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| ===== MAXIMO CENTURIAS VARIOS TEXTOS ===== | ===== MAXIMO CENTURIAS VARIOS TEXTOS ===== | ||
| - | [[philokalia: | + | Máximo o Confessor — Centúrias sobre vários textos de Teologia, a Divina Economia, e Virtude e Vício |
| - | Tradução em grande parte feita a partir da versão francesa da [[philokalia: | + | Tradução em grande parte feita a partir da versão francesa da Philokalia, mas eventualmente utilizada a versão inglesa. |
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| === Primeira Centúria === | === Primeira Centúria === | ||
| Na Philokalia esta Centúria se encontra dentro das Centúrias sobre Teologia, como Terceira Centúria | Na Philokalia esta Centúria se encontra dentro das Centúrias sobre Teologia, como Terceira Centúria | ||
| - | 1. Um é o bem que, acima de tudo, não tem começo e que é mais que a essência: a Santa Unidade em três hipóstases, | + | 1. Um é o bem que, acima de tudo, não tem começo e que é mais que a essência: a Santa Unidade em três hipóstases, |
| 2. O bem no sentido próprio, em sua essência, é o que não tem nem começo, nem fim, nem causa do ser, nem também, no ser, algum movimento, qualquer que seja, para uma causa. Mas este que não é assim não é em sentido próprio, pois tem um começo, um fim, uma causa do ser e, no ser, o movimento para uma causa. O que não é no sentido próprio, quando assim mesmo será denominado ser, é e é denominado ser por participação, | 2. O bem no sentido próprio, em sua essência, é o que não tem nem começo, nem fim, nem causa do ser, nem também, no ser, algum movimento, qualquer que seja, para uma causa. Mas este que não é assim não é em sentido próprio, pois tem um começo, um fim, uma causa do ser e, no ser, o movimento para uma causa. O que não é no sentido próprio, quando assim mesmo será denominado ser, é e é denominado ser por participação, | ||
| - | 3. Se uma razão guia o devir dos seres, ela não seria, ela não é, ela não será uma razão mais alta que o [[biblia: | + | 3. Se uma razão guia o devir dos seres, ela não seria, ela não é, ela não será uma razão mais alta que o Verbo. O Verbo não é nem sem inteligência nem sem vida, mas é inteligente e vivente, pois ele porta nele realmente o Pai que é a Inteligência geradora, e ele porta nele a vida cuja existência é realmente ligada ao Espírito Santo. |
| - | 4. Ele é um só [[biblia: | + | 4. Ele é um só Deus, Pai que engendra um só Filho, e que é a fonte do Espírito Santo, Unidade sem confusão e Trindade sem divisão, Inteligência que não tem começo, Pai único engendrando realmente o único Verbo que não tem começo, e fonte da única Vida Eterna, quer dizer do Espírito Santo. |
| - | 5. Ele é um só Deus, pois é uma única | + | 5. Ele é um só Deus, pois é uma única Divindade: Unidade que não tem começo, que é simples, mais que a essência, sem partilhamento e sem divisão. A mesma é Unidade e Trindade, etc. |
| - | 6. Se toda participação daqueles que participam é preconcebida, | + | 6. Se toda participação daqueles que participam é preconcebida, |
| 7. Aquele à essência do qual os seres não participam, mas que, de uma outra maneira, quer que aqueles que o possam, participem nele, não sai absolutamente do secreto da essência. Então mesmo que o modo segundo o qual ele quer ser partilhado, como ele o sabe, permanece continuamente invisível a todos, ele quer assim fundar o que participa, segundo uma razão que ele mesmo conhece, na superabundante potência de sua bondade. O que foi feito pela vontade do Criador não poderia então ser eterno com Aquele que o quis. | 7. Aquele à essência do qual os seres não participam, mas que, de uma outra maneira, quer que aqueles que o possam, participem nele, não sai absolutamente do secreto da essência. Então mesmo que o modo segundo o qual ele quer ser partilhado, como ele o sabe, permanece continuamente invisível a todos, ele quer assim fundar o que participa, segundo uma razão que ele mesmo conhece, na superabundante potência de sua bondade. O que foi feito pela vontade do Criador não poderia então ser eterno com Aquele que o quis. | ||
| - | 8. O Verbo de Deus, nascido uma vez por todas segundo a carne, quer sempre, por amor do homem, nascer segundo o Espírito naqueles que o desejam. Ele se torna pequenino, se formando ele mesmo neles pelas virtudes, se revelando na [[evangelho-de-jesus: | + | 8. O Verbo de Deus, nascido uma vez por todas segundo a carne, quer sempre, por amor do homem, nascer segundo o Espírito naqueles que o desejam. Ele se torna pequenino, se formando ele mesmo neles pelas virtudes, se revelando na Medida onde sabe que o porta aquele que o recebe, e não diminuindo pela inveja a revelação de sua própria grandeza, mas avaliando a potência daqueles que desejam o ver. Assim, enquanto ele se manifesta sempre nas modos daqueles que o participam, o Verbo de Deus, na transcendência do mistério, permanece sempre invisível a todos. Eis porque, depois de ter sabiamente examinado o poder do mistério, o divino Apóstolo disse: "Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje, e para sempre" |
| 9. O Cristo Deus nasceu, se tornou homem assumindo uma carne que tem uma alma espiritual, ele que concedeu aos seres de nascer do nada, e que a Virgem procriou sobrenaturalmente (Lc, 1,31) sem perder nenhuma marca da virgindade. Pois assim como se tornou homem sem mudar a natureza e sem alterar o poder, do mesmo modo fez Mãe e guardou Virgem aquela que o procriou. Ele explica o milagre por um milagre, ao mesmo tempo que oculta um pelo outro. Pois, para ele mesmo, Deus é sempre mistério em sua essência: não sai do secreto natural a não ser para o deixá-lo ainda mais secreto pela manifestação, | 9. O Cristo Deus nasceu, se tornou homem assumindo uma carne que tem uma alma espiritual, ele que concedeu aos seres de nascer do nada, e que a Virgem procriou sobrenaturalmente (Lc, 1,31) sem perder nenhuma marca da virgindade. Pois assim como se tornou homem sem mudar a natureza e sem alterar o poder, do mesmo modo fez Mãe e guardou Virgem aquela que o procriou. Ele explica o milagre por um milagre, ao mesmo tempo que oculta um pelo outro. Pois, para ele mesmo, Deus é sempre mistério em sua essência: não sai do secreto natural a não ser para o deixá-lo ainda mais secreto pela manifestação, | ||
| - | 10. As naturezas são renovadas e Deus se torna homem. Não é apenas a natureza divina, constante e imóvel, que se põe em movimento em direção da natureza móvel e inconstante a fim de que ela cesse de ser carregada. E não é somente a natureza humana que, sem semente, mais alta que a natureza, cultiva uma carne levada a seu termo pela razão divina, a fim de cessar de ser carregada. Mas é também a estrela que em pleno dia aparece no Oriente, e conduz os Magos (Mt 2,2-9) ao lugar da [[evangelho-de-jesus: | + | 10. As naturezas são renovadas e Deus se torna homem. Não é apenas a natureza divina, constante e imóvel, que se põe em movimento em direção da natureza móvel e inconstante a fim de que ela cesse de ser carregada. E não é somente a natureza humana que, sem semente, mais alta que a natureza, cultiva uma carne levada a seu termo pela razão divina, a fim de cessar de ser carregada. Mas é também a estrela que em pleno dia aparece no Oriente, e conduz os Magos (Mt 2,2-9) ao lugar da encarnação do Verbo, a fim de significar a palavra que estava na Lei e nos Profetas, misticamente mais forte que os sentidos, conduzindo as nações à imensa luz do conhecimento. Pois a palavra da Lei e dos Profetas tinha claramente em vista o conhecimento do Verbo encarnado, assim como a estrela, considerada com piedade, conduz aqueles que, no desígnio de Deus, foram chamados pela graça. |
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