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philokalia:philokalia-termos:krino:start

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 ===== KRINO ===== ===== KRINO =====
-[[philokalia:philokalia-termos:start|Philokalia-Termos]] — [[philokalia:philokalia-termos:krino:start|krino]] = DISTINGUIR, DECIDIR, DELIBERAR, [[evangelho-de-jesus:sermao-da-montanha:julgar:start|JULGAR]], CONDENAR, PUNIR; KRISIS = JUÍZO, JULGAMENTO+Philokalia-Termos — krino = DISTINGUIR, DECIDIR, DELIBERAR, JULGAR, CONDENAR, PUNIR; KRISIS = JUÍZO, JULGAMENTO
  
 VIDE: justiça; discernimento; exame; castigo VIDE: justiça; discernimento; exame; castigo
  
-[[evangelho-de-jesus:start|Evangelho de Jesus]]+Evangelho de Jesus
  
-Pois assim como o [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]] tem vida em si mesmo, assim também deu ao [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]] ter vida em si mesmos; e deu-lhe [[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:autoridade:start|Autoridade]] para julgar [, porque é o Filho do homem. Jo 5:26-27)+Pois assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter vida em si mesmos; e deu-lhe Autoridade para julgar [, porque é o Filho do homem. Jo 5:26-27)
  
 Perguntavam-lhe então: Quem és tu? Respondeu-lhes Jesus: Exatamente o que venho dizendo que sou. Muitas coisas tenho que dizer e julgar [ acerca de vós; mas aquele que me enviou é verdadeiro; e o que dele ouvi, isso falo ao mundo. Jo 8:25-26) Perguntavam-lhe então: Quem és tu? Respondeu-lhes Jesus: Exatamente o que venho dizendo que sou. Muitas coisas tenho que dizer e julgar [ acerca de vós; mas aquele que me enviou é verdadeiro; e o que dele ouvi, isso falo ao mundo. Jo 8:25-26)
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 <tabbox Roberto Pla> <tabbox Roberto Pla>
-Jesus confia não sem impaciência em que os mortos vivos — neste caso a consciência psíquica na qual jazem como mortos vivos os filhos da luz — ouçam a voz do Filho de [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]], e por isso insiste em que “já estamos na hora” de que cada consciência escute a voz do Filho Palavra), semeada em cada um, posto que a Palavra é o ser verdadeiro, a essência, o Filho do Homem, o morador celestial da casa própria. Consigna então Jesus, em uma declaração de máxima importância que ao Filho, o qual como Filho tem vida em si mesmo, “lhe é dado (o Pai) poder para julgar porque é Filho do Homem” (além de ser Filho).+Jesus confia não sem impaciência em que os mortos vivos — neste caso a consciência psíquica na qual jazem como mortos vivos os filhos da luz — ouçam a voz do Filho de Deus, e por isso insiste em que “já estamos na hora” de que cada consciência escute a voz do Filho Palavra), semeada em cada um, posto que a Palavra é o ser verdadeiro, a essência, o Filho do Homem, o morador celestial da casa própria. Consigna então Jesus, em uma declaração de máxima importância que ao Filho, o qual como Filho tem vida em si mesmo, “lhe é dado (o Pai) poder para julgar porque é Filho do Homem” (além de ser Filho).
 - Esta importante declaração de identidade Jo 5,26-27) equivale a dizer que o Filho, ao ser a luz, é também luz (o Filho do Homem). - Esta importante declaração de identidade Jo 5,26-27) equivale a dizer que o Filho, ao ser a luz, é também luz (o Filho do Homem).
  
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 Dentro dessa ordem, diz Jesus por isso que “todos os que estão nos sepulcros ouvirão Sua voz” (nos sepulcros caiados que parecem vivos por fora mas estão mortos por dentro). Pela locução “todos”, deve entender-se aqui não somente os filhos da luz, os cativos cuja liberação foi proclamada, senão também os filhos do mundo, os oprimidos cuja liberdade foi também anunciada na Boa Nova de Nazaré para todos aqueles “cegos” que recobram a visão da luz (Lc 4,18). Estes últimos são todos aqueles conteúdos psíquicos vivificados, viventes, isto é, sem vida própria senão tomada em empréstimo do homem pneumático. Quando estes conteúdos são postos para purificação como a prata, no mesmo sepulcro que o filho da luz, podem chegar a “ouvir a voz” do Filho do Homem e fazer-se partícipes da imortalidade, por adoção em sua nova unidade substancial com o eleito. Dentro dessa ordem, diz Jesus por isso que “todos os que estão nos sepulcros ouvirão Sua voz” (nos sepulcros caiados que parecem vivos por fora mas estão mortos por dentro). Pela locução “todos”, deve entender-se aqui não somente os filhos da luz, os cativos cuja liberação foi proclamada, senão também os filhos do mundo, os oprimidos cuja liberdade foi também anunciada na Boa Nova de Nazaré para todos aqueles “cegos” que recobram a visão da luz (Lc 4,18). Estes últimos são todos aqueles conteúdos psíquicos vivificados, viventes, isto é, sem vida própria senão tomada em empréstimo do homem pneumático. Quando estes conteúdos são postos para purificação como a prata, no mesmo sepulcro que o filho da luz, podem chegar a “ouvir a voz” do Filho do Homem e fazer-se partícipes da imortalidade, por adoção em sua nova unidade substancial com o eleito.
  
