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 ===== ÍCONES DA ENTRADA EM JERUSALÉM ===== ===== ÍCONES DA ENTRADA EM JERUSALÉM =====
  
-[[evangelho-de-jesus:atos-de-jesus:domingo-de-ramos:start|Domingo de Ramos]]+Domingo de Ramos
  
 Richard Temple Richard Temple
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 É característico das escrituras sagradas que cada pequeno detalhe possa conter muitos níveis de significado. Neste caso, os ramos do Domingo de Ramos genuinamente contêm a ideia da aclamação ao vitorioso pela multidão. E a vitória é, sem dúvida, para ser entendida em um sentido espiritual. Isto é enfatizado pela ideia de entrada dentro da Cidade, a transição do mundo exterior a um fechado dentro de muros. É característico das escrituras sagradas que cada pequeno detalhe possa conter muitos níveis de significado. Neste caso, os ramos do Domingo de Ramos genuinamente contêm a ideia da aclamação ao vitorioso pela multidão. E a vitória é, sem dúvida, para ser entendida em um sentido espiritual. Isto é enfatizado pela ideia de entrada dentro da Cidade, a transição do mundo exterior a um fechado dentro de muros.
  
-A Entrada de [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]] em Jerusalém, portanto, pode ser compreendida como uma descrição de uma transição mística. Contemplando sua entrada na Cidade, compreendemos a conquista do Cristo de sua própria natureza inferior (representada também pelo Asno ou Cavalo sobre o qual está montado) e assim sua chegada ao estado completo de autocontenção, a necessária condição interior para os eventos espirituais supremos que estavam para se desdobrar.+A Entrada de Cristo em Jerusalém, portanto, pode ser compreendida como uma descrição de uma transição mística. Contemplando sua entrada na Cidade, compreendemos a conquista do Cristo de sua própria natureza inferior (representada também pelo Asno ou Cavalo sobre o qual está montado) e assim sua chegada ao estado completo de autocontenção, a necessária condição interior para os eventos espirituais supremos que estavam para se desdobrar.
  
 O ícone da Entrada em Jerusalém mostra Cristo sobre um potro ou cavalo (ou burrico nas escrituras) e acompanhado de seus discípulos. Ele está cavalgando para Jerusalém onde ele é saudado por cidadãos nos portões. No fundo estão elementos familiares da paisagem cósmica: céu dourado, montanha e caverna. Em adição a isto temos a palmeira da qual os ramos foram cortados e na qual vemos “pequeninos” subindo. À direita está a cidade de Jerusalém cercada dentro de muros e fortificações. Na frente estão pequeninos, alguns dos quais tiram suas roupas para dispô-las no caminho por onde passa Cristo sobre sua montada. O ícone da Entrada em Jerusalém mostra Cristo sobre um potro ou cavalo (ou burrico nas escrituras) e acompanhado de seus discípulos. Ele está cavalgando para Jerusalém onde ele é saudado por cidadãos nos portões. No fundo estão elementos familiares da paisagem cósmica: céu dourado, montanha e caverna. Em adição a isto temos a palmeira da qual os ramos foram cortados e na qual vemos “pequeninos” subindo. À direita está a cidade de Jerusalém cercada dentro de muros e fortificações. Na frente estão pequeninos, alguns dos quais tiram suas roupas para dispô-las no caminho por onde passa Cristo sobre sua montada.
  
