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| - | DO [[philokalia: | + | DO Abade Arsênio (cont.) |
| 23. O Abade Daniel, o discípulo do Abade Arsênio, narrou: «Certa vez, encontrando-me eu perto do Abade Alexandre, acometeu-o uma dor, em virtude da qual ele se estendeu por terra, olhando para o alto. Aconteceu, então, que o bem-aventurado Arsênio se chegou para lhe falar, e o viu estendido. Tendo terminado de falar como intencionava, | 23. O Abade Daniel, o discípulo do Abade Arsênio, narrou: «Certa vez, encontrando-me eu perto do Abade Alexandre, acometeu-o uma dor, em virtude da qual ele se estendeu por terra, olhando para o alto. Aconteceu, então, que o bem-aventurado Arsênio se chegou para lhe falar, e o viu estendido. Tendo terminado de falar como intencionava, | ||
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| 27. Certo irmão foi ter à cela do Abade Arsênio na Cétia, e, olhando pela porta, viu o ancião como que todo em fogo; tal irmão era digno de ver isto. Quando o mesmo bateu, apareceu o ancião e notou que o irmão estava como que terrificado. Perguntou-lhe então : «Há muito tempo que estás batendo? Viste alguma coisa aqui dentro?» Respondeu: «Não». Puseram-se, pois, a conversar e, a seguir, Arsênio o despediu. | 27. Certo irmão foi ter à cela do Abade Arsênio na Cétia, e, olhando pela porta, viu o ancião como que todo em fogo; tal irmão era digno de ver isto. Quando o mesmo bateu, apareceu o ancião e notou que o irmão estava como que terrificado. Perguntou-lhe então : «Há muito tempo que estás batendo? Viste alguma coisa aqui dentro?» Respondeu: «Não». Puseram-se, pois, a conversar e, a seguir, Arsênio o despediu. | ||
| - | 28. Quando certa vez o Abade Arsênio morava em Canopo, chegou de Roma, para vê-lo, uma virgem de linhagem senatorial, muito rica e temente a [[biblia: | + | 28. Quando certa vez o Abade Arsênio morava em Canopo, chegou de Roma, para vê-lo, uma virgem de linhagem senatorial, muito rica e temente a Deus. Acolheu-a o arcebispo Teófilo, ao qual ela pediu que convencesse o ancião de a receber. Teófilo, indo ter com o Abade, rogou-o nestes termos: «Tal jovem de família senatorial veio de Roma e quer ver-te». O ancião, porém, não consentiu em recebê-la. Quando isto lhe foi anunciado, ela mandou arrear os cavalos, dizendo: «Confio em Deus que hei de o ver. Pois não foi para ver um homem que vim, já que também na nossa cidade há muitos homens; mas foi para ver um profeta que vim». E, quando chegou às proximidades da cela do ancião, este, por disposição de Deus, passava alguns momentos de lazer fora da cela. Vendo-o, ela caiu-lhe aos pés. Este levantou-a com indignação, |
| 29. Narrou o Abade Daniel a respeito do Abade Arsênio que certa vez foi ter com ele um magistrado. Este lhe levava o testamento de um seu parente, de linhagem senatorial, o qual lhe deixava uma herança muito avultada. Arsênio, tendo-se apoderado do testamento, queria rasgá-lo. Então o magistrado caiu-lhe aos pés, dizendo: «Rogo-te, não o rasgues, pois que me seria cortada a cabeça». Respondeu-lhe o Abade Arsênio: «Eu morri antes dele; ele morreu há pouco». E mandou de volta o testamento, sem aceitar coisa alguma. | 29. Narrou o Abade Daniel a respeito do Abade Arsênio que certa vez foi ter com ele um magistrado. Este lhe levava o testamento de um seu parente, de linhagem senatorial, o qual lhe deixava uma herança muito avultada. Arsênio, tendo-se apoderado do testamento, queria rasgá-lo. Então o magistrado caiu-lhe aos pés, dizendo: «Rogo-te, não o rasgues, pois que me seria cortada a cabeça». Respondeu-lhe o Abade Arsênio: «Eu morri antes dele; ele morreu há pouco». E mandou de volta o testamento, sem aceitar coisa alguma. | ||
| - | 30. Diziam também a respeito dele que, no fim do sábado, quando começava a luzir o domingo, deixava o sol atrás de si e estendia as mãos ao céu em [[oracao: | + | 30. Diziam também a respeito dele que, no fim do sábado, quando começava a luzir o domingo, deixava o sol atrás de si e estendia as mãos ao céu em oração, até que de novo brilhasse o sol sobre a sua face. Desta forma vivia ele . |
| - | 31. Diziam do Abade Arsênio e do Abade Teodoro de Fermes que, mais do que todos, odiavam a [[evangelho-de-jesus: | + | 31. Diziam do Abade Arsênio e do Abade Teodoro de Fermes que, mais do que todos, odiavam a glória dos homens. Por conseguinte, |
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