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 ===== TANQUEREY TEMOR ===== ===== TANQUEREY TEMOR =====
-[[estudos:tanquerey:start|Tanquerey]] — Compêndio de Teologia Ascética e Mística+Tanquerey — Compêndio de Teologia Ascética e Mística
  
 === IV. O dom de temor. === === IV. O dom de temor. ===
-1335. 1.° Natureza. Não se trata aqui do medo de [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]] que, à lembrança dos nossos pecados, nos inquieta, nos entristece ou nos agita, Nem tão-pouco se trata do amor do inferno, que basta para, iniciar uma conversão, mas não para consumar a nossa santificação. Trata-se do temor reverencial e filial que nos leva a ter horror a qualquer ofensa de Deus.+1335. 1.° Natureza. Não se trata aqui do medo de Deus que, à lembrança dos nossos pecados, nos inquieta, nos entristece ou nos agita, Nem tão-pouco se trata do amor do inferno, que basta para, iniciar uma conversão, mas não para consumar a nossa santificação. Trata-se do temor reverencial e filial que nos leva a ter horror a qualquer ofensa de Deus.
  
 O dom de temor aperfeiçoa juntamente as virtudes da esperança e da temperança: a virtude da esperança fazendo-nos temer desagradar a Deus e ser dele separado; a virtude da temperança, desapegando-nos dos falsos prazeres que nos poderiam separar de Deus. O dom de temor aperfeiçoa juntamente as virtudes da esperança e da temperança: a virtude da esperança fazendo-nos temer desagradar a Deus e ser dele separado; a virtude da temperança, desapegando-nos dos falsos prazeres que nos poderiam separar de Deus.
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 1337» 2.° Necessidade. A) Este dom é necessário para evitar a demasiada familiaridade com Deus. Pessoas há que são tentadas a esquecer a grandeza de Deus e a infinita distância que nos separa dele, e a tomar com Ele e com as coisas santas liberdades inconvenientes, a falar-lhe com excessiva ousadia, a tratar com Ele como de igual para igual. É certo que o próprio Deus convida certas almas a uma doce intimidade, a uma familiaridade estupenda; mas é a Ele que compete tomar a dianteira, e não a nós. O temor filial, aliás, de forma alguma impede aquela terna familiaridade que se vê em alguns Santos . 1337» 2.° Necessidade. A) Este dom é necessário para evitar a demasiada familiaridade com Deus. Pessoas há que são tentadas a esquecer a grandeza de Deus e a infinita distância que nos separa dele, e a tomar com Ele e com as coisas santas liberdades inconvenientes, a falar-lhe com excessiva ousadia, a tratar com Ele como de igual para igual. É certo que o próprio Deus convida certas almas a uma doce intimidade, a uma familiaridade estupenda; mas é a Ele que compete tomar a dianteira, e não a nós. O temor filial, aliás, de forma alguma impede aquela terna familiaridade que se vê em alguns Santos .
  
-B) E não é menos útil este dom para nos preservar, em nossas relações com o próximo, sobretudo com os nossos inferiores, dessas maneiras altivas e orgulhosas que se avizinham muito mais do espírito pagão que do espírito cristão; o temor reverenciai de Deus, que é [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]] deles como é nosso pai, far-nos-á exercer a nossa [[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:autoridade:start|Autoridade]] modestamente, como cumpre a quem a não tem de si mesmo, senão de Deus.+B) E não é menos útil este dom para nos preservar, em nossas relações com o próximo, sobretudo com os nossos inferiores, dessas maneiras altivas e orgulhosas que se avizinham muito mais do espírito pagão que do espírito cristão; o temor reverenciai de Deus, que é Pai deles como é nosso pai, far-nos-á exercer a nossa Autoridade modestamente, como cumpre a quem a não tem de si mesmo, senão de Deus.
  
 1338. 3.° Meios de cultivar este dom. A) Importa meditar frequentemente a ¡infinita grandeza de Deus, os seus atributos, a sua autoridade ¡sobre nós; e considerar, à luz da fé, o que é o pecado que, por mais leve que seja, é ainda uma ofensa à infinita majestade de Deus, Então, não poderemos deixar de conhecer um temor reverenciai para com o Supremo Senhor que não cessamos de ofender: «confige timore tuo carnes meas: a iudiciis enim tais timui» (Ps. CXVIII, 120); e, quando aparecermos diante dele será com um coração contrito e humilhado. 1338. 3.° Meios de cultivar este dom. A) Importa meditar frequentemente a ¡infinita grandeza de Deus, os seus atributos, a sua autoridade ¡sobre nós; e considerar, à luz da fé, o que é o pecado que, por mais leve que seja, é ainda uma ofensa à infinita majestade de Deus, Então, não poderemos deixar de conhecer um temor reverenciai para com o Supremo Senhor que não cessamos de ofender: «confige timore tuo carnes meas: a iudiciis enim tais timui» (Ps. CXVIII, 120); e, quando aparecermos diante dele será com um coração contrito e humilhado.
  
 B) Para alimentar este sentimento, é bom fazer com cuidado os exames de consciência, excitando-nos ainda mais à compunção do que ao exame minucioso das próprias faltas: «cor contritum et humiliatum, Deus, non despides» (Ps. L, 19). E, para alcançar a pureza de coração mais perfeita, convém unir-se, incorporar-se mais e mais em Jesus penitente: quanto maior for a parte que tivermos no seu ódio ao pecado e nas suas humilhações, tanto mais completo será o nosso perdão. B) Para alimentar este sentimento, é bom fazer com cuidado os exames de consciência, excitando-nos ainda mais à compunção do que ao exame minucioso das próprias faltas: «cor contritum et humiliatum, Deus, non despides» (Ps. L, 19). E, para alcançar a pureza de coração mais perfeita, convém unir-se, incorporar-se mais e mais em Jesus penitente: quanto maior for a parte que tivermos no seu ódio ao pecado e nas suas humilhações, tanto mais completo será o nosso perdão.
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