Ferramentas do usuário

Ferramentas do site


philokalia:philokalia-deserto:apotegmas:abade-arsenio:ii:start

Diferenças

Aqui você vê as diferenças entre duas revisões dessa página.

Link para esta página de comparações

Ambos lados da revisão anteriorRevisão anterior
philokalia:philokalia-deserto:apotegmas:abade-arsenio:ii:start [10/01/2026 16:00] mccastrophilokalia:philokalia-deserto:apotegmas:abade-arsenio:ii:start [11/01/2026 06:14] (atual) – edição externa 127.0.0.1
Linha 3: Linha 3:
 Seleção e tradução de D. Estevão Bettencourt Seleção e tradução de D. Estevão Bettencourt
  
-DO [[philokalia:philokalia-deserto:apotegmas:abade-arsenio:start|Abade Arsênio]] (cont.)+DO Abade Arsênio (cont.)
  
 23. O Abade Daniel, o discípulo do Abade Arsênio, narrou: «Certa vez, encontrando-me eu perto do Abade Alexandre, acometeu-o uma dor, em virtude da qual ele se estendeu por terra, olhando para o alto. Aconteceu, então, que o bem-aventurado Arsênio se chegou para lhe falar, e o viu estendido. Tendo terminado de falar como intencionava, ainda acrescentou: «E quem era o secular que aqui vi?» Perguntou o Abade Alexandre: «Onde o viste ?» Respondeu : «Quando eu descia da montanha, olhei aqui para a gruta, e vi alguém estendido a fitar o céu». Alexandre atirou-se-lhe, então, aos pés, dizendo o seu arrependimento: «Perdoa-me, era eu; pois a dor me dominava». Respondeu-lhe o ancião : «Então eras tu ? Está bem. Julguei que fosse um secular; por isto é que perguntei». 23. O Abade Daniel, o discípulo do Abade Arsênio, narrou: «Certa vez, encontrando-me eu perto do Abade Alexandre, acometeu-o uma dor, em virtude da qual ele se estendeu por terra, olhando para o alto. Aconteceu, então, que o bem-aventurado Arsênio se chegou para lhe falar, e o viu estendido. Tendo terminado de falar como intencionava, ainda acrescentou: «E quem era o secular que aqui vi?» Perguntou o Abade Alexandre: «Onde o viste ?» Respondeu : «Quando eu descia da montanha, olhei aqui para a gruta, e vi alguém estendido a fitar o céu». Alexandre atirou-se-lhe, então, aos pés, dizendo o seu arrependimento: «Perdoa-me, era eu; pois a dor me dominava». Respondeu-lhe o ancião : «Então eras tu ? Está bem. Julguei que fosse um secular; por isto é que perguntei».
Linha 23: Linha 23:
 27. Certo irmão foi ter à cela do Abade Arsênio na Cétia, e, olhando pela porta, viu o ancião como que todo em fogo; tal irmão era digno de ver isto. Quando o mesmo bateu, apareceu o ancião e notou que o irmão estava como que terrificado. Perguntou-lhe então : «Há muito tempo que estás batendo? Viste alguma coisa aqui dentro?» Respondeu: «Não». Puseram-se, pois, a conversar e, a seguir, Arsênio o despediu. 27. Certo irmão foi ter à cela do Abade Arsênio na Cétia, e, olhando pela porta, viu o ancião como que todo em fogo; tal irmão era digno de ver isto. Quando o mesmo bateu, apareceu o ancião e notou que o irmão estava como que terrificado. Perguntou-lhe então : «Há muito tempo que estás batendo? Viste alguma coisa aqui dentro?» Respondeu: «Não». Puseram-se, pois, a conversar e, a seguir, Arsênio o despediu.
  
