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 ===== RIQUEZA ===== ===== RIQUEZA =====
-[[evangelho-de-jesus:logia-jesus:start|Logia Jesus]] — É DIFÍCIL ENTRAR UM RICO NO REINO DOS CÉUS (Mt XIX, 24-27)+Logia Jesus — É DIFÍCIL ENTRAR UM RICO NO REINO DOS CÉUS (Mt XIX, 24-27)
  
-[[evangelho-de-jesus:start|Evangelho de Jesus]]:+Evangelho de Jesus:
 24 De novo vos digo: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, que um rico entrar no reino de Elohíms.» 25 Os adeptos o ouvem, se surpreendem muito e dizem: «Então quem pode ser salvo?» 26 Iéshoua‘ os olha atentamente e lhes diz: «Aos homens, impossível! Mas a Elohíms tudo é possível.» (Chouraqui; Mt 19:24-27) 24 De novo vos digo: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, que um rico entrar no reino de Elohíms.» 25 Os adeptos o ouvem, se surpreendem muito e dizem: «Então quem pode ser salvo?» 26 Iéshoua‘ os olha atentamente e lhes diz: «Aos homens, impossível! Mas a Elohíms tudo é possível.» (Chouraqui; Mt 19:24-27)
 CRISTOLOGIA CRISTOLOGIA
-[[medievo:tomas-de-aquino:start|Tomás de Aquino]]: CATENA AUREA+Tomás de Aquino: CATENA AUREA
 PERENIALISTAS PERENIALISTAS
-Roberto Pla: [[gnosticismo:bnh:evangelho-de-tome:start|Evangelho de Tomé]] [[gnosticismo:bnh:evangelho-de-tome:logion-29:start|Logion 29]]; Evangelho de Tomé - [[gnosticismo:bnh:evangelho-de-tome:logion-54:start|Logion 54]]; Evangelho de Tomé - [[gnosticismo:bnh:evangelho-de-tome:logion-110:start|Logion 110]]+Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 29; Evangelho de Tomé - Logion 54; Evangelho de Tomé - Logion 110
  
-O evangelho distingue sempre a função que corresponde a cada um dos três Reinos cósmicos, e é seguro que não limita à [[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:riqueza:start|Riqueza]] do mundo visível os efeitos destrutivos da posse de seus bens.+O evangelho distingue sempre a função que corresponde a cada um dos três Reinos cósmicos, e é seguro que não limita à Riqueza do mundo visível os efeitos destrutivos da posse de seus bens.
  
 Em um dos relatos mais representativos do evangelho, na parábola do semeador, se diz, ao explicá-la, que em quem a semente caiu “entre abrolhos”, ocorre que “as preocupações do mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra e permanece sem fruto”. Em um dos relatos mais representativos do evangelho, na parábola do semeador, se diz, ao explicá-la, que em quem a semente caiu “entre abrolhos”, ocorre que “as preocupações do mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra e permanece sem fruto”.
  
-Não diz a parábola que são as riquezas as que sufocam a virtude da Palavra, senão a sedução que tais riquezas, de qualquer ordem, exercem sobre a alma. A “sedução”, são os abrolhos que crescem sós. Não é o “ter” o que seca a Palavra, senão o “querer ter” — o qual é [[evangelho-de-jesus:paixao:start|paixão]] que se dá por igual em ricos e pobres — o que origina as securas da alma.+Não diz a parábola que são as riquezas as que sufocam a virtude da Palavra, senão a sedução que tais riquezas, de qualquer ordem, exercem sobre a alma. A “sedução”, são os abrolhos que crescem sós. Não é o “ter” o que seca a Palavra, senão o “querer ter” — o qual é paixão que se dá por igual em ricos e pobres — o que origina as securas da alma.
  
-Aquele homem rico da parábola de Lucas ([[evangelho-de-jesus:parabolas-evangelicas:rico-tolo:start|Rico Tolo]]) que edificava sem cessar celeiros para atesourar riquezas não “em ordem a [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]], senão para si”, Como podia pensar que atesourava “em ordem a Deus” se tais tesouros eram de sinal material? Não seriam “riquezas” da alma para fazê-la mais poderosa no mundo, atesouradas sob a capa de virtude e sabedoria ? Porque o evangelho cala às vezes muito fundo nas dobras obscuras da psique.+Aquele homem rico da parábola de Lucas (Rico Tolo) que edificava sem cessar celeiros para atesourar riquezas não “em ordem a Deus, senão para si”, Como podia pensar que atesourava “em ordem a Deus” se tais tesouros eram de sinal material? Não seriam “riquezas” da alma para fazê-la mais poderosa no mundo, atesouradas sob a capa de virtude e sabedoria ? Porque o evangelho cala às vezes muito fundo nas dobras obscuras da psique.
  
