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| ===== RICO E LAZARO ===== | ===== RICO E LAZARO ===== | ||
| - | [[evangelho-de-jesus: | + | PARÁBOLAS EVANGÉLICAS — O HOMEM RICO E LÁZARO (Lc XVI, 19-31) |
| - | Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de [[biblia: | + | Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, |
| CRISTOLOGIA | CRISTOLOGIA | ||
| - | - Catena aurea — [[medievo: | + | - Catena aurea — Tomás de Aquino |
| - | - [[philokalia: | + | - Morte: Tradição Ortodoxa |
| - Citações dos Padres sobre a morte — em nosso site francês | - Citações dos Padres sobre a morte — em nosso site francês | ||
| - | [[ate-agostinho: | + | Ambrósio de Milão |
| Obras de San Ambrosio, I, Tratado sobre el Evangelio de San Lucas, Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), Madrid, 1966, 655 p., edición bilingüe preparada por el padre Manuel Garrido Bonaño, O.S.B. | Obras de San Ambrosio, I, Tratado sobre el Evangelio de San Lucas, Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), Madrid, 1966, 655 p., edición bilingüe preparada por el padre Manuel Garrido Bonaño, O.S.B. | ||
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| Lc 16, 19-31. O rico Epulão | Lc 16, 19-31. O rico Epulão | ||
| - | 13. Havia um homem rico que se vestia de púrpura. E posto que se faz menção do nome, parece tratar-se mais de uma história que de uma parábola. Com toda intenção, o Senhor nos apresentou aqui a um rico que usufruiu de todos os prazeres deste mundo, e que agora, no inferno, sofre o tormento de uma fome que não se saciará jamais; e não em vão apresenta, como associados a seus sofrimentos, | + | 13. Havia um homem rico que se vestia de púrpura. E posto que se faz menção do nome, parece tratar-se mais de uma história que de uma parábola. Com toda intenção, o Senhor nos apresentou aqui a um rico que usufruiu de todos os prazeres deste mundo, e que agora, no inferno, sofre o tormento de uma fome que não se saciará jamais; e não em vão apresenta, como associados a seus sofrimentos, |
| 14. E não é que creiamos que seja errado sustentar que esta passagem se refira à fé que Lázaro recolhe da mesa dos ricos, esse Lázaro cujas úlceras, segundo o texto, davam asco ao rico Epulão, que entre banquetes suntuosos não podia suportar o mal odor dessas úlceras que os cães lambiam, àquele que sentia fastio até do odor do ar e da própria natureza; e é que não se tenha dúvida da arrogância e o orgulho dos ricos tem sinais próprios para manifestar-se e de tal maneira se esquecem estes que são homens, que, como se estivessem por cima da natureza humana, encontram nas misérias dos pobres um incentivo para suas paixões, riem do necessitado, | 14. E não é que creiamos que seja errado sustentar que esta passagem se refira à fé que Lázaro recolhe da mesa dos ricos, esse Lázaro cujas úlceras, segundo o texto, davam asco ao rico Epulão, que entre banquetes suntuosos não podia suportar o mal odor dessas úlceras que os cães lambiam, àquele que sentia fastio até do odor do ar e da própria natureza; e é que não se tenha dúvida da arrogância e o orgulho dos ricos tem sinais próprios para manifestar-se e de tal maneira se esquecem estes que são homens, que, como se estivessem por cima da natureza humana, encontram nas misérias dos pobres um incentivo para suas paixões, riem do necessitado, | ||
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| 15. Quem quiser pode aderir, como um novo Lázaro, aos dois pontos de vista. A este tal lhe comparo com aquele outro que foi açoitado muitas vezes pelos judeus (cf. 2 Cor 11, 24) para, por este meio, comunicar aos crentes a paciência e chamar aos gentios oferecendo, por assim dizer, as chagas de seu corpo para que fossem lambidas pelos cães; porque está escrito: Voltarão pela tarde e padecerão de fome, como os cães. (Sal 58,15). Não há dúvida que a mulher cananeia de quem se disse: Ninguém tira os pães dos filhos e os dá aos cães, compreendeu completamente este mistério. Entendeu claramente que este pão não é um pão visível, mas sim aquele que ele simboliza, e por isso respondeu: Bem, Senhor, mas os filhotinhos comem das migalhas da mesa de seus senhores. Essas migalhas são deste pão. E porque o pão é a palavra, e a fé é algo próprio da palavra, por isso se disse que as migalhas são como os dogmas de fé. E assim, para confirmar que esta afirmação era exata, lhes respondeu o Senhor: Oh mulher! Grande é tua fé! (Mt 15, 22ss). | 15. Quem quiser pode aderir, como um novo Lázaro, aos dois pontos de vista. A este tal lhe comparo com aquele outro que foi açoitado muitas vezes pelos judeus (cf. 2 Cor 11, 24) para, por este meio, comunicar aos crentes a paciência e chamar aos gentios oferecendo, por assim dizer, as chagas de seu corpo para que fossem lambidas pelos cães; porque está escrito: Voltarão pela tarde e padecerão de fome, como os cães. (Sal 58,15). Não há dúvida que a mulher cananeia de quem se disse: Ninguém tira os pães dos filhos e os dá aos cães, compreendeu completamente este mistério. Entendeu claramente que este pão não é um pão visível, mas sim aquele que ele simboliza, e por isso respondeu: Bem, Senhor, mas os filhotinhos comem das migalhas da mesa de seus senhores. Essas migalhas são deste pão. E porque o pão é a palavra, e a fé é algo próprio da palavra, por isso se disse que as migalhas são como os dogmas de fé. E assim, para confirmar que esta afirmação era exata, lhes respondeu o Senhor: Oh mulher! Grande é tua fé! (Mt 15, 22ss). | ||
| - | 16. Oh felizes úlceras que logram aniquilar a dor eterna! Oh migalhas abundantes que fazeis impossível o jejum sem fim, que acumulais de bens eternos ao pobre que as recolhe! O chefe da sinagoga os lançava de sua mesa ao atentar contra os mistérios internos das escrituras dos Profetas e da Lei; com efeito, as migalhas são as palavras das Escrituras, das que se diz: Destes as costas para as minhas palavras (Sal 49,17). Os escribas as rechaçava, mas Paulo as recolhia com todo cuidado quando, por meio de seu sofrimento, atraía o povo para si. Todos aqueles que viram que não temiam a mordida da serpente e que creram quando viram que a sacudia (At 28, 3 ss), lhe lambiam sua chaga. como também lhe lambeu e acreditou aquele guarda do cárcere que lhe lavou as feridas (ibid., 16, 33). [[evangelho-de-jesus: | + | 16. Oh felizes úlceras que logram aniquilar a dor eterna! Oh migalhas abundantes que fazeis impossível o jejum sem fim, que acumulais de bens eternos ao pobre que as recolhe! O chefe da sinagoga os lançava de sua mesa ao atentar contra os mistérios internos das escrituras dos Profetas e da Lei; com efeito, as migalhas são as palavras das Escrituras, das que se diz: Destes as costas para as minhas palavras (Sal 49,17). Os escribas as rechaçava, mas Paulo as recolhia com todo cuidado quando, por meio de seu sofrimento, atraía o povo para si. Todos aqueles que viram que não temiam a mordida da serpente e que creram quando viram que a sacudia (At 28, 3 ss), lhe lambiam sua chaga. como também lhe lambeu e acreditou aquele guarda do cárcere que lhe lavou as feridas (ibid., 16, 33). Bem-aventurados esses cães sobre os quais cai esse líquido das úlceras, já que ele acumulará seus corações e fortalecerá suas gargantas com o fim de que estejam preparados para guardar a casa, defender os rebanhos e vigiar os lobos. |
| - | 17. Coloque diante de tua vista agora os arianos, que não se preocupam senão com os prazeres deste mundo, buscando a aliança com o poder real, com o fim de atacar com as armas da guerra a verdade da Igreja; não te parece vê-los sobre estes leitos elaborados de púrpura e linho, defendendo seus erros como se fossem verdades, pródigos em discursos altissonantes, | + | 17. Coloque diante de tua vista agora os arianos, que não se preocupam senão com os prazeres deste mundo, buscando a aliança com o poder real, com o fim de atacar com as armas da guerra a verdade da Igreja; não te parece vê-los sobre estes leitos elaborados de púrpura e linho, defendendo seus erros como se fossem verdades, pródigos em discursos altissonantes, |
| - | 18. Assim pois, entre esse rico e este pobre existe "um grande abismo", | + | 18. Assim pois, entre esse rico e este pobre existe "um grande abismo", |
| - | 19. Tarde começa esse rico a ser mestre, posto que é tempo de aprender e não de ensinar. Nesta passagem, o Senhor proclama com toda clareza que o [[biblia: | + | 19. Tarde começa esse rico a ser mestre, posto que é tempo de aprender e não de ensinar. Nesta passagem, o Senhor proclama com toda clareza que o Antigo Testamento é o fundamento da fé, destroçando a maldade dos judeus e jogando fora as más intenções dos hereges, que são os que fazem naufragar as mentes mais fracas; na realidade, pequenos são todos aqueles que todavia não conhecem o progresso na virtude. |
| 20. No entanto, é lícito notar que tanto a parábola do administrador aquele (Lc 16, 1ss) como a presente deste rico, contem uma solicitação à misericórdia, | 20. No entanto, é lícito notar que tanto a parábola do administrador aquele (Lc 16, 1ss) como a presente deste rico, contem uma solicitação à misericórdia, | ||
| - | [[gnosticismo: | + | Gnosticismo |
| - | Antonio | + | Antonio Orbe: Parábolas Evangélicas em São Irineu |
| - Antonio Orbe — Leitura dos Heterodoxos | - Antonio Orbe — Leitura dos Heterodoxos | ||
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