medievo:boaventura:mente:start
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| + | ===== BOAVENTURA MENTE ===== | ||
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| + | SÃO Boaventura — ITINERÁRIO DA MENTE PARA Deus | ||
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| + | * ELEVAR-SE A DEUS | ||
| + | * VESTIGIOS | ||
| + | * VESTÍGIOS IMAGEM DE DEUS | ||
| + | * DEUS NA SUA IMAGEM | ||
| + | * UNIDADE SER | ||
| + | * Boaventura Trindade Bem | ||
| + | * ÊXTASE MENTAL | ||
| + | === Prólogo === | ||
| + | 1 Começo por invocar o primeiro Princípio, isto é, o eterno Pai, "Pai das luzes", | ||
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| + | 2 A exemplo, pois, de nosso beatíssimo pai S. Francisco, eu — o seu sétimo sucessor na direção de sua Ordem, ainda que indigno — anelava ardentemente por esta paz da alma. Foi então que Deus me inspirou retirar-me ao Monte Alverne como a um lugar de repouso e com o desejo de degustar lá a paz do coração. E assim fiz por aceno Divino, trinta e três anos após a morte do beatíssimo pai e quase no mesmo dia de seu trânsito. | ||
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| + | Lá, meditando sobre algumas ascensões de nossa alma para Deus, entre outras coisas, a lembrança do milagre acontecido sobre esta mesma montanha em favor do bem-aventurado Francisco — a visão dum Serafim alado a modo do crucificado (cf. Is 6,2) — se apresentou ao meu espírito. E logo me pareceu que aquela visão representava os arrebatamentos de nosso Pai e indicava o caminho que se devia seguir para chegar até os mesmos. | ||
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| + | 3 Com efeito, as seis asas do Serafim podiam muito bem simbolizar as seis elevações ou iluminações progressivas, | ||
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| + | Foi este amor ardente que, após ter arrebatado S. Paulo "até o terceiro céu" (2 Cor 12,2-4), transformou-o de tal modo em Cristo, que o fez exclamar: "Estou crucificado com Cristo. E já não vivo eu — é Cristo que vive em mim" (Gál 2,16-20). | ||
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| + | Este amor penetrou também tão vivamente a alma de Francisco, que seus sinais se manifestaram no corpo, dois anos antes de sua morte, como os estigmas sacratíssimos da Paixão. | ||
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| + | As seis asas do Serafim representam, | ||
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| + | Além disso, de modo algum torna-se apto para as contemplações divinas que conduzem aos arrebatamentos do espírito aquele que, como o profeta Daniel, não fôr um homem de desejos. Ora, duas coisas inflamam os nossos desejos: a oração — que arranca " | ||
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| + | 4 Eu convido, pois, o leitor primeiramente ao gemido da oração, feita em nome de Jesus Crucificado, | ||
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| + | Às almas, portanto, que a graça divina já dispôs humildes e piedosas, às almas cheias de compunção e de devoção, ungidas "pelo óleo da alegria" | ||
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| + | Ó homem de Deus, começa, pois, por escutar as censuras de tua consciência, | ||
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| + | 5 Achei bom dividir este tratado em sete capítulos e dar-lhes um título prévio a cada um para facilitar a compreensão do seu conteúdo. E agora te peço, leitor, que ponderes mais a intenção do autor que sua obra, mais o conteúdo que as negligencias de estilo, mais a verdade que a elegância da frase, mais a vivência que a erudição. | ||
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| + | Por isso, eu te rogo não percorreres rapidamente esta série de meditações, | ||
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