estudos:merton:monte-carmelo:quietude:start
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| ===== MERTON QUIETUDE ===== | ===== MERTON QUIETUDE ===== | ||
| - | Thomas | + | Thomas Merton — Ascensão para a Verdade |
| === A INTELIGÊNCIA NA ORAÇÃO DE QUIETUDE === | === A INTELIGÊNCIA NA ORAÇÃO DE QUIETUDE === | ||
| - | S. [[contra-reforma: | + | S. João da Cruz e S. Teresa nos deixaram estudos minuciosos dos caminhos da oração contemplativa. Mais do que qualquer outro místico, eles nos descreveram os pormenores práticos de nossa cooperação com o Espírito de Deus no grau de oração que aqui nos interessa. Ambos acham que na Noite dos sentidos e na oração de Quietude, as faculdades da alma são de algum modo passivas. Mas concordam também em que elas ainda são livres de agir, podendo ajudar ou estorvar a ação de Deus. Pensam igualmente que para ajudar a obra da graça, as faculdades devem pôr-se em uma atividade muito simplificada, |
| Quero aqui resumir um importante capítulo na vida de S. Teresa. Ele nos diz o que a nossa alma pode e deve fazer na oração de quietude. | Quero aqui resumir um importante capítulo na vida de S. Teresa. Ele nos diz o que a nossa alma pode e deve fazer na oração de quietude. | ||
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| São passivas, isto é, nada podem fazer nem para adquirir esta bênção, nem para conservá-la. É um puro dom de Deus. Não é produzido por nenhuma técnica deliberada. Os nossos esforços só podem dispor-nos a recebê-lo como uma dádiva. É por isto que a oração de quietude pode ser distinta dos paralelos naturais da experiência mística, ao alcance do esforço do homem. A alma pode tornar-se recolhida à custa dos próprios esforços, concentrando-se em si mesma numa experiência profundamente repousante. Mesmo o amor humano pode às vezes produzir esse efeito, embora seja mais apto a gerar a inquietude do que a paz. A alma que adquiriu um alto grau ascético de recolhimento é capaz de produzir voluntariamente uma reflexão intelectual sobre o ser metafísico de Deus presente em seu íntimo. Isso pode às vezes ser realçado por uma inspiração natural do gênero a que já nos referimos ao falar da intuição metafísica do ser. Na oração da quietude, a experiência é algo de maior. A alma inteira sente-se iluminada, vitalizada, erguida a um novo plano do ser, e livre, até certo ponto, das limitações materiais. Ela tem um extraordinário senso de lucidez e de liberdade, como um adolescente que acaba de sair da aula ou um pássaro que fugiu da gaiola,. Mas acima de tudo isso, está a divina Realidade em que esta experiência se passa. Não é pelo pensamento ou a reflexão que a alma chegou a Deus, nem é por um conceito que O apreende. Contudo, ela está " | São passivas, isto é, nada podem fazer nem para adquirir esta bênção, nem para conservá-la. É um puro dom de Deus. Não é produzido por nenhuma técnica deliberada. Os nossos esforços só podem dispor-nos a recebê-lo como uma dádiva. É por isto que a oração de quietude pode ser distinta dos paralelos naturais da experiência mística, ao alcance do esforço do homem. A alma pode tornar-se recolhida à custa dos próprios esforços, concentrando-se em si mesma numa experiência profundamente repousante. Mesmo o amor humano pode às vezes produzir esse efeito, embora seja mais apto a gerar a inquietude do que a paz. A alma que adquiriu um alto grau ascético de recolhimento é capaz de produzir voluntariamente uma reflexão intelectual sobre o ser metafísico de Deus presente em seu íntimo. Isso pode às vezes ser realçado por uma inspiração natural do gênero a que já nos referimos ao falar da intuição metafísica do ser. Na oração da quietude, a experiência é algo de maior. A alma inteira sente-se iluminada, vitalizada, erguida a um novo plano do ser, e livre, até certo ponto, das limitações materiais. Ela tem um extraordinário senso de lucidez e de liberdade, como um adolescente que acaba de sair da aula ou um pássaro que fugiu da gaiola,. Mas acima de tudo isso, está a divina Realidade em que esta experiência se passa. Não é pelo pensamento ou a reflexão que a alma chegou a Deus, nem é por um conceito que O apreende. Contudo, ela está " | ||
| - | E agora, ainda um pouco de S. Teresa. Ela zomba das pessoas que gozaram deste prazer e depois tentam recapturá-lo por seus próprios esforços. Mas ela o faz com muita bondade, porque, afinal de contas, também fora um deles. Os principiantes na oração recebem este admirável sentimento interior. Não ousam mais mover-se. Param transfixados, | + | E agora, ainda um pouco de S. Teresa. Ela zomba das pessoas que gozaram deste prazer e depois tentam recapturá-lo por seus próprios esforços. Mas ela o faz com muita bondade, porque, afinal de contas, também fora um deles. Os principiantes na oração recebem este admirável sentimento interior. Não ousam mais mover-se. Param transfixados, |
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