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| + | ===== CRISTO PREEXISTENTE ===== | ||
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| + | Antonio Orbe — Cristologia Gnóstica | ||
| + | === Capítulo 1.— O Cristo pré-existente === | ||
| + | O problema inicial no tocante à pessoa de Cristo se põe desde o arranque da economia. Praticamente desde a vontade primeira em Deus de revelar-se a outros. | ||
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| + | O silêncio absoluto, eterno, se reduz nEle a um ato imanente simplicíssimo, | ||
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| + | A cristologia se inaugura quando Deus rompe o silêncio, dando subsistência à potência intelectiva e concebendo em si o Intelecto — nous -; entendido o silêncio Divino como absoluto e eterno, que Nele se reduz a um ato imanente simplicíssimo, | ||
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| + | Vide Xenofanes: A essência de Deus era esferoidal e nada tem semelhante com o homem. Todo ele vê e todo ouve...; em sua totalidade é intelecto, e mente, e eterno. | ||
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| + | A simplicidade de Deus passa aos escritores eclesiásticos: | ||
| + | * Irineu de Lião — 13,3; 13,8 | ||
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| + | Frente à simplicidade de Deus contrapõe-se a composição peculiar do Filho (vide Tratado Tripartite). | ||
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| + | Em linguagem ou ideologia gnósticas, a pessoa do Filho está integrada pela soma das perfeições, | ||
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| + | Os valentinianos caracterizavam o Cristo mediante os 30 eões do Pleroma, enquanto expressão bivalente (topológica e cronológica) do Filho. Não contentes de enumerá-los e distingui-los por ordem de aparição e dignidade, acentuaram a comunhão que reinava entre eles ao nível do Intelecto. As 30 perfeições do Filho derivam do Intelecto, por meio deste conhecem o Pai, sem deixar de orientar-se para a criação. Todas realizam a unidade no Filho e se comunicam mutuamente, fisicamente, | ||
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| + | Vide Irineu I, 2,6 e Tertuliano Adv valent. 12,1. | ||
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| + | O que Deus Pai em simplicidade, | ||
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| + | O Pleroma das perfeições (30 eões, entre os valentinianos, | ||
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| + | Os valentinianos aplicam o termo Unigênito ao Filho, imanente ao Pai, síntese dos 30 eões, e em modo particular ao Intelecto, primeiro dos estritos eões (Irineu I, 1,1). Propositalmente deixaram sem denominação especial a segunda pessoa, para atribuir-lhe, | ||
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| + | Nenhum dos dois — Cristo e Espírito Santo — constitui, como os 30, a pessoa do Filho. São, melhor dizendo, a expressão da essência (Espírito paterno) de Deus, derramada, como unção (chrisma), no Filho para batizar-lhe em sua pessoa e capacitá-lo, | ||
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| + | O estudo da pessoa do Filho, caberia melhor junto às 30 denominações dos eões, pois estes são " | ||
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| + | As denominações de Nous, logos, Anthropos ... evocam ideias mais concretas e delimitam, sem querer o campo a determinadas esferas. O Nous é carregado de filosofia, sublinhando a mediação suprema do Filho como princípio do reino superior (noético) e enlace imediato com Deus Pai. Logos acentua a missão criadora daquele pelo qual DEUS fez as coisas e fundou o reino dos " | ||
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| + | As acepções fundamentais do Cristo são duas: 1) Cristo (superior), Salvador, caracterizado pela " | ||
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| + | O estudo de sophia, em suas variadas acepções, pode esclarecer em tese alguns pontos da preexistência de Cristo. Na prática há o perigo de complicar o tema. Sophia exige uma análise prévia, só bem sucedida se feita para o termo e suas figuras equivalentes. | ||
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| + | * FORMULAÇÕES | ||
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