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philokalia:philokalia-termos:parabole:start

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 ===== PARABOLE ===== ===== PARABOLE =====
-[[philokalia:philokalia-termos:start|Philokalia-Termos]] — [[philokalia:philokalia-termos:parabole:start|parabole]] — PARÁBOLA+Philokalia-Termos — parabole — PARÁBOLA
  
 VIDE: Parábolas VIDE: Parábolas
 Excertos de "Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento", de Coenen & Brown Excertos de "Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento", de Coenen & Brown
  
-No NT, parabole ocorre somente nos [[evangelho-de-jesus:evangelhos:start|Evangelhos]] Sinóticos (48 vezes) e em Hebreus (duas vezes).+No NT, parabole ocorre somente nos Evangelhos Sinóticos (48 vezes) e em Hebreus (duas vezes).
  
-Em Hebreus, o ritual do tabernáculo é visto como uma parabole (RSV "simbólico") do tempo da salvação (9:9), e a restauração de [[biblia:tipologia:isaque:start|ISAQUE]] como figura da ressurreição ("de onde também, figuradamente (kai en parabole) recebeu-o de volta", 11:19). Em Mt 15:15 par. Mc 7:17 significa uma "declaração", e em Lc 4:23, um "provérbio". Em todas as demais ocorrências no NT tem o significado de "parábola", dentro dos vários sentidos desta palavra:+Em Hebreus, o ritual do tabernáculo é visto como uma parabole (RSV "simbólico") do tempo da salvação (9:9), e a restauração de ISAQUE como figura da ressurreição ("de onde também, figuradamente (kai en parabole) recebeu-o de volta", 11:19). Em Mt 15:15 par. Mc 7:17 significa uma "declaração", e em Lc 4:23, um "provérbio". Em todas as demais ocorrências no NT tem o significado de "parábola", dentro dos vários sentidos desta palavra:
  
 (a) Nos ditados figurados, a figura e a realidade se colocam lado a lado sem um adv. comparativo ("como"), a fim de que a figura (conhecida) elucide a realidade (desconhecida), e.g. "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5:14; cf. 25:14; Mc 2:17,19; e, no AT, Am 3:8; 6:12; Is 40:7; Jr 12:5; Pv 6:27-29). Nestes ditados figurados, acontecia frequentemente que a figura ficava separada da realidade à qual se referia (embora, de vez em quando, o contexto explicava esta última), e foi transmitida em forma isolada. No isolamento, desligava-se do seu contexto original e, assim, perdia-se de vista a sua lição original. Consequentemente, Mc 9:49 ("Porque cada um será salgado com fogo"), não fica mais inteligível com o acréscimo secundário no TR ("e cada sacrifício será salgado com fogo", ARC). É possível que um escriba acrescentou estas palavras em etapa recuada, por ter detectado uma indicação do seu significado em Lv 2:13 (cf. Ez 43:24; Êx 30:5), e que outras variantes fossem variações desta frase (cf. Metzger, 102-3; C. E. B. Cranfield, The Gospel according to Saint Mark, 1959, 314 e segs.). (Sobre esta passagem — Fogo, pyr; Sal). De modo semelhante, Mt 7:6; 24:28 par. Lc 17:37 não indicam o ponto original de comparação. Em tais ocasiões, o dito se reveste do caráter de uma metáfora (ver abaixo). (a) Nos ditados figurados, a figura e a realidade se colocam lado a lado sem um adv. comparativo ("como"), a fim de que a figura (conhecida) elucide a realidade (desconhecida), e.g. "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5:14; cf. 25:14; Mc 2:17,19; e, no AT, Am 3:8; 6:12; Is 40:7; Jr 12:5; Pv 6:27-29). Nestes ditados figurados, acontecia frequentemente que a figura ficava separada da realidade à qual se referia (embora, de vez em quando, o contexto explicava esta última), e foi transmitida em forma isolada. No isolamento, desligava-se do seu contexto original e, assim, perdia-se de vista a sua lição original. Consequentemente, Mc 9:49 ("Porque cada um será salgado com fogo"), não fica mais inteligível com o acréscimo secundário no TR ("e cada sacrifício será salgado com fogo", ARC). É possível que um escriba acrescentou estas palavras em etapa recuada, por ter detectado uma indicação do seu significado em Lv 2:13 (cf. Ez 43:24; Êx 30:5), e que outras variantes fossem variações desta frase (cf. Metzger, 102-3; C. E. B. Cranfield, The Gospel according to Saint Mark, 1959, 314 e segs.). (Sobre esta passagem — Fogo, pyr; Sal). De modo semelhante, Mt 7:6; 24:28 par. Lc 17:37 não indicam o ponto original de comparação. Em tais ocasiões, o dito se reveste do caráter de uma metáfora (ver abaixo).
  
-(b) A metáfora é uma expressão figurada na qual um nome ou termo descritivo se aplica a algum objeto ao qual não é aplicável de modo literal e apropriado. Frequentemente implica em transferência do concreto para o abstrato: e.g. "Ele é a cabeça da família", ou "a fonte da vida" (cf. mais em Mt 7:13-14; 9:37-38; 15:13; 1 Co 9:9; cf. Is 5:1-7, que retrata [[philokalia:philokalia-termos:israel:start|Israel]] como noiva e vinha, com Mt 21:3346; Mc 12:1-12; e Lc 20:9-19).+(b) A metáfora é uma expressão figurada na qual um nome ou termo descritivo se aplica a algum objeto ao qual não é aplicável de modo literal e apropriado. Frequentemente implica em transferência do concreto para o abstrato: e.g. "Ele é a cabeça da família", ou "a fonte da vida" (cf. mais em Mt 7:13-14; 9:37-38; 15:13; 1 Co 9:9; cf. Is 5:1-7, que retrata Israel como noiva e vinha, com Mt 21:3346; Mc 12:1-12; e Lc 20:9-19).
  
