Ferramentas do usuário

Ferramentas do site


estudos:hugo-rahner:mandragora:start

Diferenças

Aqui você vê as diferenças entre duas revisões dessa página.

Link para esta página de comparações

Ambos lados da revisão anteriorRevisão anterior
estudos:hugo-rahner:mandragora:start [10/01/2026 10:40] mccastroestudos:hugo-rahner:mandragora:start [10/01/2026 12:13] (atual) mccastro
Linha 32: Linha 32:
  
 Com estes “cachorros devoradores de alma” temos chegado ao extremo oposto da “flor sanativa da alma”. Às tremendas práticas mágicas que serviam para obter a mandrágora, acrescenta-se agora a magia noturna do cachorro. Com estes “cachorros devoradores de alma” temos chegado ao extremo oposto da “flor sanativa da alma”. Às tremendas práticas mágicas que serviam para obter a mandrágora, acrescenta-se agora a magia noturna do cachorro.
 +
 +----
 +
 +RESUMO EM TÓPICOS
 +
 +====== A Mandrágora: Eterna Raiz Humana e sua Hermenêutica Simbólica ======
 +
 +  * I. A Mandrágora no Jardim de Circe: Entre a Magia Antiga e a Medicina Humana
 +    * Caracterização da mandrágora como a "planta de Circe" e antítese da Moly, representando o mergulho nas profundezas da terra (Gaia) e o terror associado às forças ctônicas e noturnas.
 +    * Atribuição de propriedades anestésicas e psicotrópicas na medicina antiga, sendo descrita por Dioscórides e Plínio como um sedativo para cirurgias e um remédio contra a insônia, mas sempre sob a sombra do perigo mortal.
 +    * Antropomorfismo botânico da raiz, cuja forma bípede evocava a figura humana, gerando a crença de que a planta seria um "semi-homem" ou uma criatura vegetal dotada de alma e sensibilidade.
 +    * Ritualística perigosa de colheita que exigia o uso de um cão para arrancar a raiz, baseada na superstição de que o grito da mandrágora ao ser extraída causaria a morte imediata de quem a ouvisse.
 +    * Conexão entre a mandrágora e o "sono de morte", simbolizando a perda da consciência racional e a queda no domínio dos sonhos e das ilusões provocadas pelas potências do mundo inferior.
 +  * II. Erudição Bíblica e a Planta do Amor: O Mistério de Raquel e as Mandrágoras do Gênesis
 +    * Interpretação do episódio bíblico das mandrágoras (duda'im) encontradas por Rubem, que desencadeiam o conflito e a negociação de fertilidade entre Lia e Raquel no livro do Gênesis.
 +    * Transmutação do símbolo da mandrágora de planta mágica em "maçã do amor" e símbolo de fecundidade, integrando a tradição botânica oriental à narrativa da linhagem de Israel.
 +    * Exegese patrística sobre o Cantar dos Cantares, onde o odor das mandrágoras é associado à fragrância das virtudes e ao florescimento da Igreja nascente durante o período dos mártires.
 +    * Visão de Santo Agostinho que desmistifica as propriedades mágicas da planta, tratando-a como um símbolo da beleza da criação que, embora atraente aos sentidos, deve ser submetida ao uso espiritual.
 +    * O papel da mandrágora na tipologia cristã como representação do corpo humano ou da natureza humana que, embora enraizada no pecado (terra), anseia pela cura e pela integração no plano divino.
 +  * III. A Mandrágora Cristã: Simbolismo da Cura, da Paixão e da Redenção da Carne
 +    * Desenvolvimento da alegoria do "Cão de Deus" (Domini Canis) na extração da raiz humana, onde o sacrifício do animal simboliza a morte de Cristo que permite a salvação da humanidade presa ao solo.
 +    * Identificação da mandrágora com a própria figura humana necessitada de redenção, cujos "membros" vegetais são libertos da cegueira e do silêncio pela intervenção do Logos Salvador.
 +    * Aplicação da planta na mística medieval como símbolo da "paixão de amor", representando o desejo da alma que busca a união com o divino através do sofrimento e da transformação da matéria.
 +    * Confluência entre a tradição clássica e a cristã, onde a planta que antes pertencia a Circe é "batizada" para servir como imagem da ressurreição, florescendo a partir do contato com o sangue espiritual.
 +    * Síntese final da jornada simbólica: a transição da "raiz negra" (a miséria da condição humana) para a "fruta aromática" (a santidade), culminando na visão de uma psicoterapia sobrenatural que reconcilia o homem com sua origem celeste.
  
 ---- ----
/home/mccastro/public_html/cristologia/data/pages/estudos/hugo-rahner/mandragora/start.txt · Última modificação: por mccastro

Exceto onde for informado ao contrário, o conteúdo neste wiki está sob a seguinte licença: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki