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| ===== AGRAPHA ===== | ===== AGRAPHA ===== | ||
| - | [[evangelho-de-jesus: | + | Ditos de Jesus — Agrapha |
| Contribuição e tradução de Antonio Carneiro | Contribuição e tradução de Antonio Carneiro | ||
| Los Evangelios Apócrifos, Biblioteca de Autores Cristianos, Estudios y Ensayos (BAC-Teologia), | Los Evangelios Apócrifos, Biblioteca de Autores Cristianos, Estudios y Ensayos (BAC-Teologia), | ||
| - | VIDE: [[evangelho-de-jesus: | + | VIDE: Agrapha Canônicos; VARIANTES DOS MANUSCRITOS EVANGÉLICOS; |
| === “Agrapha” === | === “Agrapha” === | ||
| - | O interesse por encontrar ditos ou feitos de Jesus não consignados nos quatro | + | O interesse por encontrar ditos ou feitos de Jesus não consignados nos quatro Evangelhos canônicos emerge com diversos graus de intensidade logo nos primeiros séculos do cristianismo. De fato, já constatava São João no final de seu Evangelho que se fosse tentar recolher tudo o que fez Jesus ao longo de sua vida, os livros para realizar isso “não caberiam no mundo todo” . A este interesse primigênio responde também a literatura apócrifa em geral, se bem que aqui a fabulação e a defesa de determinadas correntes ideológicas tem mais peso que a busca desinteressada da mensagem desconhecida de Jesus. |
| - | É a partir do século XVII quando se cunham os termos de “logia” (= ditos) e “agrapha” (= não escritos), referindo-se ao conjunto de palavras de Jesus que se podem encontrar dispersas em diversas fontes antigas, alheias aos quatro evangelhos. Ainda que ambas expressões sejam complementares, | + | É a partir do século XVII quando se cunham os termos de “logia” (= ditos) e “agrapha” (= não escritos), referindo-se ao conjunto de palavras de Jesus que se podem encontrar dispersas em diversas fontes antigas, alheias aos quatro evangelhos. Ainda que ambas expressões sejam complementares, |
| Sobre o interesse que despertou este tema no mundo científico pode o leitor fazer uma ideia consultando a ampla bibliografia que incluímos na edição bilíngue desta obra. As discrepâncias na definição geral e avaliação concreta de cada um de seus componentes saltam também à vista, tendo em conta que do material imenso de “agrapha” que recolheu A. Resch em 1889, não são muito mais de meia dúzia dos que a juízo de Hofius em 1990 oferecem alguma garantia de autenticidade (vide bibliografia). | Sobre o interesse que despertou este tema no mundo científico pode o leitor fazer uma ideia consultando a ampla bibliografia que incluímos na edição bilíngue desta obra. As discrepâncias na definição geral e avaliação concreta de cada um de seus componentes saltam também à vista, tendo em conta que do material imenso de “agrapha” que recolheu A. Resch em 1889, não são muito mais de meia dúzia dos que a juízo de Hofius em 1990 oferecem alguma garantia de autenticidade (vide bibliografia). | ||
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| II. Variantes dos manuscritos evangélicos (n. 6-12). É sabido que para obter um texto fiável dos quatro evangelhos tem sido necessário colecionar um grande número de manuscritos gregos de diversas épocas e pertencentes a diferentes famílias. Cada um destes códices apresenta uma quantidade de variantes de diverso gêneros com respeito à leitura creditada pelos melhores testemunhos. Estas “variantes” — que muitas vezes constituem também acréscimos ao texto canônico — são um grande canteiro de “agrapha” de variada índole. Um dos exemplos mais interessantes é o chamado “Logion de Freer”, que se encontra no códice W (manuscrito uncial do século V), e é na realidade uma interpolação entre os versículos 14 e 15 do c.16 de São Marcos (n.7). Nele se reproduz um diálogo entre Jesus ressuscitado e os apóstolos, parecido em sua estrutura ao que serve de marco e ponto de partida para numerosas obras da literatura gnóstica. | II. Variantes dos manuscritos evangélicos (n. 6-12). É sabido que para obter um texto fiável dos quatro evangelhos tem sido necessário colecionar um grande número de manuscritos gregos de diversas épocas e pertencentes a diferentes famílias. Cada um destes códices apresenta uma quantidade de variantes de diverso gêneros com respeito à leitura creditada pelos melhores testemunhos. Estas “variantes” — que muitas vezes constituem também acréscimos ao texto canônico — são um grande canteiro de “agrapha” de variada índole. Um dos exemplos mais interessantes é o chamado “Logion de Freer”, que se encontra no códice W (manuscrito uncial do século V), e é na realidade uma interpolação entre os versículos 14 e 15 do c.16 de São Marcos (n.7). Nele se reproduz um diálogo entre Jesus ressuscitado e os apóstolos, parecido em sua estrutura ao que serve de marco e ponto de partida para numerosas obras da literatura gnóstica. | ||
| - | III. “Agrapha” citados pelos Padres (n. 13-38). É este o grupo mais numeroso, já que compreende “ditos de Jesus” cujo ponto de referência se encontra disseminado por todo o âmbito da literatura cristã antiga. Escritores do século II e III — como Justino, Irineu, | + | III. “Agrapha” citados pelos Padres (n. 13-38). É este o grupo mais numeroso, já que compreende “ditos de Jesus” cujo ponto de referência se encontra disseminado por todo o âmbito da literatura cristã antiga. Escritores do século II e III — como Justino, Irineu, Hipólito, Orígenes, Clemente e Dídimo de Alexandria — estão temporalmente longe das fontes evangélicas, |
| IV. “Agrapha” de origem muçulmana (n. 39-51). A ascética e mística muçulmana fazem referências com frequência à Jesus e aduz numerosas sentenças como “ditos” deste. Não tem isso nada de particular. uma vez que os representantes “muslines” destas correntes recorrem não poucas vezes à mensagem evangélica como fonte de inspiração. As possibilidades, | IV. “Agrapha” de origem muçulmana (n. 39-51). A ascética e mística muçulmana fazem referências com frequência à Jesus e aduz numerosas sentenças como “ditos” deste. Não tem isso nada de particular. uma vez que os representantes “muslines” destas correntes recorrem não poucas vezes à mensagem evangélica como fonte de inspiração. As possibilidades, | ||
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