Ferramentas do usuário

Ferramentas do site


estudos:nothomb:creatio:start

Diferenças

Aqui você vê as diferenças entre duas revisões dessa página.

Link para esta página de comparações

Ambos lados da revisão anteriorRevisão anterior
estudos:nothomb:creatio:start [10/01/2026 15:54] mccastroestudos:nothomb:creatio:start [11/01/2026 06:14] (atual) – edição externa 127.0.0.1
Linha 1: Linha 1:
 ===== NOTHOMB CREATIO ===== ===== NOTHOMB CREATIO =====
-[[estudos:nothomb:start|Paul Nothomb]] — TÚNICAS DE CEGO — CRIAÇÃO+Paul Nothomb — TÚNICAS DE CEGO — CRIAÇÃO
  
-Veja-se a investigação sui generis deste pensador do que denomina "[[biblia:bo:start|Bíblia das Origens]]", os primeiros 10 capítulos da Bíblia. Seu conhecimento da língua hebraica juntamente com primorosa reflexão pessoal oferece a possibilidade de uma totalmente nova interpretação do Gênesis.+Veja-se a investigação sui generis deste pensador do que denomina "Bíblia das Origens", os primeiros 10 capítulos da Bíblia. Seu conhecimento da língua hebraica juntamente com primorosa reflexão pessoal oferece a possibilidade de uma totalmente nova interpretação do Gênesis.
  
 TÚNICAS DE CEGO TÚNICAS DE CEGO
-Da Criação ao [[biblia:tipologia:noe:diluvio:start|dilúvio]], a [[biblia:start|Bíblia]] das Origens conta poucas páginas, cerca de um centésimo da totalidade do que em linguagem cristã se denomina o “[[biblia:at:start|Antigo Testamento]]”.+Da Criação ao dilúvio, a Bíblia das Origens conta poucas páginas, cerca de um centésimo da totalidade do que em linguagem cristã se denomina o “Antigo Testamento”.
  
 A Bíblia das Origens não nos fala do passado como a Bíblia histórica, nem do futuro como a Bíblia profética, mas do presente. Do presente que em nós subsiste, apesar de nossa triste “condição humana”, de nossa prodigiosa “natureza” da qual ela nos ajuda a lembrar-nos. A Bíblia das Origens não nos fala do passado como a Bíblia histórica, nem do futuro como a Bíblia profética, mas do presente. Do presente que em nós subsiste, apesar de nossa triste “condição humana”, de nossa prodigiosa “natureza” da qual ela nos ajuda a lembrar-nos.
  