-28. Quando certa vez o Abade Arsênio morava em Canopo, chegou de Roma, para vê-lo, uma virgem de linhagem senatorial, muito rica e temente a [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]]. Acolheu-a o arcebispo Teófilo, ao qual ela pediu que convencesse o ancião de a receber. Teófilo, indo ter com o Abade, rogou-o nestes termos: «Tal jovem de família senatorial veio de Roma e quer ver-te». O ancião, porém, não consentiu em recebê-la. Quando isto lhe foi anunciado, ela mandou arrear os cavalos, dizendo: «Confio em Deus que hei de o ver. Pois não foi para ver um homem que vim, já que também na nossa cidade há muitos homens; mas foi para ver um profeta que vim». E, quando chegou às proximidades da cela do ancião, este, por disposição de Deus, passava alguns momentos de lazer fora da cela. Vendo-o, ela caiu-lhe aos pés. Este levantou-a com indignação, e fitou-a dizendo: «Se queres ver o meu semblante, ei-lo; olha». Ela, porém, tomada de confusão, não fixou o rosto do ancião. Disse então Arsênio: «Não ouviste falar das minhas obras? Para estas é que é preciso olhar. Como ousaste fazer tão longa viagem por mar? Não sabes que és mulher? Para parte nenhuma e em tempo nenhum deves sair. Ou será que vieste, para que, voltando a Roma, possas dizer ¡as outras mulheres: 'Vi Arsênio'; e façam do mar a via de mulheres que venham ter comigo?» Ela respondeu: «Se aprouver ao Senhor, não permitirei que alguém venha.aqui; mas reza por mim, e recorda-te sempre de mim». Em resposta disse ele: «Peço a Deus que apague de meu coração a recordação de ti». Tendo, ouvido isto, ela se foi perturbada; e, quando chegou à cidade, incidiu em febre, dada a sua tristeza. Foi então referido ao bem-aventurado Teófilo arcebispo que ela estava doente. Indo ter com ela, este perguntou-lhe o que tinha. Ela explicou: «Oxalá não tivesse vindo aqui; pois disse ao ancião: 'Lembra-te de mim!', e ele respondeu-me: 'Rogo a Deus para que de meu coração se apague a recordação de ti'. Eis que agora morro desta tristeza». Disse-lhe o arcebispo: «Não sabes que és mulher, e que pelas mulheres o inimigo combate os santos? Por isto é que o ancião falou de tal forma. Pela tua alma, porém, ele rezará sempre». Assim se tranquilizou o espírito da virgem, a qual com alegria voltou para a sua pátria.+28. Quando certa vez o Abade Arsênio morava em Canopo, chegou de Roma, para vê-lo, uma virgem de linhagem senatorial, muito rica e temente a Deus. Acolheu-a o arcebispo Teófilo, ao qual ela pediu que convencesse o ancião de a receber. Teófilo, indo ter com o Abade, rogou-o nestes termos: «Tal jovem de família senatorial veio de Roma e quer ver-te». O ancião, porém, não consentiu em recebê-la. Quando isto lhe foi anunciado, ela mandou arrear os cavalos, dizendo: «Confio em Deus que hei de o ver. Pois não foi para ver um homem que vim, já que também na nossa cidade há muitos homens; mas foi para ver um profeta que vim». E, quando chegou às proximidades da cela do ancião, este, por disposição de Deus, passava alguns momentos de lazer fora da cela. Vendo-o, ela caiu-lhe aos pés. Este levantou-a com indignação, e fitou-a dizendo: «Se queres ver o meu semblante, ei-lo; olha». Ela, porém, tomada de confusão, não fixou o rosto do ancião. Disse então Arsênio: «Não ouviste falar das minhas obras? Para estas é que é preciso olhar. Como ousaste fazer tão longa viagem por mar? Não sabes que és mulher? Para parte nenhuma e em tempo nenhum deves sair. Ou será que vieste, para que, voltando a Roma, possas dizer ¡as outras mulheres: 'Vi Arsênio'; e façam do mar a via de mulheres que venham ter comigo?» Ela respondeu: «Se aprouver ao Senhor, não permitirei que alguém venha.aqui; mas reza por mim, e recorda-te sempre de mim». Em resposta disse ele: «Peço a Deus que apague de meu coração a recordação de ti». Tendo, ouvido isto, ela se foi perturbada; e, quando chegou à cidade, incidiu em febre, dada a sua tristeza. Foi então referido ao bem-aventurado Teófilo arcebispo que ela estava doente. Indo ter com ela, este perguntou-lhe o que tinha. Ela explicou: «Oxalá não tivesse vindo aqui; pois disse ao ancião: 'Lembra-te de mim!', e ele respondeu-me: 'Rogo a Deus para que de meu coração se apague a recordação de ti'. Eis que agora morro desta tristeza». Disse-lhe o arcebispo: «Não sabes que és mulher, e que pelas mulheres o inimigo combate os santos? Por isto é que o ancião falou de tal forma. Pela tua alma, porém, ele rezará sempre». Assim se tranquilizou o espírito da virgem, a qual com alegria voltou para a sua pátria.
  
 29. Narrou o Abade Daniel a respeito do Abade Arsênio que certa vez foi ter com ele um magistrado. Este lhe levava o testamento de um seu parente, de linhagem senatorial, o qual lhe deixava uma herança muito avultada. Arsênio, tendo-se apoderado do testamento, queria rasgá-lo. Então o magistrado caiu-lhe aos pés, dizendo: «Rogo-te, não o rasgues, pois que me seria cortada a cabeça». Respondeu-lhe o Abade Arsênio: «Eu morri antes dele; ele morreu há pouco». E mandou de volta o testamento, sem aceitar coisa alguma. 29. Narrou o Abade Daniel a respeito do Abade Arsênio que certa vez foi ter com ele um magistrado. Este lhe levava o testamento de um seu parente, de linhagem senatorial, o qual lhe deixava uma herança muito avultada. Arsênio, tendo-se apoderado do testamento, queria rasgá-lo. Então o magistrado caiu-lhe aos pés, dizendo: «Rogo-te, não o rasgues, pois que me seria cortada a cabeça». Respondeu-lhe o Abade Arsênio: «Eu morri antes dele; ele morreu há pouco». E mandou de volta o testamento, sem aceitar coisa alguma.
  
-30. Diziam também a respeito dele que, no fim do sábado, quando começava a luzir o domingo, deixava o sol atrás de si e estendia as mãos ao céu em [[oracao:start|oração]], até que de novo brilhasse o sol sobre a sua face. Desta forma vivia ele .+30. Diziam também a respeito dele que, no fim do sábado, quando começava a luzir o domingo, deixava o sol atrás de si e estendia as mãos ao céu em oração, até que de novo brilhasse o sol sobre a sua face. Desta forma vivia ele .
  
-31. Diziam do Abade Arsênio e do Abade Teodoro de Fermes que, mais do que todos, odiavam a [[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:gloria-dos-homens:start|glória dos homens]]. Por conseguinte, o Abade Arsênio não recebia facilmente alguém; o Abade Teodoro recebia, sim, mas apresentava-se como uma espada.+31. Diziam do Abade Arsênio e do Abade Teodoro de Fermes que, mais do que todos, odiavam a glória dos homens. Por conseguinte, o Abade Arsênio não recebia facilmente alguém; o Abade Teodoro recebia, sim, mas apresentava-se como uma espada.
 ---- ----
  
 {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}} {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}
  
/home/mccastro/public_html/cristologia/data/pages/philokalia/philokalia-deserto/apotegmas/abade-arsenio/ii/start.txt · Última modificação: (edição externa)

Exceto onde for informado ao contrário, o conteúdo neste wiki está sob a seguinte licença: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki