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| ===== NOTHOMB EXISTIR ===== | ===== NOTHOMB EXISTIR ===== | ||
| - | [[estudos: | + | Paul Nothomb — O HOMEM IMORTAL |
| Consciência de Existir, Consciência Existencial | Consciência de Existir, Consciência Existencial | ||
| ==== A Consciência de Existir ==== | ==== A Consciência de Existir ==== | ||
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| O relato do jardim do Éden não contradiz esta igualdade ontológica entre as duas metades do Ser humano, e não autoriza qualquer conclusão misógina sobre uma anterioridade qualquer ou primazia masculina. A Mulher constitui a última “fase” do Homem, mas aparece também como a única criatura originária do jardim. A única, pois as plantas e os animais que aí estavam para o prazer do Homem, como o Homem ele mesmo, aí foram transportados, | O relato do jardim do Éden não contradiz esta igualdade ontológica entre as duas metades do Ser humano, e não autoriza qualquer conclusão misógina sobre uma anterioridade qualquer ou primazia masculina. A Mulher constitui a última “fase” do Homem, mas aparece também como a única criatura originária do jardim. A única, pois as plantas e os animais que aí estavam para o prazer do Homem, como o Homem ele mesmo, aí foram transportados, | ||
| - | “[[biblia: | + | “Deus soprou em suas narinas um sopro de vida, e o Homem se tornou um ser vivo”. Assim termina o versículo que começa pela revelação surpreendente que o Homem foi formado (segundo nossa tradução) “leveza fora do pesadume” (2,7). A expressão traduzida por “ser vivo” (nefesh haya) é aquela utilizada no primeiro relato para designar os animais (1,21) (v. nefes). |
| No relato do jardim do Éden, a formação do Homem antes mesmo de ser “completado” pela Mulher comporta três etapas, ou estágios, pois trata-se de uma progressão para o alto: | No relato do jardim do Éden, a formação do Homem antes mesmo de ser “completado” pela Mulher comporta três etapas, ou estágios, pois trata-se de uma progressão para o alto: | ||
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| - 3 O Homem se torna um “ser vivo” | - 3 O Homem se torna um “ser vivo” | ||
| - | Logo diferentemente dos animais, o Homem é formado “leveza” (mais fraco que eles fisicamente sem dúvida, embora imortal) e por outro lado gratificado de um “sopro | + | Logo diferentemente dos animais, o Homem é formado “leveza” (mais fraco que eles fisicamente sem dúvida, embora imortal) e por outro lado gratificado de um “sopro Divino” antes de se tornar um “ser vivo”. |
| - | Elemento psíquico que distingue o Homem dos animais, este “sopro de vida” (nishmat hayim) nunca mais é citado na [[biblia: | + | Elemento psíquico que distingue o Homem dos animais, este “sopro de vida” (nishmat hayim) nunca mais é citado na Bíblia, depois desta única menção. Embora pouco modificada em “sopro de espírito de vida”, a expressão reaparece no entanto uma vez: no relato do dilúvio, onde “tudo que tinha um sopro de espírito de vida nas narinas, de todos aqueles que estavam sobre a terra seca (Gn 7,22) designa os homens permanecendo na terra, enquanto Noé estava na arca. Pode-se pensar que esta lembrança neste lugar sublinha a importância de Noé como único sobrevivente (com seus companheiros) da humanidade criada na pessoa do primeiro Homem, cuja particularidade era o “sopro de vida” insuflado por Deus. Mas a parte estas duas menções, não é questão em nenhuma outra parte da Bíblia deste nishmat hayim... De que se trata? |
| Pode-se assimilar esta nishmat hayim do relato da formação, e mesmo esta nishmat rouah hayim do relato do dilúvio aos dois rouah hayim que se encontram também na Bíblia, precisamente no relato do dilúvio (Gen 6,17; 7,15)? Mas estas duas menções do rouah hayim (espírito de vida, literalmente: | Pode-se assimilar esta nishmat hayim do relato da formação, e mesmo esta nishmat rouah hayim do relato do dilúvio aos dois rouah hayim que se encontram também na Bíblia, precisamente no relato do dilúvio (Gen 6,17; 7,15)? Mas estas duas menções do rouah hayim (espírito de vida, literalmente: | ||
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| Continuamos nossa contagem. Há em seguida nove menções da nishmat de Deus, que não se pode traduzir por " | Continuamos nossa contagem. Há em seguida nove menções da nishmat de Deus, que não se pode traduzir por " | ||
| - | Exemplos: o [[biblia: | + | Exemplos: o Filho da viúva de Serepta, onde vai o profeta Elias (1R 17,17) cai doente "e sua doença foi tão violenta que nele não restava mais respiração" |
| Assustado por uma visão, o profeta Daniel (Daniel 10,17) declara: "Agora minhas forças me faltam, e não tenho mais sopro" (Segond). "O sopro o abandonou" | Assustado por uma visão, o profeta Daniel (Daniel 10,17) declara: "Agora minhas forças me faltam, e não tenho mais sopro" (Segond). "O sopro o abandonou" | ||
| - | [[biblia: | + | Jó suspira (Jó 27,3): "Por quanto tempo tenha minha respiração" |
| O profeta Isaías adverte (Is 2,22): " | O profeta Isaías adverte (Is 2,22): " | ||
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| A sétima menção da nishmat do homem (Jós 26,4) é traduzida por Segond e a Bíblia de Jerusalém, não por " | A sétima menção da nishmat do homem (Jós 26,4) é traduzida por Segond e a Bíblia de Jerusalém, não por " | ||
| - | Estas traduções " | + | Estas traduções " |
| Se neshama portanto quer dizer " | Se neshama portanto quer dizer " | ||
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