta do Pai, tornou-se obsoleta após ensino trinitário do primeiro concílio geral. * Tendência à subordinação trinitária tem origem greco-gnóstica, conectada a tentativa de preencher lacuna entre Deus e mundo por emanações, esferas, degraus. * Ideia de que Logos encarnou-se em todos estes estágios, sendo anjo para anjos, e alma que sobe torna-se escada viva para céu. * Subida da alma através estágios celestes e igualdade essencial entre humanos e anjos pertencem a mundo de ideias helenístico. * Viagem ascendente é contraparte do primeiro pecado mítico, origem da diferença qualitativa das almas. * Deus deu a cada alma, conforme seu afastamento da luz primordial, corpo mais espesso e pesado ou mais espiritual. * Círculo fecha conexão entre preexistência, subordinação, encarnação em todos os níveis, movimento ascendente e tornar-se anjo. * Segundo estrato: influência puramente formal das doutrinas descritas em todo seu pensamento. * Mais questão de atitude do que conteúdo, quase completamente separável das doutrinas materiais. * Pouca barreira para aceitação desta atitude formal na Igreja, pois toda era do declínio da antiguidade a respirava como atmosfera comum. * Filtro não foi forte o suficiente para manter fora este estrato, que se tornou invisivelmente onipresente na teologia cristã. * Diferentes nomes dados a esta manifestação: platonismo dos Padres, fuga do mundo. * Atitude melhor caracterizada por movimento direcional formal lido a partir do primeiro estrato: caminho para Deus como reascensão. * //Theologia gloriae// dos gregos em geral e de Orígenes em particular: tudo graduado para cima, tudo dirigido às //ascensões no coração//. * Cruz, túmulo, dor e sofrimento não são suprimidos, mas sempre como nuvens que desaparecem, cortinas levantadas. * Orígenes sabia que toda vida cristã deve ser perseguição; escreveu exortação ao martírio e sofreu martírio. * Teoria da //aporia//: insight em palavra do Logos só é dado quando espírito parece perdido em desesperança e perplexidade. * Ataque dos poderes inimigos e morte interior tornam-se mais fortes à medida que se sobe, mas são batalhas épicas e oportunidades heroicas. * Co-redenção do mundo com Cristo: sempre o mais forte, mais avançado, que luta pelos membros mais fracos do corpo místico. * Modelo de ascensão frequentemente confundido com pelagianismo e piedade de obras; falsamente, pois cada passo para cima implica ser erguido e atraído. * Consciência de status do avançado unida a humildade não hipócrita e consciência do pecado. * Tudo o que é, é somente pela graça de Cristo. * Este Orígenes entrou sem reservas nos mais amplos alcances do pensamento da Igreja: alexandrinos posteriores, Panfílio, Gregório Taumaturgo, Dídimo, Eusébio, Capadócios, Jerônimo, Hilário, Ambrósio e Agostinho aceitaram seu modelo. * Através destas figuras dominantes, também pequenos pensadores, pregadores, povo. * Terceiro estrato: aspecto unicamente pessoal, misterioso e inimitável deste grande espírito, não transmissível. * Modelo e hábitos formais de pensamento podem ser reformulados em forma escolar, mas paixão e sopro do gênio escapam necessariamente. * Núcleo mais vital no pensamento do Mestre foi rapidamente negligenciado até por adeptos cegos. * Ideias que tocam este núcleo íntimo só têm brilho completo quando vistas a partir deste centro. * Sustentação e ponto médio deste círculo íntimo é amor igualmente apaixonado e terno pelo Verbo. * Por causa deste amor, muitas coisas transformaram-se de cotidianas em realidade mística infinitamente misteriosa. * Significado do segundo estágio parece suspenso e revertido: da unidade imediata com Deus-Verbo, insights súbitos irrompem como relâmpagos. * Insight sobre essência da escritura como grande sacramento da presença real do Verbo divino no mundo. * Orígenes como maior filólogo da antiguidade cristã, autor da Hexapla; conhecimento gramatical valioso, mas apenas meio para sentir coração batendo internamente do Verbo encarnado neste corpo de humildade. * Método alegórico só é frutífero quando Bíblia é entendida em relação imediata com encarnação. * Doutrina da comunhão espiritual do Verbo: conhecimento profundo de Ser absoluto que é Verbo e alimento substancial do espírito criado e necessitado. * Paixão do Verbo: lançada no Calvário era semelhança sacramental de outra lança que feriu espiritualmente o Verbo e fez fluir. * Pressentimento de que toda palavra de Deus derramada neste mundo se deve a esta lança. * Insights sobre mistério da kenosis e esvaziamento