===== ENCARNAÇÃO ===== [[.:start|Evangelho de Jesus]] — ENCARNAÇÃO ([[b>Mt 1,18-25]], Lc I 26-38) VIDE: [[estudos:iconografia:icones-da-natividade|Natividade]] A imaculada concepção do Filho de Deus é o evento maior que pode se dar em cada ser humano, por sua própria condição de ser humano. Nos relatos evangélicos reúne os elementos simbólicos que enfatizam um algo ou estado na alma que detém as condições de pureza e virgindade para receber esta graça, possibilitando por sua humildade e servitude que cresça e se manifeste em sua Natividade ao mundo. Assim no seio de Maria, acompanhada por São José, a parte da alma que vigia e garante a integridade e segurança do Filho, neste recôndito virginal, se dá esta imaculada concepção. Este evento se efetiva com o reconhecimento de José que este fruto não é e não pode ser sua concepção, mas sim do Alto por Maria. NASCIDO DA VIRGEM E DO ESPÍRITO Orígenes: [[ate-agostinho:origenes:celso:encarnacao:start|ENCARNAÇÃO]] Mestre Eckhart: Giuseppe Faggin — Meister Eckhart e a mística medieval alemã Deus e a alma: são estas as únicas verdades que Eckhart, como Plotino e Agostinho, quer conhecer e cujo conhecimento é ao mesmo tempo atividade e realização de si mesmo. Não nos devemos espantar, portanto, se nos Reden não recorda, de toda a história sagrada da redenção, mais do que a obra de Cristo e a Anunciação da Virgem. Cristo como ideal de nossa vida, a Virgem como símbolo da entrega perfeita. Milagres, verdades reveladas, a própria redenção não aparecem jamais para perturbar com elementos mitológicos ou fantásticos, a concepção puríssima da obra moral da alma. Unicamente a interpretação ética da Anunciação serve para indicar um motivo especulativo predileto de Eckhart, que reaparece nas obras posteriores em proporção cada vez maior, constituindo um sugestivo e perigoso simbolismo que concentra em si todos os elementos históricos do acontecimento cristão, transformando-os em símbolos de valores espirituais históricos e eternos e preludiando de certo modo as interpretações religiosas transcendentais de um Hegel ou de um David Strauss, até encontrar sua expressão final mais audaciosa na proposição XII condenada pelo Papa João. * [[mrf:eckhart:sermoes-tratados:sermoes:22:|SERMÃO XXII]] * [[mrf:eckhart:sermoes-tratados:sermoes:38:|SERMÃO XXXVIII]] Romano Guardini: [[estudos:guardini:senhor:encarnacao|ENCARNAÇÃO]] René Guénon: VERBO E SÍMBOLO O Verbo Divino se expressa na Criação, dizíamos, e isso é comparável, analogicamente e com todas as ressalvas, ao pensamento que se expressa em formas (não cabe mais aqui distinguir entre a linguagem e os símbolos propriamente ditos) que o velam e o manifestam ao mesmo tempo. A Revelação primordial, obra do Verbo assim como a Criação, incorpora-se também, por assim dizer, em símbolos que se transmitiram de geração em geração desde os primórdios da humanidade; e esse processo é, além disso, análogo, em sua ordem, ao da própria Criação. Por outro lado, não se pode ver, nessa incorporação simbólica da tradição “não humana”, uma espécie de imagem antecipada, de “prefiguração”, da Encarnação do Verbo? E isso não permite também perceber, em certa medida, a misteriosa relação existente entre a Criação e a Encarnação que a coroa? Abade Stéphane: [[estudos:abade-stephane:immaculata|IMMACULATA CONCEPTIONE]] [[trd>gordon|Pierre Gordon]]: IMAGEM DO MUNDO NA ANTIGUIDADE O estagiamento sucessivo dos céus acima do Meru, se explica pela preocupação, notória na Índia, de passar insensivelmente do plano físico ao plano dinâmico, quer dizer das aparências e de maya à energia radiante, única matéria subsistente e eterna do Cosmo. Não há transição entre o universo espacial e o universo não espacial, entre o universo submetido ao tempo e o universo onde o tempo é suspenso; estão aí mundos díspares, e sem medida comum; o primeiro não é senão uma maneira inferior de apreender o segundo. Decorre da impotência do pensamento. O que está em jogo, é portanto o nível mental, a atitude ou inépcia a apreender o real em sua essência. Permanece exato além do mais que o estado, o tonus do pensamento se encontra em relação com aspectos da matéria; e quando refletimos sobre o cristianismo, nos damos conta que o grande problema da encarnação do super-homem não era sem analogia com aqueles que preocuparam os pensadores hindus. Tratava-se para a radiância que constituía o organismo do super-homem de se introduzir em um organismo feminino a fim de aí se tornar carne. Operação difícil posto que exigia de um pensamento humano livre, um esforço prodigioso e uma pureza cristalina que tornassem possível a juntura e a interpenetração de um corpo visto como físico com a matéria radiante a qual dele devia fazer seu receptáculo. Compreende-se desde então a longa preparação que segundo a doutrina cristã foi necessária para obter esta obra de Arte e que porque a cadeia que vai do super-homem primeiro homem, ao super-homem encarnado como super-homem, é detalhada com tanto cuidado na BÍBLIA (veja também Genealogia de Jesus). Michel Henry — [[feno>estudos:henry:henry-e-a-questao-da-encarnacao|ENCARNAÇÃO]] Jacob Boehme: [[theosophos:boehme:jesus-cristo:jbjc-da-encarnacao-de-jesus-cristo-i|DA ENCARNAÇÃO DE JESUS CRISTO I]]