| Se levarmos em conta a analogia das estruturas, discernível nos aspectos diversamente orientados do amor, a querela sobre a "primazia genética" de uma delas (por exemplo, a libido ou a *Geltungstrieb*) parece mais uma questão de palavras do que de experiência. Nosso raciocínio, portanto, ao estudar o amor místico, não atribui um lugar particular a um sentimento "terrestre" específico que explicaria sua gênese; ele apenas distingue e opõe o "amor do absoluto" aos sentimentos humanos reais, revelando que a gênese da absolutização do objeto do amor, e, portanto, a gênese da mística em geral, pode — talvez — ser buscada no próprio fenômeno-amor, sem especificar mais. É desnecessário acrescentar que não temos razão para atribuir ao objeto intencional do amor místico outro tipo de existência que não a existência intencional. No entanto, a presença desse objeto é importante para nós, já que a estrutura da intenção amorosa, como mencionado, contém uma tendência a deificar seu objeto; em outras palavras, a mistificação religiosa é uma virtualidade constante do sentimento erótico. | Se levarmos em conta a analogia das estruturas, discernível nos aspectos diversamente orientados do amor, a querela sobre a "primazia genética" de uma delas (por exemplo, a libido ou a *Geltungstrieb*) parece mais uma questão de palavras do que de experiência. Nosso raciocínio, portanto, ao estudar o amor místico, não atribui um lugar particular a um sentimento "terrestre" específico que explicaria sua gênese; ele apenas distingue e opõe o "amor do absoluto" aos sentimentos humanos reais, revelando que a gênese da absolutização do objeto do amor, e, portanto, a gênese da mística em geral, pode — talvez — ser buscada no próprio fenômeno-amor, sem especificar mais. É desnecessário acrescentar que não temos razão para atribuir ao objeto intencional do amor místico outro tipo de existência que não a existência intencional. No entanto, a presença desse objeto é importante para nós, já que a estrutura da intenção amorosa, como mencionado, contém uma tendência a deificar seu objeto; em outras palavras, a mistificação religiosa é uma virtualidade constante do sentimento erótico. |