de Deus são raros após Orígenes; nele, surgem brevemente e contra corrente de seu pensamento. * Esvaziamento é sabedoria, descida é sabedoria, esterilidade é sabedoria, fraqueza e impotência são sabedoria. * Sabedoria esvaziada, derramada, crucificada teve de despontar em raros momentos para este amante intenso da sabedoria. * Visão de Orígenes sobre Igreja de seu tempo: sonho primitivo cristão da noiva sem pecado de Cristo chegou ao fim. * Igreja imaculada é pura apenas porque é absolvida diariamente pelo sangue de Cristo de sua nova infidelidade e prostituição. * Se ascensão ocorre aqui, é apenas em descida simultânea, até o fundo do poço. * Lágrimas do Salvador sobre Jerusalém aplicadas à sua dor sobre a Igreja; mais tarde, esta dor perturbou profundamente Agostinho. * Espírito e Fogo como título e centro do pensamento origeniano * Espírito como fogo e fogo como espírito ainda brilham apenas neste centro: //Chama é o que verdadeiramente sou!// * Fogo simultaneamente amor e Sabedoria, calor puro e luz pura. * Dualidade em que esta alma experimenta seu Deus: como fogo consumidor e como luz na qual não há trevas. * Como amor, este fogo é pura impaciência que não se contenta com preliminar ou imaginado, mas é imediatamente consumido, purificado e elevado a espírito. * Como insight, é como raio-X que atravessa coisas finitas até sua essência tornar-se visível. * Neste centro de ardor puro, no fogo maior de Deus, alcança-se lugar anterior a toda teoria das ascensões no coração. * Fogo é saltar e lamber para cima, estender-se do material consumido da finitude para o ilimitado. * Como fogo de Deus que consome entranhas do espírito, envolve simultaneamente ser queimado mais profundamente, dragagem progressiva do coração até tornar-se espaço puro e éter puro da luz. * Quando este estágio final é reconhecido como decisivo, chamas do anseio só podem impulsionar para cima: ascensão não é mais escalada por estágios, mas conflagração espiritual e cósmica, tocha espiritual de sacrifício a Deus. * Propósito da seleção: demonstrar significado de Orígenes para história da teologia * Não concordar com Harnack de que Orígenes levou teologia por caminho falso. * Através de sua influência maciça, elementos entraram na teologia que, nesta forma, não se encontram na Bíblia: segundo estrato, //theologia ascendens//. * Este estrato é mais atitude formal do que conteúdo, resíduo formal dos conteúdos. * Atitude mantida anonimamente e despercebida através de toda história da teologia; importante rastrear caminho até seu aparecimento em forma pura. * Seleção incluirá do primeiro estrato apenas o necessário para tornar esta unidade visível. * Textos conhecidos sobre mito da preexistência das almas presumidos como conhecidos, mas textos que aludem abertamente a este mito serão incluídos por razões como vislumbre da consciência cósmica massiva de Orígenes. * Textos subordinacionistas trinitários excluídos, mas subordinação ainda irrompe em muitos lugares por estar inseparavelmente misturada com estrutura básica da síntese mundial de Orígenes. * Orígenes é mais ortodoxo dos teólogos pré-nicenos; distingue claramente processões divinas internas da criação do mundo. * Subordinação em Orígenes tem aspecto mais forte de história da salvação, podendo ser harmonizada com teologia nicena. * Ensino sobre sacramentos, especialmente penitência, conscientemente excluído, mas muitos textos selecionados terão a ver com eles indiretamente. * Se interpretação espiritual dos sacramentos parece ser única representada, lembrar que Orígenes estabeleceu fundamento do realismo sacramental. * Razão está no caráter fundamentalmente sacramental de todo plano de salvação, que repousa em estrutura quase sacramental do próprio ser. * Observações sobre crítica a Orígenes e erros a evitar * Crítica não deve ir na direção do espiritualismo bruto e literalmente entendido. * Caminho do corpo ao espírito, da imagem material à verdade ideacional, não é para destruição do corpo e imagem, mas para sua transfiguração. * Lei fundamental: tudo apenas sensitivo deve ser consumido pelo fogo de Deus quando está diante de seu rosto, e só passando por este fogo é salvo. * Orígenes aplica esta lei a toda situação onde há relação semelhança-verdade. * Segundo erro seria rejeição fundamental do esoterismo de Orígenes, fundamentado em sua doutrina do ser mesmo. * Esoterismo é consequência da ideia cristã de que verdadeiro conhecimento só é alcançado pela ação. * Antecipação de conhecimento superior