-No livro do Gênesis, três relatos da Criação provenientes, segundo a crítica, o primeiro e o terceiro da fonte “elohista” ([[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]] aí denominado Elohim) e o segundo da fonte “jeovista” (Deus aí sendo assinalado pelo tetragrama YHWH), se sucedem em uma ordem que não aquela de suas prováveis redações, mas que tem sua razão de ser:+No livro do Gênesis, três relatos da Criação provenientes, segundo a crítica, o primeiro e o terceiro da fonte “elohista” (Deus aí denominado Elohim) e o segundo da fonte “jeovista” (Deus aí sendo assinalado pelo tetragrama YHWH), se sucedem em uma ordem que não aquela de suas prováveis redações, mas que tem sua razão de ser:
 - O RELATO DITO DOS SEIS DIAS DA CRIAÇÃO (Gn 1,1-2,3); - O RELATO DITO DOS SEIS DIAS DA CRIAÇÃO (Gn 1,1-2,3);
 - O RELATO DITO DO JARDIM DO ÉDEN (Gn 2,4-3,24) - O RELATO DITO DO JARDIM DO ÉDEN (Gn 2,4-3,24)
Linha 18: Linha 18:
 Em tradução, estes dois relatos que abrem a “Bíblia das Origens” parecem, senão pouco compatíveis entre eles, pelo menos muito diferentes por sua abordagem do mesmo evento fundador. Mas mostraremos que no essencial eles se completam perfeitamente, o mais recente se revelando ao exame muito precioso para interpretar sem arbitrariedade os traços mais “mitológicos” do mais arcaico, especialmente no que concerne a “natureza” do Homem. Nós o analisaremos portanto em conjunto, em paralelo, a partir do texto hebraico, nossa única referência. Em tradução, estes dois relatos que abrem a “Bíblia das Origens” parecem, senão pouco compatíveis entre eles, pelo menos muito diferentes por sua abordagem do mesmo evento fundador. Mas mostraremos que no essencial eles se completam perfeitamente, o mais recente se revelando ao exame muito precioso para interpretar sem arbitrariedade os traços mais “mitológicos” do mais arcaico, especialmente no que concerne a “natureza” do Homem. Nós o analisaremos portanto em conjunto, em paralelo, a partir do texto hebraico, nossa única referência.
 ---- ----
-"O Livro do Princípio" (título hebreu do Gênesis, vide Bereshith) se transformou na [[biblia:at:septuaginta:start|Septuaginta]] em "Livro do Gênesis". Gênesis deriva da raiz grega comum às noções de "devir" e de "engendrar" que a noção de "Criar" no sentido bíblico justamente exclui (vide gênese e [[philokalia:philokalia-termos:genesis:start|genesis]]).+"O Livro do Princípio" (título hebreu do Gênesis, vide Bereshith) se transformou na Septuaginta em "Livro do Gênesis". Gênesis deriva da raiz grega comum às noções de "devir" e de "engendrar" que a noção de "Criar" no sentido bíblico justamente exclui (vide gênese e genesis).
  
-Empreendendo a tradução latina da Septuaginta, e a comparando com versão hebraica original, São [[ate-agostinho:jeronimo:start|Jerônimo]], descobriria pelo menos um outro erro literal tão grave na versão grega da "Bíblia das Origens". Mas como ela reforçava a interpretação moralizante do conjunto, já tradicional no judaísmo e ainda acentuada no cristianismo, ele não fará que assinalá-la en passant sem ousar corrigi-la. Pelo contrário crerá restabelecer integralmente a distinção dos dois verbos, que a Septuaginta tinha confundido, traduzindo o primeiro por "creare" (genesis) e o segundo por "facere" ([[philokalia:philokalia-termos:poiein:start|poiein]]).+Empreendendo a tradução latina da Septuaginta, e a comparando com versão hebraica original, São Jerônimo, descobriria pelo menos um outro erro literal tão grave na versão grega da "Bíblia das Origens". Mas como ela reforçava a interpretação moralizante do conjunto, já tradicional no judaísmo e ainda acentuada no cristianismo, ele não fará que assinalá-la en passant sem ousar corrigi-la. Pelo contrário crerá restabelecer integralmente a distinção dos dois verbos, que a Septuaginta tinha confundido, traduzindo o primeiro por "creare" (genesis) e o segundo por "facere" (poiein).
  
 Na Vulgata latina, obra de São Jerônimo no século III de nossa era, que se tornaria a versão oficial da Igreja romana antes de ser declarada infalível pelo Concílio de Trento, o hebreu BR' é traduzido por "creare" e o hebreu 'SSH por "facere" ("criar" e "fazer" nas bíblias em português). Na Vulgata latina, obra de São Jerônimo no século III de nossa era, que se tornaria a versão oficial da Igreja romana antes de ser declarada infalível pelo Concílio de Trento, o hebreu BR' é traduzido por "creare" e o hebreu 'SSH por "facere" ("criar" e "fazer" nas bíblias em português).
/home/mccastro/public_html/cristologia/data/pages/estudos/nothomb/creatio/start.txt · Última modificação: por 127.0.0.1

Exceto onde for informado ao contrário, o conteúdo neste wiki está sob a seguinte licença: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki