evangelho-de-jesus:parabolas-evangelicas:pastor-e-ovelhas:start
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| ===== PASTOR E OVELHAS ===== | ===== PASTOR E OVELHAS ===== | ||
| - | PARÁBOLAS DE JESUS — [[evangelho-de-jesus: | + | PARÁBOLAS DE JESUS — Pastor e Ovelhas (Jo X, 1-21) |
| VIDE: ORFEU | VIDE: ORFEU | ||
| - | [[evangelho-de-jesus: | + | Evangelho de Jesus: Jo 10:1-21 |
| - | Roberto Pla: [[gnosticismo: | + | Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 25 |
| - | Pelo [[evangelho-de-jesus: | + | Pelo Evangelho de João sabemos como reivindica Jesus sua dignidade exclusiva de ser o Bom Pastor, e como explica que todos os que chegam adiante dele, os que intentam escalar o redil sem entrar pela estreita porta verdadeira — que é ele mesmo — são ladrões e salteadores. Estes são os dois nomes que metaforicamente se dá às vezes no evangelho a ruah e a nefes, os dois terços inferiores da alma que sempre são “assalariados”, |
| É importante recordar que esta condição de ladrões ou salteadores a aplicam em muitas ocasiões os textos neotestamentários e às vezes com representações surpreendentes, | É importante recordar que esta condição de ladrões ou salteadores a aplicam em muitas ocasiões os textos neotestamentários e às vezes com representações surpreendentes, | ||
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| Jesus emprega expressões similares a respeito de si mesmo: Mc 14:48; Lc 22:52; Lc 22:37; Isa 53:12 | Jesus emprega expressões similares a respeito de si mesmo: Mc 14:48; Lc 22:52; Lc 22:37; Isa 53:12 | ||
| - | Evangelho de [[evangelho-de-jesus: | + | Evangelho de Tomé - Logion 60 |
| No transcurso joanico no qual Jesus declara ser o bom pastor das ovelhas, das quais diz que o conhecem porque são de seu redil — ou igreja comum do reino pneumático — explica que tem outras ovelhas às quais também há de conduzir ao seu redil, pois escutaram a sua voz — sua Palavra —, diz, e " | No transcurso joanico no qual Jesus declara ser o bom pastor das ovelhas, das quais diz que o conhecem porque são de seu redil — ou igreja comum do reino pneumático — explica que tem outras ovelhas às quais também há de conduzir ao seu redil, pois escutaram a sua voz — sua Palavra —, diz, e " | ||
| - Fiéis a uma interpretação manifesta e muito "do mundo", | - Fiéis a uma interpretação manifesta e muito "do mundo", | ||
| - | As ovelhas desse rebanho de origem forasteira são, sem dúvida, as que vêm do reino psíquico, posto que não há outras ovelhas, nem outros reinos. Jesus, enquanto bom pastor e porta única por onde hão de entrar todas as ovelhas, confia em resgatá-las para si, mediante a entrega da Vida que dá voluntariamente e que recupera em cada nova " | + | As ovelhas desse rebanho de origem forasteira são, sem dúvida, as que vêm do reino psíquico, posto que não há outras ovelhas, nem outros reinos. Jesus, enquanto bom pastor e porta única por onde hão de entrar todas as ovelhas, confia em resgatá-las para si, mediante a entrega da Vida que dá voluntariamente e que recupera em cada nova " |
| === Simbolismo === | === Simbolismo === | ||
| - | Richard Temple: Orfeu [[biblia: | + | Richard Temple: Orfeu Cristo |
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| === Filosofia === | === Filosofia === | ||
| Michel Henry: EU SOU A VERDADE — CRISTO — PASTOR | Michel Henry: EU SOU A VERDADE — CRISTO — PASTOR | ||
| - | Tal é o sentido da parábola (Pastor e Ovelhas segundo a qual o Cristo é a porta do cercado onde passam as ovelhas. O Cristo não é então o mediador entre o homem e Deus. O Cristo é então o mediador entre cada eu e ele mesmo, este reporte a si que permite a cada eu ser um eu. Este reporte que não é um reporte abstrato, redutível a uma conceitualização formal. Ele tem, como dissemos, uma concretude fenomenológica, | + | Tal é o sentido da parábola (Pastor e Ovelhas segundo a qual o Cristo é a porta do cercado onde passam as ovelhas. O Cristo não é então o mediador entre o homem e Deus. O Cristo é então o mediador entre cada eu e ele mesmo, este reporte a si que permite a cada eu ser um eu. Este reporte que não é um reporte abstrato, redutível a uma conceitualização formal. Ele tem, como dissemos, uma concretude fenomenológica, |
| Ora a porta do cercado que, ao dizer da estranha parábola (Pastor e Ovelhas), dá acesso ao lugar onde pastam as ovelhas, fundando acima da Ipseidade transcendental na qual cada eu, se reportando a si e se acrescendo de si, retira a possibilidade de ser um eu, esta porta, lemos, dá acesso ao conjunto dos eus transcendentais viventes — não a um só dentre eles, àquele que eu sou eu mesmo. O Cristo não se mantém só em mim como a força que, me oprimindo contra mim, faz sem cessar de mim um eu. Cada eu não advém a ele mesmo senão desta maneira, no poder formidável deste constringir no qual ele se auto-afeta de maneira contínua. Eis porque a porta abre sobre todos os viventes. Dá acesso a cada um dentre eles, disto só é possível através do Cristo. E é preciso compreender o que uma tal proposição significa com todo o rigor. Se o acesso a todo eu concebível pressupõe sua vinda nele mesmo à favor de uma Ipseidade prévia que não procede dele mas da qual ele procede, então com efeito aceder a este eu quer dizer tomar emprestado a via desta vinda prévia nele nele da qual ele resulta — atravessar a porta, atravessar a parede incandescente desta Ipseidade original na qual queima o fogo da Vida. Impossível chegar até cada um, alcançá-lo, | Ora a porta do cercado que, ao dizer da estranha parábola (Pastor e Ovelhas), dá acesso ao lugar onde pastam as ovelhas, fundando acima da Ipseidade transcendental na qual cada eu, se reportando a si e se acrescendo de si, retira a possibilidade de ser um eu, esta porta, lemos, dá acesso ao conjunto dos eus transcendentais viventes — não a um só dentre eles, àquele que eu sou eu mesmo. O Cristo não se mantém só em mim como a força que, me oprimindo contra mim, faz sem cessar de mim um eu. Cada eu não advém a ele mesmo senão desta maneira, no poder formidável deste constringir no qual ele se auto-afeta de maneira contínua. Eis porque a porta abre sobre todos os viventes. Dá acesso a cada um dentre eles, disto só é possível através do Cristo. E é preciso compreender o que uma tal proposição significa com todo o rigor. Se o acesso a todo eu concebível pressupõe sua vinda nele mesmo à favor de uma Ipseidade prévia que não procede dele mas da qual ele procede, então com efeito aceder a este eu quer dizer tomar emprestado a via desta vinda prévia nele nele da qual ele resulta — atravessar a porta, atravessar a parede incandescente desta Ipseidade original na qual queima o fogo da Vida. Impossível chegar até cada um, alcançá-lo, | ||
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