por alguém ainda impuro e despreparado pode ser prejudicial e existencialmente falso. * Cada estágio de maturidade na existência tem seu estágio correspondente de verdade; Verbo de Deus encarnado adapta-se a cada estágio. * Verbo, verdade pessoal, absoluta e única, não se torna mentiroso por adaptação a diferentes estágios de maturidade. * Teologia posterior abandonou este esoterismo ao preço de separação progressiva entre teologia escolar e teologia mística. * Crítica ao modelo formal da ascensão e suas consequências * Crítica bem-sucedida começa quando toma como objeto atitude formal da //ascensio in corde// e ampla esfera de suas consequências. * Orígenes descobriu ditado insondável: //Mas como ele se esvaziou ao vir para esta vida, este mesmo ser-vazio era sabedoria//, mas nunca tirou últimas consequências. * Ideia alexandrina de encarnação lembra ação de bola lançada de grande altura que atinge chão e retorna ao ponto de partida. * Kenosis comparada a onda do mar que avança na praia, torna-se mais fina e transparente, e não retorna à fonte, mas afunda na areia. * Afundamento e desaparecimento do Verbo esvaziado é, imediatamente e sem graus, regressão, entrega do reino ao Pai. * Esvaziamento da morte e humilhação é já eliminação da multiplicidade das imagens e letras, da lei e profetas, processo transitório para dar lugar à Glória do Senhor. * //É necessário que ele cresça e eu diminua// é crescimento de Cristo em nós; só nesta forma teologia do Pneuma e teologia espiritualizante têm direito fundamental à existência. * Modelo da teologia do //ascensus// entende diminuição apenas aplicada ao humano exterior, enquanto aumento é crescimento do interior pneumático. * Perigo real da doutrina da inhabitação mística: no fundo da alma, Pneuma e espírito criado estão em contato imediato e se fundem. * Unidade toma forma concreta pela palavra de Paulo: //O mundo está crucificado para mim e eu para o mundo//. * Orígenes confunde no final heróico e cristão: heróico é forma exaltada de virtude natural; cristão é forma sobrenatural da morte e ressurreição de Cristo estendida a todo mundo natural de valores. * Entre cristão simples e gnóstico há clara ascensão, porque no gnóstico vida pneumática interior vive mais alto, mais forte e mais cheia de vida. * Estes níveis são lei essencial, não algo empírico; realidade empírica pode estar invertida, mas lei do ser permanece inalterada. * Teologia do //ascensus// conecta-se com humildade, auto-abaixamento, auto-negação e forma mais estrita de ascetismo monástico. * Cultura monástica oriental até luz elevada do Athos, onde, no genuíno morrer do humano exterior, humano interior sobe à participação na transfiguração sempre mais plena de Cristo no Tabor. * Descida da cruz é apenas queda da casca do sensual da realidade da ressurreição do Espírito. * Influência da atitude formativa no esoterismo e interpretação bíblica * Influência estende-se ao esoterismo de Orígenes: sentido espiritual esotérico jaz claro e imóvel atrás da imagem da letra. * Em vez de entender realidade corpo-espiritual unificada do mundo como imagem unificada que aponta para além de si à infinidade de Deus, corpo e letra tornam-se imagem que aponta para verdade da esfera do espírito. * Orígenes busca na história bíblica terrestre imagem da história celestial, em vez de interpretar história humana corpo-alma como imagem da história divina descendo a nós. * História cósmica celestial da alma funciona menos como verdadeiro espírito e mais como segunda letra atrás da primeira. * Crítica deveria ter começado aqui, não com método alegórico. * Mesmo quando Orígenes entra em caminho falso, admiração por seu sentimento único pelo sentido espiritual da escritura permanece. * Interpretações têm moderação, bom senso e gosto, destacando-se claramente de outros exegetas alegorizantes. * Poucos hoje sabem que Bíblia tem Deus como autor e deve ter significado digno de Deus. * Através de cada erro objetivo, brilha sempre um sentido último cristão e eclesial que desarma críticos. * Terceiro estrato abre novos caminhos e, no final, supera tendências gnósticas. * Em penúltimas coisas, Orígenes é heterodoxo; em últimas coisas, é católico. * Apego infantil à igreja visível, seu dogma, tradição, sacerdócio e sacramentos demonstra isso. * Igreja é grande sacramento total que continua sacramento do Corpo de Cristo, preserva sacramento da palavra escriturística e ativa sacramentos como marcas distintivas e funções. ---- {{indexmenu>.#1|tsort nsort}}