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| - | ===== RAHNER MANDRAGORA | + | ===== Mandrágora |
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| ==== A Mandrágora, | ==== A Mandrágora, | ||
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| Mitos Gregos em interpretação cristã, Hugo Rahner, Herder: Barcelona, Espanha, 2003, 381 p. ISBN 84-254-2283-3 título original: “ Griechische Mythen in christlicher Deutung” © 1945, “ Orden der Gesellschaft Jesu, Munich” trad. Carlota Rubies, prólogo de Lluís Duch (autor dos livros “ Mito, interpretación y cultura” e “ Antropologia de la religión” publicados pela mesma editora). | Mitos Gregos em interpretação cristã, Hugo Rahner, Herder: Barcelona, Espanha, 2003, 381 p. ISBN 84-254-2283-3 título original: “ Griechische Mythen in christlicher Deutung” © 1945, “ Orden der Gesellschaft Jesu, Munich” trad. Carlota Rubies, prólogo de Lluís Duch (autor dos livros “ Mito, interpretación y cultura” e “ Antropologia de la religión” publicados pela mesma editora). | ||
| Contribuição e tradução de Antonio Carneiro de excertos das páginas 219-263 | Contribuição e tradução de Antonio Carneiro de excertos das páginas 219-263 | ||
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| O cão era, para o homem antigo, um animal ctônico, era de certo modo a materialização terrena do demoníaco. Hécate era, como vimos, a senhora dos cachorros. Os demônios aparecem com sua figura e em um escrito mágico bizantino, o “Testamento de [[biblia: | O cão era, para o homem antigo, um animal ctônico, era de certo modo a materialização terrena do demoníaco. Hécate era, como vimos, a senhora dos cachorros. Os demônios aparecem com sua figura e em um escrito mágico bizantino, o “Testamento de [[biblia: | ||
| - | No profundo deverá se fundir | + | No profundo deverá se fundir |
| - | a cauda da serpente, | + | a cauda da serpente, |
| - | em direção ao fundo deverá mergulhar | + | em direção ao fundo deverá mergulhar |
| - | o verme alado, | + | o verme alado, |
| - | o “demon” da matéria, | + | o “demon” da matéria, |
| - | névoa da alma, | + | névoa da alma, \\ |
| - | idólatra, | + | idólatra, |
| - | que invoca os cachorros | + | que invoca os cachorros |
| - | carregados de Maldição | + | carregados de Maldição |
| - | [[estudos: | + | [[estudos: |
| - | mantém longe de meu espírito | + | mantém longe de meu espírito |
| - | os cachorros devoradores da alma. | + | os cachorros devoradores da alma. \\ |
| Com estes “cachorros devoradores de alma” temos chegado ao extremo oposto da “flor sanativa da alma”. Às tremendas práticas mágicas que serviam para obter a mandrágora, | Com estes “cachorros devoradores de alma” temos chegado ao extremo oposto da “flor sanativa da alma”. Às tremendas práticas mágicas que serviam para obter a mandrágora, | ||
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| + | RESUMO EM TÓPICOS | ||
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| + | ====== A Mandrágora: | ||
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| + | * I. A Mandrágora no Jardim de Circe: Entre a Magia Antiga e a Medicina Humana | ||
| + | * Caracterização da mandrágora como a " | ||
| + | * Atribuição de propriedades anestésicas e psicotrópicas na medicina antiga, sendo descrita por Dioscórides e Plínio como um sedativo para cirurgias e um remédio contra a insônia, mas sempre sob a sombra do perigo mortal. | ||
| + | * Antropomorfismo botânico da raiz, cuja forma bípede evocava a figura humana, gerando a crença de que a planta seria um " | ||
| + | * Ritualística perigosa de colheita que exigia o uso de um cão para arrancar a raiz, baseada na superstição de que o grito da mandrágora ao ser extraída causaria a morte imediata de quem a ouvisse. | ||
| + | * Conexão entre a mandrágora e o "sono de morte", | ||
| + | * II. Erudição Bíblica e a Planta do Amor: O Mistério de Raquel e as Mandrágoras do Gênesis | ||
| + | * Interpretação do episódio bíblico das mandrágoras (duda' | ||
| + | * Transmutação do símbolo da mandrágora de planta mágica em " | ||
| + | * Exegese patrística sobre o Cantar dos Cantares, onde o odor das mandrágoras é associado à fragrância das virtudes e ao florescimento da Igreja nascente durante o período dos mártires. | ||
| + | * Visão de Santo Agostinho que desmistifica as propriedades mágicas da planta, tratando-a como um símbolo da beleza da criação que, embora atraente aos sentidos, deve ser submetida ao uso espiritual. | ||
| + | * O papel da mandrágora na tipologia cristã como representação do corpo humano ou da natureza humana que, embora enraizada no pecado (terra), anseia pela cura e pela integração no plano divino. | ||
| + | * III. A Mandrágora Cristã: Simbolismo da Cura, da Paixão e da Redenção da Carne | ||
| + | * Desenvolvimento da alegoria do "Cão de Deus" (Domini Canis) na extração da raiz humana, onde o sacrifício do animal simboliza a morte de Cristo que permite a salvação da humanidade presa ao solo. | ||
| + | * Identificação da mandrágora com a própria figura humana necessitada de redenção, cujos " | ||
| + | * Aplicação da planta na mística medieval como símbolo da " | ||
| + | * Confluência entre a tradição clássica e a cristã, onde a planta que antes pertencia a Circe é " | ||
| + | * Síntese final da jornada simbólica: a transição da "raiz negra" (a miséria da condição humana) para a "fruta aromática" | ||
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