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| ===== LIVRO DE BARUCH ===== | ===== LIVRO DE BARUCH ===== |
| [[gnosticismo:start|Gnosticismo]] — Livro de Baruque | Gnosticismo — Livro de Baruque |
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| Marvin [[gnosticismo:meyer:start|Meyer]]: The Gnostic Bible: Revised and Expanded Edition | Marvin Meyer: The Gnostic Bible: Revised and Expanded Edition |
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| Os Padres da Igreja e heresiólogos descreve, em termos polêmicos, algumas figuras que consideram estarem entre os primeiros mestres gnósticos: Simão Mago, um mestre do primeiro século da Samaria; Dositeos e [[gnosticismo:escolas-gnosticas:menandro:start|Menandro]], também da Samaria; [[gnosticismo:escolas-gnosticas:cerinto:start|Cerinto]], [[gnosticismo:escolas-gnosticas:carpocrates:start|Carpocrates]], Saturnilus, Marcelina, e poucos outros. Sobre estas figuras sabemos somente o que os heresiólogos escolheram nos contar, e eles escolheram nos contar pouco mais além de que estes mestres proclamaram erro e impiedade. | Os Padres da Igreja e heresiólogos descreve, em termos polêmicos, algumas figuras que consideram estarem entre os primeiros mestres gnósticos: Simão Mago, um mestre do primeiro século da Samaria; Dositeos e Menandro, também da Samaria; Cerinto, Carpocrates, Saturnilus, Marcelina, e poucos outros. Sobre estas figuras sabemos somente o que os heresiólogos escolheram nos contar, e eles escolheram nos contar pouco mais além de que estes mestres proclamaram erro e impiedade. |
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| Sobre os escritos do mestre gnóstico Justino, entretanto, sabemos algo mais, graças a [[ate-agostinho:hipolito:start|Hipólito]] de Roma. Em sua Refutação de Todas as Heresias, Hipólito cita e parafraseia um texto gnóstico por Justino, o Livro de Baruque, embora Hipólito diga que é o livro mais abominável que leu. Das citações de Hipólito sabemos o suficiente para reconstruir grandes fragmentos de Justino e seu livro. [[gnosticismo:kurt-rudolph:start|Kurt Rudolph]] descreve o Livro de Baruque como «um dos mais originais e provavelmente também dos mais antigos testemunhos da [[gnosticismo:gnose:gnose:start|Gnose]]». Fortemente judeu em sua perspectiva, o livro parece propôr um sistema gnóstico que é uma das mais antigas representações da gnose. Robert Grant o denomina «um exemplo de uma gnose que é quase puramente judaica», embora em sua forma presente, o livro também incorpore referências a deidades greco-romanas, assim como a Jesus. | Sobre os escritos do mestre gnóstico Justino, entretanto, sabemos algo mais, graças a Hipólito de Roma. Em sua Refutação de Todas as Heresias, Hipólito cita e parafraseia um texto gnóstico por Justino, o Livro de Baruque, embora Hipólito diga que é o livro mais abominável que leu. Das citações de Hipólito sabemos o suficiente para reconstruir grandes fragmentos de Justino e seu livro. Kurt Rudolph descreve o Livro de Baruque como «um dos mais originais e provavelmente também dos mais antigos testemunhos da Gnose». Fortemente judeu em sua perspectiva, o livro parece propôr um sistema gnóstico que é uma das mais antigas representações da gnose. Robert Grant o denomina «um exemplo de uma gnose que é quase puramente judaica», embora em sua forma presente, o livro também incorpore referências a deidades greco-romanas, assim como a Jesus. |
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| O Livro de Baruque apresenta um sistema gnóstico com [[theosophos:boehme:tres-principios:start|três princípios]], dois que são machos e um que é fêmea. A manifestação mais exaltada do [[biblia:figuras:divindade:divino:start|Divino]] é [[evangelho-de-jesus:chamada:start|Chamada]] o Bem, um poder macho; também chamado Priapos, o [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]] da fertilidade itifálico greco-romano. Os outros poderes tomam seus nomes da tradição hebraica, o macho Elohim da palavra hebraica para «deus» e a fêmea Edem do hebraico para «terra». O princípio Edem é reminiscente de sabedoria, [[philokalia:philokalia-termos:sophia:start|sophia]], e tem muitas características no Livro de Baruque: ela é terra; jardim; [[philokalia:philokalia-termos:israel:start|Israel]]; criador de humanos, bestas, e da alma; e um símbolo de [[biblia:tipologia:eva:start|Eva]], que é sua criação e dublagem. | O Livro de Baruque apresenta um sistema gnóstico com três princípios, dois que são machos e um que é fêmea. A manifestação mais exaltada do Divino é Chamada o Bem, um poder macho; também chamado Priapos, o Deus da fertilidade itifálico greco-romano. Os outros poderes tomam seus nomes da tradição hebraica, o macho Elohim da palavra hebraica para «deus» e a fêmea Edem do hebraico para «terra». O princípio Edem é reminiscente de sabedoria, sophia, e tem muitas características no Livro de Baruque: ela é terra; jardim; Israel; criador de humanos, bestas, e da alma; e um símbolo de Eva, que é sua criação e dublagem. |
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| A estória de Baruque é um conto do amor de Elohim e Edem, céu e terra, amor que é expressado e perdido, com o autor, Justino, empregando temas do Gênesis para contar sua estória gnóstica do destino da humanidade e da emergência do mal no mundo. Elohim, o deus [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]] celestial e o criador do mundo, é o amante do Edem, a [[biblia:figuras:divindade:deusa:start|Deusa]] mãe terrestre. De sua união sexual apaixonada vieram vinte quatro filhos angelicais, e os anjos por sua vez criaram a humanidade e o paraíso. Estes vinte quatro anjos parecem antecipar os retratos mais desenvolvidos do reino da plenitude divina, ou pleroma, nos sistemas gnósticos [[gnosticismo:escolas-gnosticas:setianos:start|Setianos]] e valentinianos. Elohim sopra o espírito (gr. [[philokalia:philokalia-termos:pneuma:start|pneuma]]) em Adão, e Edem sopra a alma (gr. [[philokalia:philokalia-termos:psyche:start|psyche]]). Baruque (hebraico para abençoado) é a boa árvore da vida e o principal anjo paternal, e [[gnosticismo:gnose:naas:start|Naas]] (de nahash, hebraico para «serpente») é a má árvore do conhecimento do bem e do mal e o principal anjo maternal. | A estória de Baruque é um conto do amor de Elohim e Edem, céu e terra, amor que é expressado e perdido, com o autor, Justino, empregando temas do Gênesis para contar sua estória gnóstica do destino da humanidade e da emergência do mal no mundo. Elohim, o deus Pai celestial e o criador do mundo, é o amante do Edem, a Deusa mãe terrestre. De sua união sexual apaixonada vieram vinte quatro filhos angelicais, e os anjos por sua vez criaram a humanidade e o paraíso. Estes vinte quatro anjos parecem antecipar os retratos mais desenvolvidos do reino da plenitude divina, ou pleroma, nos sistemas gnósticos Setianos e valentinianos. Elohim sopra o espírito (gr. pneuma) em Adão, e Edem sopra a alma (gr. psyche). Baruque (hebraico para abençoado) é a boa árvore da vida e o principal anjo paternal, e Naas (de nahash, hebraico para «serpente») é a má árvore do conhecimento do bem e do mal e o principal anjo maternal. |
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| Elohim ascende para o Bem no «mais alto do céu» e se dá conta «do que nenhum olho viu ou ouvido escutou e o que não entro no coração humano». Com esta consciência da grandeza do divino, Elohim propõe que ele destrua o mundo que que fez e retome seu espírito aprisionado entre as pessoas aí, mas Deus não o permite. Ao invés, Elohim permanece acima, no alto, e Edem, abandonada lá em baixo, traz toda sorte de mal sobre o espírito de Elohim dentro das pessoas. | Elohim ascende para o Bem no «mais alto do céu» e se dá conta «do que nenhum olho viu ou ouvido escutou e o que não entro no coração humano». Com esta consciência da grandeza do divino, Elohim propõe que ele destrua o mundo que que fez e retome seu espírito aprisionado entre as pessoas aí, mas Deus não o permite. Ao invés, Elohim permanece acima, no alto, e Edem, abandonada lá em baixo, traz toda sorte de mal sobre o espírito de Elohim dentro das pessoas. |
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| A briga dos amantes entre Elohim e Edem continua através da história humana. Elohim envia o anjo Baruque para «confortar o espírito vivendo em todas as pessoas». Baruque tenta solicitar a ajuda de [[biblia:tipologia:moises:start|Moisés]], os profetas hebreus, e mesmo o profeta Herakles (Hércules), tudo em vão. Finalmente Elohim envia Baruque para Nazaré, e ele «descobre Jesus, [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]] de José e [[biblia:figuras:nt-personagens:maria:start|Maria]], alimentando cabras, um menino de doze, e lhe conta tudo que aconteceu desde o começo, de Edem e Elohim e tudo que será. Ele disse, «Todos os profetas antes de ti foram seduzidos, mas Jesus, filho terreno, tenta não ser seduzido, e prega a palavra às pessoas e as conta sobre o pai e o Bem, e ascende ao Bem e senta com Elohim, pai de todos». A estória do Livro de Baruque conclui, de acordo com o relato em Hipólito, com interpretações alegóricas que conectam porções da estória gnóstica com a mitologia greco-romana. | A briga dos amantes entre Elohim e Edem continua através da história humana. Elohim envia o anjo Baruque para «confortar o espírito vivendo em todas as pessoas». Baruque tenta solicitar a ajuda de Moisés, os profetas hebreus, e mesmo o profeta Herakles (Hércules), tudo em vão. Finalmente Elohim envia Baruque para Nazaré, e ele «descobre Jesus, Filho de José e Maria, alimentando cabras, um menino de doze, e lhe conta tudo que aconteceu desde o começo, de Edem e Elohim e tudo que será. Ele disse, «Todos os profetas antes de ti foram seduzidos, mas Jesus, filho terreno, tenta não ser seduzido, e prega a palavra às pessoas e as conta sobre o pai e o Bem, e ascende ao Bem e senta com Elohim, pai de todos». A estória do Livro de Baruque conclui, de acordo com o relato em Hipólito, com interpretações alegóricas que conectam porções da estória gnóstica com a mitologia greco-romana. |
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| Excertos e estudos: | Excertos e estudos: |
| - APOCALIPSE DE BARUQUE | - APOCALIPSE DE BARUQUE |
| - [[gnosticismo:escritos-gnosticos:livro-de-baruch:baruch:start|Baruch]] EM HIPÓLITO | - Baruch EM HIPÓLITO |
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