-Quando com referência ao “jovem rico” diz Jesus: “Difícil é que os que têm riquezas entrem no Reino de Deus”, não é possível deixar de pensar que o pior inimigo que “ter”, coisa que sempre são bens materiais, é a cobiça de “querer ter”, que é uma grave enfermidade que só é da alma. A cobiça é a atadura que impede renunciar ao mundo ao que se fez ou crê que se vai fazer rico; o mais oposto a negar-se a si mesmo, e esta negação, já se sabe, é a [[evangelho-de-jesus:atos-de-jesus:apostolado:pobreza-de-espirito:start|Pobreza de Espírito]] que abre as portas do Reino de Deus (vide Pobre em Espírito).+Quando com referência ao “jovem rico” diz Jesus: “Difícil é que os que têm riquezas entrem no Reino de Deus”, não é possível deixar de pensar que o pior inimigo que “ter”, coisa que sempre são bens materiais, é a cobiça de “querer ter”, que é uma grave enfermidade que só é da alma. A cobiça é a atadura que impede renunciar ao mundo ao que se fez ou crê que se vai fazer rico; o mais oposto a negar-se a si mesmo, e esta negação, já se sabe, é a Pobreza de Espírito que abre as portas do Reino de Deus (vide Pobre em Espírito).
  
-Agora, depois de vinte séculos de pouca frutuosa condenação “manifesta” da riqueza de sinal material, que condena aos que têm e nada diz dos que querem ter, já é tempo de buscar a raiz da enfermidade da alma, uma raiz que nada tem que ver com a ordem social, pois seu vírus ataca por igual a pobres como a ricos (vide [[philokalia:philokalia-termos:pleonexia:start|pleonexia]]).+Agora, depois de vinte séculos de pouca frutuosa condenação “manifesta” da riqueza de sinal material, que condena aos que têm e nada diz dos que querem ter, já é tempo de buscar a raiz da enfermidade da alma, uma raiz que nada tem que ver com a ordem social, pois seu vírus ataca por igual a pobres como a ricos (vide pleonexia).
  
 A enfermidade da alma pode ser psicológica, intelectual e espiritual, e costumam padecê-la todos os homens sem distinção. É um padecimento comum em todos os homens; mas há que curá-la pelo espírito, pois o demais “se dará por aditamento”. A enfermidade da alma pode ser psicológica, intelectual e espiritual, e costumam padecê-la todos os homens sem distinção. É um padecimento comum em todos os homens; mas há que curá-la pelo espírito, pois o demais “se dará por aditamento”.
  
-Da alma se diz que é vivente por que tem a vida por “empréstimo”, pois a vida que tem se a dá o espírito que a tem em propriedade e que é sua essência. Em cumprimento de sua própria lei de ser mortal, o que cabe a alma é “negar-se a si mesma”, até consumar o final — morte da alma, e ressurreição em espírito — proclamado para ela por [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]].+Da alma se diz que é vivente por que tem a vida por “empréstimo”, pois a vida que tem se a dá o espírito que a tem em propriedade e que é sua essência. Em cumprimento de sua própria lei de ser mortal, o que cabe a alma é “negar-se a si mesma”, até consumar o final — morte da alma, e ressurreição em espírito — proclamado para ela por Cristo.
  
 Mas na ausência de conhecimento, a alma, em tal caso, cheia de cobiça, tenta crescer, crescer..., e cresce até que chega a morte. Mas na ausência de conhecimento, a alma, em tal caso, cheia de cobiça, tenta crescer, crescer..., e cresce até que chega a morte.
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 CABALA CABALA
-[[biblia:at:annick-de-souzenelle:start|Annick de Souzenelle]]: RESSONÂNCIAS BÍBLICAS; trad. Antonio Carneiro +Annick de Souzenelle: RESSONÂNCIAS BÍBLICAS; trad. Antonio Carneiro 
-Alimentado do [[biblia:figuras:verbo:start|Verbo]], o Homem que atravessa seus desertos passa por portas; “o camelo passa mais facilmente pelo buraco de uma agulha, disse Jesus, que um rico entra no reino de Deus (Mc 10,25)”. Se sabe que o buraco de uma agulha é a letra hebraica Qoph e que esta simboliza a Sabedoria divina, última energia à integrar antes de penetrar no reino [[biblia:figuras:divindade:divino:start|Divino]], compreende-se melhor este comentário de Jesus; cada passagem obriga o Homem ao desapego. A Sabedoria divina é, com efeito, loucura para o Homem, ela exige do Homem seu desapego total e sua loucura de Deus (1Co 1, 25).+Alimentado do Verbo, o Homem que atravessa seus desertos passa por portas; “o camelo passa mais facilmente pelo buraco de uma agulha, disse Jesus, que um rico entra no reino de Deus (Mc 10,25)”. Se sabe que o buraco de uma agulha é a letra hebraica Qoph e que esta simboliza a Sabedoria divina, última energia à integrar antes de penetrar no reino Divino, compreende-se melhor este comentário de Jesus; cada passagem obriga o Homem ao desapego. A Sabedoria divina é, com efeito, loucura para o Homem, ela exige do Homem seu desapego total e sua loucura de Deus (1Co 1, 25).
  
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