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 ===== TANQUEREY TENTAÇÕES ===== ===== TANQUEREY TENTAÇÕES =====
-[[estudos:tanquerey:start|Tanquerey]] — Compêndio de Teologia Ascética e Mística+Tanquerey — Compêndio de Teologia Ascética e Mística
 === CAPÍTULO V — LUTA CONTRA AS TENTAÇÕES === === CAPÍTULO V — LUTA CONTRA AS TENTAÇÕES ===
-900. A despeito de todos os esforços que fizermos para desarraigar os vícios, podemos e devemos contar com a tentação, porque nos não faltam inimigos espirituais, a concupiscência ([[philokalia:philokalia-termos:pleonexia:start|pleonexia]][[philokalia:philokalia-termos:epithymia:start|epithymia]]) , o mundo e o demônio (n. 193-227), que não cessam de nos armar ciladas. É, pois, necessário tratar da tentação, tanto da tentação em geral, como das tentações principais dos principiantes.+900. A despeito de todos os esforços que fizermos para desarraigar os vícios, podemos e devemos contar com a tentação, porque nos não faltam inimigos espirituais, a concupiscência (pleonexia, epithymia) , o mundo e o demônio (n. 193-227), que não cessam de nos armar ciladas. É, pois, necessário tratar da tentação, tanto da tentação em geral, como das tentações principais dos principiantes.
  
 ART. I. Da tentação em geral ART. I. Da tentação em geral
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 I. Os fins providenciais da tentação. I. Os fins providenciais da tentação.
  
-902. [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]] não nos tenta diretamente: «Ninguém, quando é tentado, diga: é Deus que me tenta; porque Deus não pode ser tentado por mal algum, e ele próprio a ninguém tenta» 5. Mas permite que sejamos tentados pelos nossos inimigos espirituais, dando-nos, contudo, as graças necessárias para resistir: «Fidelis Deus qui non patietur vos tentari supra id quod potestis, sed faciet etiam cum tentatione proventum». E tem para isso excelentes razões.+902. Deus não nos tenta diretamente: «Ninguém, quando é tentado, diga: é Deus que me tenta; porque Deus não pode ser tentado por mal algum, e ele próprio a ninguém tenta» 5. Mas permite que sejamos tentados pelos nossos inimigos espirituais, dando-nos, contudo, as graças necessárias para resistir: «Fidelis Deus qui non patietur vos tentari supra id quod potestis, sed faciet etiam cum tentatione proventum». E tem para isso excelentes razões.
  
 1. Quer-nos fazer merecer o céu. Teria podido certamente conceder-nos o céu como um dom; mas quis sabiamente que o merecêssemos como recompensa. Quer até que o prêmio seja proporcionado ao mérito, por conseguinte, à dificuldade vencida. Ora, é indubitável que uma das dificuldades mais penosas é a tentação, que põe em risco a nossa frágil virtude. Combatê-la energicamente é um dos atos mais meritórios: e, depois de, com a graça de Deus, havermos dela triunfado, podemos dizer com S. Paulo que combatemos o bom combate e que só nos resta receber a coroa de justiça que Deus nos preparou. Será tanto maior a honra e a alegria em a possuir quanto mais tivermos feito para a merecer. 1. Quer-nos fazer merecer o céu. Teria podido certamente conceder-nos o céu como um dom; mas quis sabiamente que o merecêssemos como recompensa. Quer até que o prêmio seja proporcionado ao mérito, por conseguinte, à dificuldade vencida. Ora, é indubitável que uma das dificuldades mais penosas é a tentação, que põe em risco a nossa frágil virtude. Combatê-la energicamente é um dos atos mais meritórios: e, depois de, com a graça de Deus, havermos dela triunfado, podemos dizer com S. Paulo que combatemos o bom combate e que só nos resta receber a coroa de justiça que Deus nos preparou. Será tanto maior a honra e a alegria em a possuir quanto mais tivermos feito para a merecer.
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 904. 3. É, enfim, um meio de progresso espiritua. 904. 3. É, enfim, um meio de progresso espiritua.
-a) A tentação é uma como azorragada. que nos desperta no momento em que íamos a cair no [[gnosticismo:gnose:sono:start|Sono]] da tibieza; faz-nos compreender a necessidade de não parar a meia encosta, senão de pôr a mira mais alto, para se esconjurar mais seguramente qualquer perigo.+a) A tentação é uma como azorragada. que nos desperta no momento em que íamos a cair no Sono da tibieza; faz-nos compreender a necessidade de não parar a meia encosta, senão de pôr a mira mais alto, para se esconjurar mais seguramente qualquer perigo.
  
 b) É também escola de humildade e desconfiança de nós mesmos: compreende-se, então, melhor a própria fraqueza e impotência, sente-se mais a necessidade da graça e ora-se com mais fervor. Vê-se melhor a urgência impreterível de mortificar o amor do prazer, fonte das nossas tentações, e abraçam-se com mais generosidade as pequenas cruzes de cada dia, para se amortecer o ardor da concupiscência (pleonexia, epithymia) . b) É também escola de humildade e desconfiança de nós mesmos: compreende-se, então, melhor a própria fraqueza e impotência, sente-se mais a necessidade da graça e ora-se com mais fervor. Vê-se melhor a urgência impreterível de mortificar o amor do prazer, fonte das nossas tentações, e abraçam-se com mais generosidade as pequenas cruzes de cada dia, para se amortecer o ardor da concupiscência (pleonexia, epithymia) .
  
-c) É, enfim, escola de amor de Deus. É que, para resistir com mais segurança, lança-se o homem nos braços de Deus, em busca de força e proteção; e depois, os auxílios que Ele concede não podem deixar de lhe excitar na alma um vivo reconhecimento e de o levar a haver-se com Deus como um [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]] que em todas as dificuldades recorre ao mais amante dos [[philokalia:philokalia-termos:pais:start|pais]].+c) É, enfim, escola de amor de Deus. É que, para resistir com mais segurança, lança-se o homem nos braços de Deus, em busca de força e proteção; e depois, os auxílios que Ele concede não podem deixar de lhe excitar na alma um vivo reconhecimento e de o levar a haver-se com Deus como um Filho que em todas as dificuldades recorre ao mais amante dos pais.
  
 Há, pois, na tentação numerosas utilidades, e é por isso que Deus permite que os seus amigos sejam tentados: «porque eras aceito a Deus, diz o anjo a Tobias, foi necessário que a tentação te provasse: quia acceptus eras Deo, necesse fuit ut tentatio probaret fe». Há, pois, na tentação numerosas utilidades, e é por isso que Deus permite que os seus amigos sejam tentados: «porque eras aceito a Deus, diz o anjo a Tobias, foi necessário que a tentação te provasse: quia acceptus eras Deo, necesse fuit ut tentatio probaret fe».
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 - COMO PROCEDER NA TENTAÇÃO - COMO PROCEDER NA TENTAÇÃO
  
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