estudos:iconografia:icones-trabalho-interior-exterior:start
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| Estes são os primeiros passos em um longo processo que, completo, pode ser compreendido como uma transformação da matéria. Enquanto conhecendo integralmente as propriedades materiais e orgânicas de seus materiais o mestre pintor os destrói em um estágio de sua existência a fim de recriá-los em outro nível. E para isto necessita conhecer as leis da criação. | Estes são os primeiros passos em um longo processo que, completo, pode ser compreendido como uma transformação da matéria. Enquanto conhecendo integralmente as propriedades materiais e orgânicas de seus materiais o mestre pintor os destrói em um estágio de sua existência a fim de recriá-los em outro nível. E para isto necessita conhecer as leis da criação. | ||
| - | Ao mesmo tempo uma transformação paralela tem lugar dentro dele mesmo de acordo com as leis da criação. Vimos na [[philokalia: | + | Ao mesmo tempo uma transformação paralela tem lugar dentro dele mesmo de acordo com as leis da criação. Vimos na Philokalia qual é o trabalho do verdadeiro monge e Hesicasta: enquanto ele trabalha para a perfeição de suas técnicas nas matéria vegetal e mineral, assim também ele trabalha interiormente na manutenção de um estado de equilíbrio para que sua mente seja protegida de distrações mentais aleatórias e seus sentimentos de se perder em “paixões”. |
| Trabalho psíquico intenso, quando corretamente conduzido, traz um estado interior que é descrito como aquele da “iluminação”. E assim na pintura de um ícone duas iluminações têm lugar: uma visível em forma de pintura e a outra invisível no pintor. Embora uma tenha lugar no mundo material e a outra no mundo psíquico os dois processos estão intimamente atados um com o outro. Devemos tentar ver que as propriedades e qualidades de luz e cor na parte material de uma pinturas sagrada corresponderá às qualidades e energias espirituais ativas dentro do pintor ele mesmo. | Trabalho psíquico intenso, quando corretamente conduzido, traz um estado interior que é descrito como aquele da “iluminação”. E assim na pintura de um ícone duas iluminações têm lugar: uma visível em forma de pintura e a outra invisível no pintor. Embora uma tenha lugar no mundo material e a outra no mundo psíquico os dois processos estão intimamente atados um com o outro. Devemos tentar ver que as propriedades e qualidades de luz e cor na parte material de uma pinturas sagrada corresponderá às qualidades e energias espirituais ativas dentro do pintor ele mesmo. | ||
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| Para o hesicasta o desenvolvimento das energias interiores em uma ciência exata. As energias psíquicas e a matéria psíquica, como suas contrapartes, | Para o hesicasta o desenvolvimento das energias interiores em uma ciência exata. As energias psíquicas e a matéria psíquica, como suas contrapartes, | ||
| - | O conhecimento do mestre pintor o habilita a reunir e prepara seus materiais de modo que eles podem ser transformados por seu trabalho e [[estudos: | + | O conhecimento do mestre pintor o habilita a reunir e prepara seus materiais de modo que eles podem ser transformados por seu trabalho e Arte. Ao mesmo tempo ele prepara os materiais que constitui ele mesmo, ou seja, sua mente e seu corpo, que agora podem começar a submeter influências espirituais que descem através dele do alto. Em ambos os casos o inferior recebe um fluxo de energias superiores. No caso de pigmentos físicos e materiais de pintura isto será luz, e no caso da matéria psíquica que constitui a vida interior será luz espiritual. |
| Eis porque a qualidade nos bons ícones primitivos que têm o mais amplo e geral apelo é o da luminosidade. Muitos visitantes das igrejas e museus na Grécia e na Rússia foram surpreendidos pelas “cores brilhantes” cuja pureza luminosa emite vibrações que nos chocam direta e independentemente dos temas que ilustram. Podemos ser similarmente movidos pelas músicas sagradas cantada em uma linguagem que não compreendemos. | Eis porque a qualidade nos bons ícones primitivos que têm o mais amplo e geral apelo é o da luminosidade. Muitos visitantes das igrejas e museus na Grécia e na Rússia foram surpreendidos pelas “cores brilhantes” cuja pureza luminosa emite vibrações que nos chocam direta e independentemente dos temas que ilustram. Podemos ser similarmente movidos pelas músicas sagradas cantada em uma linguagem que não compreendemos. | ||
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