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evangelho-de-jesus:preces-jesus:anuncio-do-paracleto:start

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 ===== ANÚNCIO DO PARACLETO ===== ===== ANÚNCIO DO PARACLETO =====
-[[evangelho-de-jesus:preces-jesus:anuncio-do-paracleto:start|ANÚNCIO DO PARACLETO]] (Jo XIV, 16-23) +ANÚNCIO DO PARACLETO (Jo XIV, 16-23) 
-16 E eu rogarei ao [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]], e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. 17 a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. 18 Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós. 19 Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis. 20 Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. 21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. 22 Perguntou-lhe [[biblia:figuras:nt-personagens:discipulos:judas:start|Judas]] (não o Iscariotes): O que houve, Senhor, que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? 23 Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. Jo XIV, 16-23+16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. 17 a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. 18 Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós. 19 Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis. 20 Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. 21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. 22 Perguntou-lhe Judas (não o Iscariotes): O que houve, Senhor, que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? 23 Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. Jo XIV, 16-23
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 ==== Gnosticismo ==== ==== Gnosticismo ====
 === Roberto Pla === === Roberto Pla ===
 == Evangelho de Tomé - Logion 92 == == Evangelho de Tomé - Logion 92 ==
-v. 16 Ao dizer “outro” indica Jesus uma dualidade, que se pode interpretar, segundo se verá, como o Espírito que “ungiu” a Jesus, de onde este foi [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]] (manifesto); e o Espírito, pronto a ungir aos que o “recebem” e entretanto e por conseguinte, “oculto”.+v. 16 Ao dizer “outro” indica Jesus uma dualidade, que se pode interpretar, segundo se verá, como o Espírito que “ungiu” a Jesus, de onde este foi Cristo (manifesto); e o Espírito, pronto a ungir aos que o “recebem” e entretanto e por conseguinte, “oculto”.
  
 Por outra parte, o plural dos destinatários e dado que o auxílio soteriológico do Paracleto deve entender-se que alcança a todos, pois em todos “mora e está”, sugere que o Espírito se acha difundido em todos e embora aponte nesse sentido uma pluralidade de receptores, não nega a unidade de ser um só espírito. Por outra parte, o plural dos destinatários e dado que o auxílio soteriológico do Paracleto deve entender-se que alcança a todos, pois em todos “mora e está”, sugere que o Espírito se acha difundido em todos e embora aponte nesse sentido uma pluralidade de receptores, não nega a unidade de ser um só espírito.
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 Também, quando Jesus diz “outro Paracleto”, se subtende que a partir do momento no que Jesus disse: “O Espírito do Senhor sobre mim, porque me ungiu”, começou enquanto Cristo manifesto a exercer a função de Paracleto (auxiliador) ao derramar em ensinamentos sobre seus seguidores os frutos da unção que ele havia recebido. Também, quando Jesus diz “outro Paracleto”, se subtende que a partir do momento no que Jesus disse: “O Espírito do Senhor sobre mim, porque me ungiu”, começou enquanto Cristo manifesto a exercer a função de Paracleto (auxiliador) ao derramar em ensinamentos sobre seus seguidores os frutos da unção que ele havia recebido.
  
-Quanto a sua petição ao Pai, feita em qualidade de [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]], de ser “uno com o Pai”, serve para garantir a continuidade da ação reveladora de Jesus, o Cristo manifesto por obra do Espírito que o ungiu, e a ação reveladora direta do Espírito sobre todos os que o recebem. É o Filho, instituído Filho do Homem, Cristo “oculto” em todos os homens, pela revelação do Espírito, a garanti dessa continuidade.+Quanto a sua petição ao Pai, feita em qualidade de Filho, de ser “uno com o Pai”, serve para garantir a continuidade da ação reveladora de Jesus, o Cristo manifesto por obra do Espírito que o ungiu, e a ação reveladora direta do Espírito sobre todos os que o recebem. É o Filho, instituído Filho do Homem, Cristo “oculto” em todos os homens, pela revelação do Espírito, a garanti dessa continuidade.
  
 vv 16-17 para que esteja convosco, para sempre, o espírito da verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não vê nem o conhece. Mas vós o conheceis, porque mora em vó e em vós está. vv 16-17 para que esteja convosco, para sempre, o espírito da verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não vê nem o conhece. Mas vós o conheceis, porque mora em vó e em vós está.
  
