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estudos:cristianismo-oriental:nestorianismo:start

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 Excertos de "Luz do Oriente" Excertos de "Luz do Oriente"
  
-Formado na Síria, o que veio a se denominar o [[estudos:cristianismo-oriental:nestorianismo:start|Nestorianismo]] possui um certo número de caracteres especiais entre os quais se destacam: a antiguidade histórica, os ritos e as liturgias particulares, a assimilação das tradições anteriores.+Formado na Síria, o que veio a se denominar o Nestorianismo possui um certo número de caracteres especiais entre os quais se destacam: a antiguidade histórica, os ritos e as liturgias particulares, a assimilação das tradições anteriores.
  
-O nestorianismo se difunde a partir do centro catequético mesopotâmico de [[estudos:cristianismo-oriental:cristianismo-siriaco:edessa:start|Edessa]] e sob a impulsão de Santo [[estudos:cristianismo-oriental:cristianismo-siriaco:efrem:start|Efrem]] o Sírio.+O nestorianismo se difunde a partir do centro catequético mesopotâmico de Edessa e sob a impulsão de Santo Efrem o Sírio.
  
 Depois da perseguição comandada pelo imperador Zenon, ele se refugia na Pérsia onde a proteção do bispo Barsauma de Nisibe e de Narsai, discípulo de Ibas de Edessa, lhe permite retomar seu vigor. Depois da perseguição comandada pelo imperador Zenon, ele se refugia na Pérsia onde a proteção do bispo Barsauma de Nisibe e de Narsai, discípulo de Ibas de Edessa, lhe permite retomar seu vigor.
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 Rico de tradições locais herdadas da etnia religiosa e sociocultural ambiente, esta igreja se voltará parcialmente, alguns séculos mais tarde, para o imamismo ismaelita. Rico de tradições locais herdadas da etnia religiosa e sociocultural ambiente, esta igreja se voltará parcialmente, alguns séculos mais tarde, para o imamismo ismaelita.
  
-No entanto o nestorianismo não limitará seus contornos humanos e geográficos à Pérsia. Ele se expandirá na Palestina, no Egito, na África do Norte, no lado oeste da Ásia e nos “cristãos de São [[evangelho-de-jesus:evangelho-personagens:discipulos-de-jesus:tome:start|Tomé]]”. Se encontrará vigoroso e radiante na Ásia central, na Mongólia, na China, no Turquestão, no Ceilão e Malabar., e sabe-se que houve até duzentos bispados nestorianos na Ásia; mas jamais houve luz e força sem vida interior poderosa?+No entanto o nestorianismo não limitará seus contornos humanos e geográficos à Pérsia. Ele se expandirá na Palestina, no Egito, na África do Norte, no lado oeste da Ásia e nos “cristãos de São Tomé”. Se encontrará vigoroso e radiante na Ásia central, na Mongólia, na China, no Turquestão, no Ceilão e Malabar., e sabe-se que houve até duzentos bispados nestorianos na Ásia; mas jamais houve luz e força sem vida interior poderosa?
  
-Os nestorianos se definiam segundo só os dois primeiros Concílios e às definições sinodais de sua igreja que, em 612, admitiam duas naturezas e duas hipóstase no [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]], mas uma só pessoa.+Os nestorianos se definiam segundo só os dois primeiros Concílios e às definições sinodais de sua igreja que, em 612, admitiam duas naturezas e duas hipóstase no Cristo, mas uma só pessoa.
  
 Talvez se trate aí mais de terminologia que de doutrina posto que a palavra hipóstase não tinha para os nestorianos o mesmo sentido que em outros cristãos ocidentais. Talvez se trate aí mais de terminologia que de doutrina posto que a palavra hipóstase não tinha para os nestorianos o mesmo sentido que em outros cristãos ocidentais.
  
-É verdade que a doutrina nestoriana não cessou de ser objeto de críticas da parte da Grande Igreja. Se criticará por exemplo: as particularidades da unção batismal e a designação da Virgem [[biblia:figuras:nt-personagens:maria:start|Maria]] como “Mãe do Cristo” ou “Mãe do [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]] de [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]]”, mas não como “Mãe de Deus”. NO entanto trata-se de boas disputas? É preciso saber que críticas e que distinções poderiam ser feitas a partir da exegese simbólica próxima da [[gnosticismo:gnose:gnose:start|Gnose]] didascaliana, entre as fórmulas precedentes, aplicadas à Virgem, e as concepções da geração do Cristo “ad intra” e “ad extra”. Assim como será oportuno, antes de [[evangelho-de-jesus:sermao-da-montanha:julgar:start|JULGAR]], de se convocar as ligações simbólicas unindo a manifestação da Shekinah hebraica à incorporação do “Nome” ou do “[[biblia:figuras:verbo:start|Verbo]]”, do “Filho”, única revelação do Deus abscons e conhecido dele mesmo, por ele mesmo e nele mesmo, logo sem pai e sem mãe. O Apóstolo da doutrina, aquele que Jesus amava, dirá em uma referência tocante: “Deus? ninguém jamais o viu, o Filho o fez conhecer” (Jo I,18).+É verdade que a doutrina nestoriana não cessou de ser objeto de críticas da parte da Grande Igreja. Se criticará por exemplo: as particularidades da unção batismal e a designação da Virgem Maria como “Mãe do Cristo” ou “Mãe do Filho de Deus”, mas não como “Mãe de Deus”. NO entanto trata-se de boas disputas? É preciso saber que críticas e que distinções poderiam ser feitas a partir da exegese simbólica próxima da Gnose didascaliana, entre as fórmulas precedentes, aplicadas à Virgem, e as concepções da geração do Cristo “ad intra” e “ad extra”. Assim como será oportuno, antes de JULGAR, de se convocar as ligações simbólicas unindo a manifestação da Shekinah hebraica à incorporação do “Nome” ou do “Verbo”, do “Filho”, única revelação do Deus abscons e conhecido dele mesmo, por ele mesmo e nele mesmo, logo sem pai e sem mãe. O Apóstolo da doutrina, aquele que Jesus amava, dirá em uma referência tocante: “Deus? ninguém jamais o viu, o Filho o fez conhecer” (Jo I,18).
  
 Pode-se mesmo se perguntar se não havia nos primeiros cristãos nestorianos uma espécie de temor de ver o cristianismo se engajar historicamente na via antropo-assimiladora, substituindo o sentido carnal e social ao sentido metafísico próprio ao intelecto, e que os teria conduzido à manter firmemente suas posições doutrinais. Pode-se mesmo se perguntar se não havia nos primeiros cristãos nestorianos uma espécie de temor de ver o cristianismo se engajar historicamente na via antropo-assimiladora, substituindo o sentido carnal e social ao sentido metafísico próprio ao intelecto, e que os teria conduzido à manter firmemente suas posições doutrinais.
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