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 ===== PAI ===== ===== PAI =====
-[[biblia:figuras:santissima-trindade:start|SANTÍSSIMA TRINDADE]] — [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]]+SANTÍSSIMA TRINDADE — Pai
  
 CRISTOLOGIA CRISTOLOGIA
-[[estudos:ernst-benz:start|Ernst Benz]]: Excertos de "Descrição do Cristianismo"+Ernst Benz: Excertos de "Descrição do Cristianismo"
  
-O elemento decididamente novo da fé cristã em [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]], no Novo Testamento, é sua íntima ligação com a pessoa, a doutrina e a obra de Jesus [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]], de tal sorte que se torna difícil estabelecer a linha divisória entre a doutrina sobre Deus e a Cristologia. Jesus mesmo professou o Deus dos [[philokalia:philokalia-termos:pais:start|pais]], o Deus de [[biblia:figuras:abraao:start|Abraão]], de Isaac e de Jacó (Mc 12,26), mas ele se autocompreende como sendo o cumprimento da promessa do Messias [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]] do Homem, que se identifica com o Filho de Deus, aquele que estabelece o Reino de Deus. Para a experiência religiosa que está por trás do autoconhecimento messiânico de Jesus a consciência de o Messias Filho do Homem ser o Filho de Deus desempenha um papel decisivo. A relação particular de Jesus com Deus se expressa pelo fato de Jesus o chamar de Pai. Nas [[oracao:oracao:oracoes:start|orações]] Jesus emprega para Deus (Mc 14,36) a palavra "[[biblia:figuras:abba:start|Abba]]", que não é usual na linguagem religiosa comum do judaísmo e que só é empregada pelas crianças, referindo-se ao seu pai terreno (papai). Esta relação [[biblia:figuras:pai-mae-filho:pai-filho:start|Pai-FIlho]] passa a ser o modelo para a relação do cristão com o seu Deus. No evoluir da autocompreensão messiânica de Jesus o chamado à [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:filiacao:start|filiação]] divina desempenhou um papel decisivo. Segundo o relato do batismo ele se deu pela voz vinda do céu: "Este é meu Filho amado em que ponho minha afeição" (Mt 3,17; Mc 1,11; Lc 3,22). Segundo o [[evangelho-de-jesus:evangelhos:evangelho-de-joao:start|Evangelho de João]] esta filiação é a base da autoconsciência de Jesus: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30). A fé no Filho faz com que seja realidade também a unidade com o Pai. O Filho torna-se o mediador da glória do Pai para os que nele creem. Em sua [[oracao:start|oração]] sacerdotal (Jo 17,22-23) Jesus diz: "[[philokalia:philokalia-termos:dei:start|dei]]-lhes a glória que tu me deste, a fim de que sejam um como nós somos um, eu neles e tu em mim, para que sejam consumados na unidade". Na oração que, a pedido deles, Jesus ensinou aos seus discípulos, eles dirigem-se a Deus como "[[oracao:pai-nosso:start|Pai Nosso]]", e também nas imagens e parábolas dos discursos de Jesus Deus aparece como pai. Para os [[biblia:figuras:nt-personagens:discipulos:start|discípulos de Jesus]] Deus passou, assim, a ser o Deus próximo, que se comunica com os homens não através de potências angélicas nem de seres intermediários, mas que, como criador e conservador, busca paternalmente conquistar o amor de seus filhos "perdidos".+O elemento decididamente novo da fé cristã em Deus, no Novo Testamento, é sua íntima ligação com a pessoa, a doutrina e a obra de Jesus Cristo, de tal sorte que se torna difícil estabelecer a linha divisória entre a doutrina sobre Deus e a Cristologia. Jesus mesmo professou o Deus dos pais, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó (Mc 12,26), mas ele se autocompreende como sendo o cumprimento da promessa do Messias Filho do Homem, que se identifica com o Filho de Deus, aquele que estabelece o Reino de Deus. Para a experiência religiosa que está por trás do autoconhecimento messiânico de Jesus a consciência de o Messias Filho do Homem ser o Filho de Deus desempenha um papel decisivo. A relação particular de Jesus com Deus se expressa pelo fato de Jesus o chamar de Pai. Nas orações Jesus emprega para Deus (Mc 14,36) a palavra "Abba", que não é usual na linguagem religiosa comum do judaísmo e que só é empregada pelas crianças, referindo-se ao seu pai terreno (papai). Esta relação Pai-FIlho passa a ser o modelo para a relação do cristão com o seu Deus. No evoluir da autocompreensão messiânica de Jesus o chamado à filiação divina desempenhou um papel decisivo. Segundo o relato do batismo ele se deu pela voz vinda do céu: "Este é meu Filho amado em que ponho minha afeição" (Mt 3,17; Mc 1,11; Lc 3,22). Segundo o Evangelho de João esta filiação é a base da autoconsciência de Jesus: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30). A fé no Filho faz com que seja realidade também a unidade com o Pai. O Filho torna-se o mediador da glória do Pai para os que nele creem. Em sua oração sacerdotal (Jo 17,22-23) Jesus diz: "dei-lhes a glória que tu me deste, a fim de que sejam um como nós somos um, eu neles e tu em mim, para que sejam consumados na unidade". Na oração que, a pedido deles, Jesus ensinou aos seus discípulos, eles dirigem-se a Deus como "Pai Nosso", e também nas imagens e parábolas dos discursos de Jesus Deus aparece como pai. Para os discípulos de Jesus Deus passou, assim, a ser o Deus próximo, que se comunica com os homens não através de potências angélicas nem de seres intermediários, mas que, como criador e conservador, busca paternalmente conquistar o amor de seus filhos "perdidos".
  
 A morte e a crucificação de Jesus não destruíram esta sua fé no Pai. Ao morrer na cruz, Jesus entrega o espírito nas mãos de seu Pai (Lc 23,46). Para os discípulos a ressurreição aparece como sendo a confirmação da maneira como ele se autocompreende e de sua convicção de que Deus "não é Deus dos mortos mas dos vivos" (Mc 12,27). Sob o impacto da ressurreição o Deus-Pai de Jesus passa a ser, para os discípulos, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Cor 1,3; Ef 1,3; 1 Pd 1,3), que revelou seu amor pelo sacrifício de seu Filho enviado ao mundo (Jo 3,16). Agora o fiel cristão se torna filho de Deus. "Eu serei seu Deus e ele será meu filho" (Ap 21,7). Desta forma, professar este Deus só pode ser o professar que a ressurreição de Jesus dos mortos é um ato salvífico deste Deus (Rm 10,9): "Se com tua boca confessares o Senhor Jesus e com teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo". A morte e a crucificação de Jesus não destruíram esta sua fé no Pai. Ao morrer na cruz, Jesus entrega o espírito nas mãos de seu Pai (Lc 23,46). Para os discípulos a ressurreição aparece como sendo a confirmação da maneira como ele se autocompreende e de sua convicção de que Deus "não é Deus dos mortos mas dos vivos" (Mc 12,27). Sob o impacto da ressurreição o Deus-Pai de Jesus passa a ser, para os discípulos, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Cor 1,3; Ef 1,3; 1 Pd 1,3), que revelou seu amor pelo sacrifício de seu Filho enviado ao mundo (Jo 3,16). Agora o fiel cristão se torna filho de Deus. "Eu serei seu Deus e ele será meu filho" (Ap 21,7). Desta forma, professar este Deus só pode ser o professar que a ressurreição de Jesus dos mortos é um ato salvífico deste Deus (Rm 10,9): "Se com tua boca confessares o Senhor Jesus e com teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo".
  
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