-Que o Espírito de [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]] habita em todos e cada um dos homens, é o ensinamento capital da Boa Nova, e isso não necessita comentário. Mas só os que o “recebem”, os que unem o Espírito a seu espírito, alcançam vê-lo e conhecê-lo.+Que o Espírito de Deus habita em todos e cada um dos homens, é o ensinamento capital da Boa Nova, e isso não necessita comentário. Mas só os que o “recebem”, os que unem o Espírito a seu espírito, alcançam vê-lo e conhecê-lo.
  
-Esta obra se cumpre com os [[biblia:figuras:nt-personagens:discipulos:start|discípulos de Jesus]], os quais o recebem, se o veem e o conhecem, é porque eles “não são do mundo”, pois do contrário, tal como sucede com quem são do mundo, não o puderam receber.+Esta obra se cumpre com os discípulos de Jesus, os quais o recebem, se o veem e o conhecem, é porque eles “não são do mundo”, pois do contrário, tal como sucede com quem são do mundo, não o puderam receber.
  
 Se ao Espírito o denomina aqui Jesus “o Espírito da verdade” é porque o nomeia pela função que exerce, e que consiste em guiar ao homem “até a verdade completa”, coisa que Jesus deseja que seja para sempre. Se ao Espírito o denomina aqui Jesus “o Espírito da verdade” é porque o nomeia pela função que exerce, e que consiste em guiar ao homem “até a verdade completa”, coisa que Jesus deseja que seja para sempre.
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 vv 18-19 Não os deixarei órfãos: voltarei a vós. Dentro de pouco o mundo há não me verá, mas vós se me vereis, porque eu vivo e também vós vivereis. vv 18-19 Não os deixarei órfãos: voltarei a vós. Dentro de pouco o mundo há não me verá, mas vós se me vereis, porque eu vivo e também vós vivereis.
  
-Ao dizer “voltarei a vós”, revela Jesus sua identidade com o [[biblia:figuras:espirito-santo:start|Espírito Santo]] . Se pôs sobre ele o Espírito e o ungiu, e a partir de então foi Jesus o Cristo manifesto, pleno do Espírito de Deus, que agora se ausentará do mundo. Mas ninguém ficará órfão, porque a semente semeada de cada homem, poderá culminar em sua frutificação merce à unção do Espírito. Disseminado em muito, o Espírito de Deus será em cada homem que o “recebe”, o outro Paracleto, o que o auxiliará para dar à luz, nele, ao nascimento interior, oculto, do Cristo. isso significa “voltarei a vós”.+Ao dizer “voltarei a vós”, revela Jesus sua identidade com o Espírito Santo . Se pôs sobre ele o Espírito e o ungiu, e a partir de então foi Jesus o Cristo manifesto, pleno do Espírito de Deus, que agora se ausentará do mundo. Mas ninguém ficará órfão, porque a semente semeada de cada homem, poderá culminar em sua frutificação merce à unção do Espírito. Disseminado em muito, o Espírito de Deus será em cada homem que o “recebe”, o outro Paracleto, o que o auxiliará para dar à luz, nele, ao nascimento interior, oculto, do Cristo. isso significa “voltarei a vós”.
  
-Quando Jesus, o Cristo manifesto, seja glorificado por conta de sua morte e ressurreição, será “visto” pelos que o amam, mas não só em umas aparições exteriores tal como explica a exegese manifesta, senão sempre, porque a presença do [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:cristo-oculto:start|Cristo Oculto]] é inesgotável nos que alcançam a [[philokalia:larchet:morte-tradicao-ortodoxa:vida-eterna:start|Vida Eterna]] que os traz a unção do Espírito, e “estão vivos como ele”.+Quando Jesus, o Cristo manifesto, seja glorificado por conta de sua morte e ressurreição, será “visto” pelos que o amam, mas não só em umas aparições exteriores tal como explica a exegese manifesta, senão sempre, porque a presença do Cristo Oculto é inesgotável nos que alcançam a Vida Eterna que os traz a unção do Espírito, e “estão vivos como ele”.
  
 v 20 Aquele dia compreendereis que u estou em meu Pai e vós em mim e eu em vós. v 20 Aquele dia compreendereis que u estou em meu Pai e vós em mim e eu em vós.
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