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| Com estes “cachorros devoradores de alma” temos chegado ao extremo oposto da “flor sanativa da alma”. Às tremendas práticas mágicas que serviam para obter a mandrágora, | Com estes “cachorros devoradores de alma” temos chegado ao extremo oposto da “flor sanativa da alma”. Às tremendas práticas mágicas que serviam para obter a mandrágora, | ||
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| + | RESUMO EM TÓPICOS | ||
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| + | ====== A Mandrágora: | ||
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| + | * I. A Mandrágora no Jardim de Circe: Entre a Magia Antiga e a Medicina Humana | ||
| + | * Caracterização da mandrágora como a " | ||
| + | * Atribuição de propriedades anestésicas e psicotrópicas na medicina antiga, sendo descrita por Dioscórides e Plínio como um sedativo para cirurgias e um remédio contra a insônia, mas sempre sob a sombra do perigo mortal. | ||
| + | * Antropomorfismo botânico da raiz, cuja forma bípede evocava a figura humana, gerando a crença de que a planta seria um " | ||
| + | * Ritualística perigosa de colheita que exigia o uso de um cão para arrancar a raiz, baseada na superstição de que o grito da mandrágora ao ser extraída causaria a morte imediata de quem a ouvisse. | ||
| + | * Conexão entre a mandrágora e o "sono de morte", | ||
| + | * II. Erudição Bíblica e a Planta do Amor: O Mistério de Raquel e as Mandrágoras do Gênesis | ||
| + | * Interpretação do episódio bíblico das mandrágoras (duda' | ||
| + | * Transmutação do símbolo da mandrágora de planta mágica em " | ||
| + | * Exegese patrística sobre o Cantar dos Cantares, onde o odor das mandrágoras é associado à fragrância das virtudes e ao florescimento da Igreja nascente durante o período dos mártires. | ||
| + | * Visão de Santo Agostinho que desmistifica as propriedades mágicas da planta, tratando-a como um símbolo da beleza da criação que, embora atraente aos sentidos, deve ser submetida ao uso espiritual. | ||
| + | * O papel da mandrágora na tipologia cristã como representação do corpo humano ou da natureza humana que, embora enraizada no pecado (terra), anseia pela cura e pela integração no plano divino. | ||
| + | * III. A Mandrágora Cristã: Simbolismo da Cura, da Paixão e da Redenção da Carne | ||
| + | * Desenvolvimento da alegoria do "Cão de Deus" (Domini Canis) na extração da raiz humana, onde o sacrifício do animal simboliza a morte de Cristo que permite a salvação da humanidade presa ao solo. | ||
| + | * Identificação da mandrágora com a própria figura humana necessitada de redenção, cujos " | ||
| + | * Aplicação da planta na mística medieval como símbolo da " | ||
| + | * Confluência entre a tradição clássica e a cristã, onde a planta que antes pertencia a Circe é " | ||
| + | * Síntese final da jornada simbólica: a transição da "raiz negra" (a miséria da condição humana) para a "fruta aromática" | ||
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