philokalia:philokalia-deserto:apotegmas:apoftegmas-do-abade-agatao:start
Diferenças
Aqui você vê as diferenças entre duas revisões dessa página.
| Ambos lados da revisão anteriorRevisão anterior | |||
| philokalia:philokalia-deserto:apotegmas:apoftegmas-do-abade-agatao:start [10/01/2026 16:00] – mccastro | philokalia:philokalia-deserto:apotegmas:apoftegmas-do-abade-agatao:start [11/01/2026 06:14] (atual) – edição externa 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Linha 2: | Linha 2: | ||
| D. Estevão Bettencourt — Apoftegmas — a sabedoria dos antigos monges | D. Estevão Bettencourt — Apoftegmas — a sabedoria dos antigos monges | ||
| ==== DO ABADE AGATÃO ==== | ==== DO ABADE AGATÃO ==== | ||
| - | 1. Disse o Abade [[biblia: | + | 1. Disse o Abade Pedro, o discípulo do Abade Lote: «Estávamos certa vez na cela do Abade Agatão, quando foi ter com ele um irmão que dizia : «Quero morar com os irmãos; dize-me como hei de viver com eles». Respondeu-lhe o ancião : «Como no primeiro dia em que te chegares a eles, assim todos os dias da tua vida conserva a tua qualidade de estranho, de modo a não teres familiaridade com eles». Perguntou então o Abade Macário: «E que importa a familiaridade? |
| 2. Disse o Abade Agatão: «É preciso que o monge não deixe que a consciência o acuse em coisa nenhuma». | 2. Disse o Abade Agatão: «É preciso que o monge não deixe que a consciência o acuse em coisa nenhuma». | ||
| Linha 12: | Linha 12: | ||
| 5. A respeito do Abade Agatão diziam que o foram procurar alguns homens, os quais tinham | 5. A respeito do Abade Agatão diziam que o foram procurar alguns homens, os quais tinham | ||
| - | ouvido dizer que possuía grande discernimento. E, querendo experimentar se se enfurecia, disseram-lhe: | + | ouvido dizer que possuía grande discernimento. E, querendo experimentar se se enfurecia, disseram-lhe: |
| - | 6 . Narraram do Abade Agatão que passou muito tempo a construir a cela com os seus discípulos; | + | 6 . Narraram do Abade Agatão que passou muito tempo a construir a cela com os seus discípulos; |
| 7. Disseram também a respeito dele que, muitas vezes, mudava de pouso tendo apenas a sua foicezinha no cesto. | 7. Disseram também a respeito dele que, muitas vezes, mudava de pouso tendo apenas a sua foicezinha no cesto. | ||
| Linha 20: | Linha 20: | ||
| 8. Perguntaram uma vez ao Abade Agatão o que é maior: o trabalho do corpo ou a disciplina interior (da alma). Respondeu o ancião: «O homem se parece com uma árvore: o trabalho do corpo é como que a folhagem, enquanto a disciplina da alma é como que o fruto. Pois que, conforme está escrito, 'toda árvore que não produz fruto bom, será cortada e atirada ao fogo' (Mt 3, 10), é evidente que todo o nosso esforço deve visar ao fruto, isto é, à disciplina da alma. Contudo também são necessários o envoltório e o ornamento da folhagem, que são o trabalho do corpo». | 8. Perguntaram uma vez ao Abade Agatão o que é maior: o trabalho do corpo ou a disciplina interior (da alma). Respondeu o ancião: «O homem se parece com uma árvore: o trabalho do corpo é como que a folhagem, enquanto a disciplina da alma é como que o fruto. Pois que, conforme está escrito, 'toda árvore que não produz fruto bom, será cortada e atirada ao fogo' (Mt 3, 10), é evidente que todo o nosso esforço deve visar ao fruto, isto é, à disciplina da alma. Contudo também são necessários o envoltório e o ornamento da folhagem, que são o trabalho do corpo». | ||
| - | 9. Perguntaram-lhe ainda os irmãos: «Qual a virtude, ó [[estudos: | + | 9. Perguntaram-lhe ainda os irmãos: «Qual a virtude, ó Pai, que entre as demais exige maior labor?» Respondeu-lhes: |
| 10. O Abade Agatão era sábio de mente, diligente de corpo; em geral bastava a si mesmo, tanto no trabalho manual como na alimentação e no vestuário. | 10. O Abade Agatão era sábio de mente, diligente de corpo; em geral bastava a si mesmo, tanto no trabalho manual como na alimentação e no vestuário. | ||
| Linha 30: | Linha 30: | ||
| 13. Um irmão dirigiu-se ao ancião, dizendo: «Um co preceito me foi dado, e, por causa dele, há luta em mim; queria sair para cumpri-lo, mas temo a luta». Disse-lhe o ancião: «Se estivesse Agatão em tuas condições, | 13. Um irmão dirigiu-se ao ancião, dizendo: «Um co preceito me foi dado, e, por causa dele, há luta em mim; queria sair para cumpri-lo, mas temo a luta». Disse-lhe o ancião: «Se estivesse Agatão em tuas condições, | ||
| - | 14. Reuniu-se na Cétia, para tratar de determinada questão, um conselho, o qual lavrou a respectiva sentença. Depois do mesmo, chegou-se o Abade Agatão aos monges, dizendo: «Não resolvestes o caso devidamente». Perguntaram-lhe: | + | 14. Reuniu-se na Cétia, para tratar de determinada questão, um conselho, o qual lavrou a respectiva sentença. Depois do mesmo, chegou-se o Abade Agatão aos monges, dizendo: «Não resolvestes o caso devidamente». Perguntaram-lhe: |
