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| + | ===== BODAS ===== | ||
| + | ~~NOCACHE~~ | ||
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| + | Milagres de Jesus — AS Bodas DE CANÁ (Jo II, 1-11) | ||
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| + | Evangelho de Jesus: Jo 2:1-11 | ||
| + | ! | ||
| + | Tomás de Aquino: Catena aurea | ||
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| + | Juan Matos e Juan Barreto | ||
| + | A água-vinho da purificação. O tema da água aparece pela segunda vez nas núpcias de Caná (Jo 2,1-11). As talhas de pedra, figura da Lei (tábuas de pedra), destinadas a conter água para a purificação, | ||
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| + | Fazendo encher as talhas de água, Jesus significa sua vontade de purificar (restabelecer a relação com Deus), o que a antiga instituição não conseguira fazer; ao converter em vinho somente a amostra de água que oferece o mestre-sala (Jo 2,9), explica que sua purificação é independente da Lei da antiga aliança (a água foi tirada das talhas). Sua purificação não se fará a partir de fora (água que lava), e sim a partir do interior do homem (vinho que se bebe, o Espírito). A purificação, | ||
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| + | Joaquim Carreira da Neves: AS BODAS DE CANÁ | ||
| + | Antonio Orbe: | ||
| + | Que faz no banquete de bodas o demiurgo? O " | ||
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| + | À luz do fragmento 12 de Heracleon e do Evangelho da Verdade 62,1s, a missão do demiurgo «arquitriclino» adquire além do mais outra dimensão. O festim de bodas se situa na ceia pascal. O demiurgo tem a sua direita o Cristo animal com o peito aberto pela lança, "para que vejam todos a quem perfuraram", | ||
| + | Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 28 | ||
| + | Segundo o relato evangélico, | ||
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| + | As bodas messiânicas assinalam a hora de começar a ganhar, não sem pudor, o pão da vida que o espírito deixa chover mansamente sobre a alma enamorada de Deus. Cada descida de alimento espiritual é sempre crescimento de Cristo na alma ou, melhor ainda, desvanecimento da alma no espírito; mas tal consumação não é obra de um dia senão da vida inteira. Por isso aceita Jesus iniciar a “conversão” (metanoia), mas adverte “à mãe” que não é chegado ainda o momento de “embriagar-se” com o vinho messiânico. O que cabe é começar a conversão para ter entretanto algum vinho que servir no cálice. Como aviso das fadigas que aguardam a noiva mística — a alma — invoca Jesus veladamente a velha maldição genesíaca trazida pela inimizade entre a linhagem da serpente (conhecimento) e a linhagem reflexiva ou ação feminina do pensamento sobre si mesmo. | ||
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| + | Jesus diz: “Que tenho eu contigo, mulher?” Com isto parece voltar seu olhar ao segundo capítulo do Gênesis, onde ao referir-se YHWH Deus à mulher formada por ele, diz: “Esta será Chamada mulher” (Gen 2,23). É importante recordar que a “mulher” foi chamada pelo homem “Eva”, com o que o ser humano, Adão, manifesta não somente reconhecê-la como “mulher” senão também como “mãe”, pois segundo diz o texto: “Chamou a sua mulher Eva por ser ela a mãe de todos os viventes” (Gen 3, 20). Por isso, quando o evangelista anota que sua mãe o disse a Jesus: “Não tem vinho”, o aviso não vem de Maria, a mãe manifesta do soma de Jesus, senão de Eva, a “mãe dos viventes”, | ||
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| + | Seis talhas de pedra vazias há apartadas na sala das bodas — figura do que hoje chamamos a mente — e nelas se pode armazenar, como se fossem depósitos da memória, todo o material reunido pela “alma vivificada”, | ||
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| + | Com isto tem início a obra milagrosa de Jesus neste episódio. Sua significação é a mesma que tem o batismo nas águas do Jordão que os sinópticos relatam. As talhas, cheias de água “até em cima”, quer dizer, até a Medida completa, até alcançar a epignosis, o conhecimento perfeito, creditam que a alma (= água = ruah), “saciada” de conteúdos psíquicos, submersa neles, sofre a fome e a sede de justiça próprias para a bem-aventurança (vide Bem-aventurados. É nestas águas psíquicas batismais onde se há de produzir a conversão (metanoia) pela qual, progressivamente, | ||
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| + | No relato joanico, a ação do Pai vem figurada pelo mestre-sala, | ||
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| + | Frithjof Schuon: O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA | ||
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| + | Evidentemente, | ||
| + | Maurice Nicoll: BODAS DE CANÁ | ||
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