-O ícone toma os elementos da narrativa principal do texto do evangelho que descreve o evento.Mas nenhuma tentativa é feita de apresentar a estória literalmente e os detalhes tomam seus verdadeiro sentido quando compreendidos como alegorias. O Raio [[biblia:figuras:divindade:divino:start|Divino]] está presente nos elementos “cósmicos” que já foram mencionados. A presença do mundo inferior é implicada pela caverna que abre no lado da montanha. O mundo superior não é mostrado pelo quadrante tal como vimos nos [[estudos:iconografia:icones-de-sao-jorge:start|Ícones de São Jorge]] porque o mundo superior está verdadeiramente presente, encarnado na pessoa do Cristo. O Cristo é mostrado, não em vestimentas que teria vestido como uma carpinteiro de Nazaré, mas garboso nas vestes de um mestre-filósofo. E não é irracional ver na cavalgadura a submissão da animalidade à espiritualidade no mesmo sentido que compreendemos o simbolismo de São Jorge dominando o cavalo enquanto doma o dragão. A simples e diminuta rama na mão do cidadão em destaque e os gesto restritos de todo o grupo ao seu redor sugerem que o “triunfo” é dificilmente terrestre.+O ícone toma os elementos da narrativa principal do texto do evangelho que descreve o evento.Mas nenhuma tentativa é feita de apresentar a estória literalmente e os detalhes tomam seus verdadeiro sentido quando compreendidos como alegorias. O Raio Divino está presente nos elementos “cósmicos” que já foram mencionados. A presença do mundo inferior é implicada pela caverna que abre no lado da montanha. O mundo superior não é mostrado pelo quadrante tal como vimos nos Ícones de São Jorge porque o mundo superior está verdadeiramente presente, encarnado na pessoa do Cristo. O Cristo é mostrado, não em vestimentas que teria vestido como uma carpinteiro de Nazaré, mas garboso nas vestes de um mestre-filósofo. E não é irracional ver na cavalgadura a submissão da animalidade à espiritualidade no mesmo sentido que compreendemos o simbolismo de São Jorge dominando o cavalo enquanto doma o dragão. A simples e diminuta rama na mão do cidadão em destaque e os gesto restritos de todo o grupo ao seu redor sugerem que o “triunfo” é dificilmente terrestre.
  
 No ícone vemos pequeninos na frente removendo suas roupas para dispô-las sob o per da montada. Estas roupas exteriores são vermelhas ou multicoloridas, e quando removida, revelam a pura brancura. E assim o detalhe onde vemos pequeninos removendo seus mantos reafirma, em outra chave, o tema principal da Entrada em Jerusalém, nomeadamente a transição espiritual. No ícone vemos pequeninos na frente removendo suas roupas para dispô-las sob o per da montada. Estas roupas exteriores são vermelhas ou multicoloridas, e quando removida, revelam a pura brancura. E assim o detalhe onde vemos pequeninos removendo seus mantos reafirma, em outra chave, o tema principal da Entrada em Jerusalém, nomeadamente a transição espiritual.
  
-Porque pequeninos ? Eles não são mencionados no evangelho (Domingo de Ramos) onde lemos “uma grande multidão espalho suas vestes no caminho”. Entretanto, a tradição vai além pelo menos até o século VI onde vemos o mesmo detalhe nos [[evangelho-de-jesus:evangelhos:start|Evangelhos]] de Rossano. Isto sugere que sua origem pode ser buscada entre os pensadores alegóricos de Alexandria e as tradições da antiguidade que aportaram ao Cristianismo.+Porque pequeninos ? Eles não são mencionados no evangelho (Domingo de Ramos) onde lemos “uma grande multidão espalho suas vestes no caminho”. Entretanto, a tradição vai além pelo menos até o século VI onde vemos o mesmo detalhe nos Evangelhos de Rossano. Isto sugere que sua origem pode ser buscada entre os pensadores alegóricos de Alexandria e as tradições da antiguidade que aportaram ao Cristianismo.
  
-O significado é sugerido quando compreendemos que todas as fases do desenvolvimento natural humano são paralelos às imagens que simbolizam nossas vidas espirituais. endo alcançado a maturidade física devemos agora buscar ser renascidos “do espírito” ([[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:nascer-do-alto:start|Nascer do Alto]]). Isto significa outra concepção, outro nascimento, outra pequenez, outra educação, e assim por diante. Estes são eventos místicos e, enquanto se referem a nossas próprias vidas interiores, não são eventos físicos.+O significado é sugerido quando compreendemos que todas as fases do desenvolvimento natural humano são paralelos às imagens que simbolizam nossas vidas espirituais. endo alcançado a maturidade física devemos agora buscar ser renascidos “do espírito” (Nascer do Alto). Isto significa outra concepção, outro nascimento, outra pequenez, outra educação, e assim por diante. Estes são eventos místicos e, enquanto se referem a nossas próprias vidas interiores, não são eventos físicos.
  
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