===== Trabalhadores da vinha ===== [[.:start|PARÁBOLAS DE JESUS]] — OS Trabalhadores da Vinha ([[b>Mateus 20:1-16]]) Romano Guardini: [[estudos:guardini:senhor:trabalhadores-da-vinha|TRABALHADORES DA VINHA]] Antonio Orbe: [[gnosis:orbe:aopesi:trabalhadores|Trabalhadores da Vinha]] Para a maioria dos eclesiásticos, o dia da parábola representa o tempo desde a constituição até a consumação do mundo. Assim o afirma claramente Orígenes em Comentário a Mateus XV 31. Dia do Senhor, dia grande, o tempo da peregrinação humana pelo mundo, «todo o século presente» Comentário a Mateus). O mesmo ensinam Santo Hilário, São Jerônimo, o autor do Opus imperfectum, Optato de Milevo, São Gregório Magno, Beda e outros. De igual modo entre os gregos, o fragmento das Catenas, atribuído a São Cirilo de Alexandria. Santo Ambrósio resume, com multidão de testemunhos bíblicos, o significado daquele dia (Exposição sobre Lucas VII). A divisão do dia em cinco, de acordo com os cinco grupos que o senhor foi enviando à vinha, coincidia com a clássica divisão judaica em horas. Em sua aplicação ao dia grande, havia naturalmente suas diferenças. Orígenes indica uma muito razoável. A hora prima durou até Noé; a terça, até Abraão; a sexta, até Moisés; a nona, até Cristo; e a undécima, entre as duas parusias do Salvador: «Vê se podes denominar primeira ordem, isto é, grupo, a de Adão, logo depois da criação; porque o pai de família saiu de manhã cedo e contratou, por assim dizer, Adão e Eva para que cultivassem a vinha da piedade. E segunda ordem, a de Noé e o pacto relativo a ele. E terceira, a de Abraão, com o qual se contam os patriarcas até Moisés. E quarta, a de Moisés e toda a dispensação do Egito e a legislação no deserto. Última, isto é, quinta ordem, a da parusia de Jesus Cristo, a da hora undécima. Ademais, um só homem, dono da casa, segundo aparece na parábola proposta, saiu cinco vezes... Porque um só Cristo desceu muitas vezes aos homens para administrar sempre o que concerne à vocação dos operários» Comentários a Mateus). Entre os gregos, segue Orígenes o fragmento 226, de São Cirilo de Alexandria?, com algumas variantes. Entre os latinos, figura em primeiro lugar, seguindo também o alexandrino, o bispo Santo Hilário. Outro tanto, com ligeiras variantes, ensinam Santo Agostinho, o autor do Opus imperfectum, São Gregório Magno, Beda, Teofilacto e outros. Santo Ambrósio resume bem em Exposição sobre Lucas VII § 223. São Jerônimo sentiu, por vezes, pouca simpatia pelo bispo de Milão, e ainda menos por Orígenes. Por isso, talvez, não obstante conhecer sua exegese e até apropriar-se dela, em 393, como única, ao redigir o Contra Joviniano, mais tarde, no Comentário a Mateus, em 398, para dissimular provavelmente sua dependência do alexandrino, declara — sem citá-lo — sua exegese em segundo lugar, a título alheio e de erudição. Também em lugar secundário a havia apresentado o Pseudo-Teófilo. Orígenes apontava uma ideia. Os grupos chamados à vinha não iam casualmente (v. Trabalhadores da Vinha: uns à primeira hora e outros à terça, sexta... O senhor os contratava segundo as aptidões que neles descobria. Uma certa harmonia preestabelecida atuava sobre os indivíduos para pô-los à disposição do senhor na hora justa em que melhor pudessem exercer suas habilidades. Assim, os do grupo de Adão até Noé foram enviados — como primeiros — à vinha, para fazer nela os primeiros trabalhos para os quais tinham aptidão singular. Os do grupo de Noé até Abraão se apresentaram à hora terça, por serem os mais convenientes para o pacto novo com Deus... O pensamento, demasiado sutil, não parece ter tido grande ressonância. Maurice Nicoll: [[estudos:nicoll:trabalhadores-da-vinha|TRABALHADORES DA VINHA]] {{tag>Mateus parábolas}}