-A voz é o juízo, pois decide o juízo: a prata purificada é o “resto” que se une com o eleito na culminação de seu repouso. Por outro lado, os conteúdos psíquicos que se sustentaram impuros (o evangelho diz: “no mal”), quando abandonem seu psíquico “sepulcro caiado” ressuscitarão como palha condenada a ser espalhada, separada da psique que o alimentava, no vento perecedouro, bem longe do celeiro da imortalidade (Lc 4,18). [[[[gnosticismo:bnh:evangelho-de-tome:start|Evangelho de Tomé]] [[gnosticismo:bnh:evangelho-de-tome:logion-51:start|Logion 51]]]+A voz é o juízo, pois decide o juízo: a prata purificada é o “resto” que se une com o eleito na culminação de seu repouso. Por outro lado, os conteúdos psíquicos que se sustentaram impuros (o evangelho diz: “no mal”), quando abandonem seu psíquico “sepulcro caiado” ressuscitarão como palha condenada a ser espalhada, separada da psique que o alimentava, no vento perecedouro, bem longe do celeiro da imortalidade (Lc 4,18). Evangelho de Tomé - Logion 51]
  
-O Juízo deve ser entendido como o último trecho de um caminho de retorno que vai desde a sombra à luz. Como revela [[ate-agostinho:paulo:start|Paulo Apóstolo]]: “(Há) um só Senhor, Jesus [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]], por quem todas as coisas são e pelo qual somos (por quem vamos até ao Pai). Esta via de redenção é a que o logion aponta quando diz: “Tudo a mim chegou”. Porém o quarto evangelho, ao falar da luz diz isto ainda mais claro: “O que me siga não caminhará na obscuridade, senão que terá a luz da vida”.+O Juízo deve ser entendido como o último trecho de um caminho de retorno que vai desde a sombra à luz. Como revela Paulo Apóstolo: “(Há) um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas são e pelo qual somos (por quem vamos até ao Pai). Esta via de redenção é a que o logion aponta quando diz: “Tudo a mim chegou”. Porém o quarto evangelho, ao falar da luz diz isto ainda mais claro: “O que me siga não caminhará na obscuridade, senão que terá a luz da vida”.
  
-Sobre este trajeto final há muitos testemunhos testamentários que convém recordar: “A senda dos justos é como a luz do alvorecer” (Pr 4,18). Inclusive, o salmista, dá a [[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:medida:start|Medida]] da identidade de “aquele-que-volta” e “o-que-é”: “Em tua luz vemos a luz (Sl 36,9). Em uma passagem bem conhecida explica o profeta Isaías os primeiros passos do cumprimento deste caminho redentor que muitos esperam com ânsia: “Os que viviam na terra das sombras, uma luz brilhou sobre eles”. Esta luz é a “presença” da Palavra da qual falamos. Mas em definitivo é Jesus quem no [[evangelho-de-jesus:evangelhos:evangelho-de-joao:start|Evangelho de João]] entrega todas as chaves para que se abram as portas do regresso à luz: “Eu, a luz, vim ao mundo para que todo aquele que crê em mim não siga nas trevas” Jo 12, 46).+Sobre este trajeto final há muitos testemunhos testamentários que convém recordar: “A senda dos justos é como a luz do alvorecer” (Pr 4,18). Inclusive, o salmista, dá a Medida da identidade de “aquele-que-volta” e “o-que-é”: “Em tua luz vemos a luz (Sl 36,9). Em uma passagem bem conhecida explica o profeta Isaías os primeiros passos do cumprimento deste caminho redentor que muitos esperam com ânsia: “Os que viviam na terra das sombras, uma luz brilhou sobre eles”. Esta luz é a “presença” da Palavra da qual falamos. Mas em definitivo é Jesus quem no Evangelho de João entrega todas as chaves para que se abram as portas do regresso à luz: “Eu, a luz, vim ao mundo para que todo aquele que crê em mim não siga nas trevas” Jo 12, 46).
  
-Viver na luz é o regresso e a redenção, e o que separa “aquele-que-volta” de “aquele-que-é”, é somente a diferença entre o todo e o que dele sai; entre o mundo e a luz que sobre o mundo está. [[[gnosticismo:bnh:evangelho-de-tome:logion-77:start|Logion 77]]]+Viver na luz é o regresso e a redenção, e o que separa “aquele-que-volta” de “aquele-que-é”, é somente a diferença entre o todo e o que dele sai; entre o mundo e a luz que sobre o mundo está. Logion 77]
  
 <tabbox Toshihiko Izutsu> <tabbox Toshihiko Izutsu>
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 Não corresponde a toda distinção mental uma distinção real-física, uma separação física, como a que podemos distinguir entre um objeto corpóreo e outro. Não corresponde a toda distinção mental uma distinção real-física, uma separação física, como a que podemos distinguir entre um objeto corpóreo e outro.
  
-Distinção, que vem do [[biblia:figuras:verbo:start|Verbo]] distinguere, (de dis e tango, tanger, tocar) que significa separar, discernir, tem, na filosofia, um sentido claro: diz-se que uma coisa é distinta quando não é outra. Distingue-se uma coisa de outra quando não há identidade entre uma e outra, enquanto outra.+Distinção, que vem do Verbo distinguere, (de dis e tango, tanger, tocar) que significa separar, discernir, tem, na filosofia, um sentido claro: diz-se que uma coisa é distinta quando não é outra. Distingue-se uma coisa de outra quando não há identidade entre uma e outra, enquanto outra.
  
 A distinção pode ser real ou de razão. É real quando o que distinguimos é, na coisa, diversa de outra coisa (extra mentis). É de razão quando o que distinguimos é, na realidade, idêntico, mas é apenas distinguido pelo intelecto. A distinção pode ser real ou de razão. É real quando o que distinguimos é, na coisa, diversa de outra coisa (extra mentis). É de razão quando o que distinguimos é, na realidade, idêntico, mas é apenas distinguido pelo intelecto.
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