 A metáfora coloca a figura, não lado a lado com a realidade conforme o dito figurado, mas no lugar da realidade. É necessário saber de antemão qual a realidade que subjaz a metáfora, senão, fica ininteligível. Logo, toda a linguagem metafórica depende das convenções. A metáfora coloca a figura, não lado a lado com a realidade conforme o dito figurado, mas no lugar da realidade. É necessário saber de antemão qual a realidade que subjaz a metáfora, senão, fica ininteligível. Logo, toda a linguagem metafórica depende das convenções.
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 Os símiles ocorrem raras vezes. A maior parte deles já deve ter sido transmitida por meio de linguagem figurada, para então receber um colorido metafórico na tradição. A figura num símile é tirada da realidade que é acessível a todos. C. H. Peisker Os símiles ocorrem raras vezes. A maior parte deles já deve ter sido transmitida por meio de linguagem figurada, para então receber um colorido metafórico na tradição. A figura num símile é tirada da realidade que é acessível a todos. C. H. Peisker
  
-(d) A parábola é um gênero literário que, formalmente, consiste de uma história "típica", tirada da realidade cotidiana do ouvinte e lhe oferecendo um exemplo de comportamento ao qual reagir (e.g., "[[evangelho-de-jesus:parabolas-evangelicas:bom-samaritano:start|Bom Samaritano]]", "o juiz iníquo"). Pode, também, consistir de uma comparação entre realidades "espirituais" e da natureza (e.g., "O reino dos céus é semelhante ao fermento"; "O reino dos céus é como um grão de mostarda"). Mas a parábola é mais do que mera forma. Tem uma força persuasiva muito grande. Vejamos, para tanto, a definição de T. W. Manson (O Ensino de Jesus, ASTE, págs. 95 e segs.): "A parábola é um quadro em palavras de algum trecho da experiência humana, concreto ou imaginado. Mas além disso, o quadro retrata ou um tipo ético para nossa admiração ou reprovação, ou algum princípio da maneira de [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]] dirigir o mundo, ou ainda ambas as coisas. A parábola espelha a compreensão e a experiência religiosa do seu criador... Na sua operação real, pois, toda verdadeira parábola é um apelo a uma vida melhor e a uma confiança mais profunda em Deus, cujos pormenores não são senão o lado [[biblia:figuras:divindade:divino:start|Divino]] e o lado humano da verdadeira religião, o verso e o reverso da mesma medalha."+(d) A parábola é um gênero literário que, formalmente, consiste de uma história "típica", tirada da realidade cotidiana do ouvinte e lhe oferecendo um exemplo de comportamento ao qual reagir (e.g., "o Bom Samaritano", "o juiz iníquo"). Pode, também, consistir de uma comparação entre realidades "espirituais" e da natureza (e.g., "O reino dos céus é semelhante ao fermento"; "O reino dos céus é como um grão de mostarda"). Mas a parábola é mais do que mera forma. Tem uma força persuasiva muito grande. Vejamos, para tanto, a definição de T. W. Manson (O Ensino de Jesus, ASTE, págs. 95 e segs.): "A parábola é um quadro em palavras de algum trecho da experiência humana, concreto ou imaginado. Mas além disso, o quadro retrata ou um tipo ético para nossa admiração ou reprovação, ou algum princípio da maneira de Deus dirigir o mundo, ou ainda ambas as coisas. A parábola espelha a compreensão e a experiência religiosa do seu criador... Na sua operação real, pois, toda verdadeira parábola é um apelo a uma vida melhor e a uma confiança mais profunda em Deus, cujos pormenores não são senão o lado Divino e o lado humano da verdadeira religião, o verso e o reverso da mesma medalha."
  
 Três elementos são essenciais na parábola: um ponto de contato com a realidade do ouvinte, a resposta (ou reação) do ouvinte, e um conjunto de temas teológicos inter-relacionados. A resposta do ouvinte é requerida pela conjunção dos temas teológicos no âmbito da história ou comparação que forma o ponto de contato entre as duas esferas da realidade representadas na narrativa (cf. K. E. Bailey, Poet and Peasant, 1976, págs. 3743). Júlio P. T. Zabatiero Três elementos são essenciais na parábola: um ponto de contato com a realidade do ouvinte, a resposta (ou reação) do ouvinte, e um conjunto de temas teológicos inter-relacionados. A resposta do ouvinte é requerida pela conjunção dos temas teológicos no âmbito da história ou comparação que forma o ponto de contato entre as duas esferas da realidade representadas na narrativa (cf. K. E. Bailey, Poet and Peasant, 1976, págs. 3743). Júlio P. T. Zabatiero
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-[[ate-agostinho:clemente:start|Clemente de Alexandria]]: DEFINIÇÃO DE PARÁBOLA+Clemente de Alexandria: DEFINIÇÃO DE PARÁBOLA
  
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