| 15. Diziam do Abade Agatão que passou três anos com uma pedra na boca até que adquiriu o hábito do silêncio. | 15. Diziam do Abade Agatão que passou três anos com uma pedra na boca até que adquiriu o hábito do silêncio. | ||
| Linha 36: | Linha 36: | ||
| 16. Referiam também dele e do Abade Amum que, quando vendiam algum objeto, diziam uma vez o preço, e, o que se lhes dava, recebiam-no em silêncio e tranquilidade. Igualmente, quando queriam comprar alguma coisa, davam com silêncio o que se lhes dizia e tomavam o objeto, sem proferir nada absolutamente. | 16. Referiam também dele e do Abade Amum que, quando vendiam algum objeto, diziam uma vez o preço, e, o que se lhes dava, recebiam-no em silêncio e tranquilidade. Igualmente, quando queriam comprar alguma coisa, davam com silêncio o que se lhes dizia e tomavam o objeto, sem proferir nada absolutamente. | ||
| - | 17. O mesmo Abade Agatão disse: «Nunca | + | 17. O mesmo Abade Agatão disse: «Nunca dei um ágape; mas o dar e o receber eram para mim ágape (refeição): |
| - | 18. O mesmo quando queria | + | 18. O mesmo quando queria JULGAR alguma coisa que via, dizia dentro de si: «Agatão, não faças o mesmo». Com isto se apaziguava a sua mente. |
| 19. O mesmo disse: «O homem irascível, ainda que ressuscite um morto, não é agradável a Deus». | 19. O mesmo disse: «O homem irascível, ainda que ressuscite um morto, não é agradável a Deus». | ||
| Linha 54: | Linha 54: | ||
| 25. Estando os irmãos a falar sobre a caridade, perguntou o Abade José: «Sabemos nós o que é caridade?» E contou, a respeito do Abade Agatão, que este tinha um canivete; foi ter com ele um irmão, o qual se pôs a louvar o objeto; o Abade, então, não o deixou partir sem que tivesse aceito o canivete». | 25. Estando os irmãos a falar sobre a caridade, perguntou o Abade José: «Sabemos nós o que é caridade?» E contou, a respeito do Abade Agatão, que este tinha um canivete; foi ter com ele um irmão, o qual se pôs a louvar o objeto; o Abade, então, não o deixou partir sem que tivesse aceito o canivete». | ||
| - | 26. Dizia o Abade Agatão: «Se me fosse possível encontrar um [[evangelho-de-jesus: | + | 26. Dizia o Abade Agatão: «Se me fosse possível encontrar um Leproso e dar-lhe o meu corpo em troca do corpo dele, fá-lo-ia com prazer. Pois esta é a caridade perfeita». |
| 27. Também dizia dele que, certa vez tendo ido à cidade para vender seus artefatos, encontrou na praça pública um homem atirado por terra, doente, o qual não tinha quem dele tratasse. Ora o ancião permaneceu com ele, tomando uma morada de aluguel, com o trabalho de suas mãos pagava o aluguel e as demais coisas de que necessitava o doente. Assim se deixou ficar quatro meses, até que estivesse curado o enfermo. Depois do que, o ancião voltou para a sua cela em paz. | 27. Também dizia dele que, certa vez tendo ido à cidade para vender seus artefatos, encontrou na praça pública um homem atirado por terra, doente, o qual não tinha quem dele tratasse. Ora o ancião permaneceu com ele, tomando uma morada de aluguel, com o trabalho de suas mãos pagava o aluguel e as demais coisas de que necessitava o doente. Assim se deixou ficar quatro meses, até que estivesse curado o enfermo. Depois do que, o ancião voltou para a sua cela em paz. | ||
| - | 28. Contava o Abade Daniel: «Antes que o [[philokalia: | + | 28. Contava o Abade Daniel: «Antes que o Abade Arsênio viesse ter com meus pais, também estes permaneciam com o Abade Agatão. Ora o Abade Agatão gostava do Abade Alexandre porque este era lutador e diligente. |
| Aconteceu que todos os discípulos de Agatão lavavam os seus fios de tear no rio; também o Abade Alexandre lavava diligentemente. Os outros irmãos, porém, disseram ao ancião: «O irmão Alexandre nada faz». O mesmo, querendo curá-los, disse-lhe: «Irmão Alexandre, lava bem, pois são fios de linho». Alexandre, tendo ouvido isto, entristeceu-se. Depois, porém, o ancião consolou-o, dizendo: «Então não sabia eu que trabalhas zelosamente? | Aconteceu que todos os discípulos de Agatão lavavam os seus fios de tear no rio; também o Abade Alexandre lavava diligentemente. Os outros irmãos, porém, disseram ao ancião: «O irmão Alexandre nada faz». O mesmo, querendo curá-los, disse-lhe: «Irmão Alexandre, lava bem, pois são fios de linho». Alexandre, tendo ouvido isto, entristeceu-se. Depois, porém, o ancião consolou-o, dizendo: «Então não sabia eu que trabalhas zelosamente? | ||
/home/mccastro/public_html/cristologia/data/pages/philokalia/philokalia-deserto/apotegmas/apoftegmas-do-abade-agatao/start.txt · Última modificação: por 127.0.0.1
