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estudos:borella:caridade-profanada:iv:start

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 ===== CARIDADE PROFANADA IV ===== ===== CARIDADE PROFANADA IV =====
-Jean [[estudos:borella:start|Borella]] — A Caridade Profanada+Jean Borella — A Caridade Profanada
 ==== Quarta parte — A estrutura metafísica da caridade na sua ordem divina ==== ==== Quarta parte — A estrutura metafísica da caridade na sua ordem divina ====
 === Introdução — A Trindade é o verdadeiro fundamento da caridade === === Introdução — A Trindade é o verdadeiro fundamento da caridade ===
 Se tudo que foi dito até aqui nada mais é que um reflexo da caridade in divinis, segue que os temas que destacamos, proximidade, relação, pessoa, ato de amor revelador, devem receber aqui sua completude. Se tudo que foi dito até aqui nada mais é que um reflexo da caridade in divinis, segue que os temas que destacamos, proximidade, relação, pessoa, ato de amor revelador, devem receber aqui sua completude.
  
-Todavia deve-se observar que a caridade in divinis pode ser vista segunda duas perspectivas: na sua dimensão interna — eis porque se pode dizer que pela porta do amor entrevemos algo do mistério da [[estudos:nicoll:interioridade:start|Interioridade]] divina — e em sua dimensão externa, como amor criador. Consagraremos à estrutura da caridade cósmica uma parte especial. Pois é preciso, se se quer compreender o amor, o apreender em sua raiz suprema, a qual se aprofunda no coração do mistério trinitário.+Todavia deve-se observar que a caridade in divinis pode ser vista segunda duas perspectivas: na sua dimensão interna — eis porque se pode dizer que pela porta do amor entrevemos algo do mistério da Interioridade divina — e em sua dimensão externa, como amor criador. Consagraremos à estrutura da caridade cósmica uma parte especial. Pois é preciso, se se quer compreender o amor, o apreender em sua raiz suprema, a qual se aprofunda no coração do mistério trinitário.
  
-Mostramos que o amor ao próximo só tem sentido quando é compreendido como acesso ao grau espiritual da proximidade. Quer dizer do amor de um indivíduo que se completa no amor de uma relação. Ao mesmo tempo é preciso admitir que trata-se da realização de um relação preexistente. Sob pena de recair na confusão da caridade triunfalista. Por outro lado, se amar o indivíduo-próximo, é amar uma relação, segue-se que este amor exige sua identificação. Eis o que é requerido, aos termos desta análise, para que possa se realizar o ato de caridade. Ora, esta exigência não parece humanamente realizável. Por um lado se admitirá dificilmente que um indivíduo possa se tornar uma relação. Mas então como o outro se transformará em “próximo”? Por outro lado se admitirá também dificilmente que uma relação, a “proximidade”, seja identificável a um indivíduo. Mas então, como se conceberá que o próximo seja uma pessoa? Tocamos aí à imperfeição do amor do próximo, quer dizer a sua contradição. Reencontramos esta contradição no amor de si e finalmente no amor mesmo de [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]], onde, se ele é permitido de exprimir assim, ela é levada a seu ponto mais alto que é a Cruz, signo de contradição. Assim fazendo, descrevemos as transformações espirituais as quais nos conviria o Mandamento supremo. Assim foram postas as condições das quais depende a verdade da caridade no sujeito humano. Mas outra coisa é de tomar consciência das exigências e dos efeitos da caridade no homem, outra coisa é fundar logicamente a estrutura caritativa da qual nada de humano precisamente não parece poder dar conta. A supor mesmo que todas estas condições fossem realizadas, a caridade permaneceria um belo [[gnosticismo:gnose:sono:start|Sono]], e finalmente uma ilusão, se, em última análise, sua estrutura se revelasse “impossível”. Eis porque o amor exige um fundamento lógico de sua possibilidade, sem que, por conseguinte, assim como veremos quando tratarmos do [[biblia:figuras:espirito-santo:start|Espírito Santo]] em quem toda necessidade é graça, este fundamento possa jamais constituir uma determinação implicando segundo a interpretação de Nygren, a negação do [[philokalia:philokalia-termos:agape:start|agape]] na sua gratuidade essencial. É a doutrina das “relações subsistentes”, elaborado pela teologia [[estudos:filosofia-medieval:escolastica:start|escolástica]], que pensamos poder encontrar este fundamento, porque ela faz a síntese da pessoa (a subsistência) e da relação.+Mostramos que o amor ao próximo só tem sentido quando é compreendido como acesso ao grau espiritual da proximidade. Quer dizer do amor de um indivíduo que se completa no amor de uma relação. Ao mesmo tempo é preciso admitir que trata-se da realização de um relação preexistente. Sob pena de recair na confusão da caridade triunfalista. Por outro lado, se amar o indivíduo-próximo, é amar uma relação, segue-se que este amor exige sua identificação. Eis o que é requerido, aos termos desta análise, para que possa se realizar o ato de caridade. Ora, esta exigência não parece humanamente realizável. Por um lado se admitirá dificilmente que um indivíduo possa se tornar uma relação. Mas então como o outro se transformará em “próximo”? Por outro lado se admitirá também dificilmente que uma relação, a “proximidade”, seja identificável a um indivíduo. Mas então, como se conceberá que o próximo seja uma pessoa? Tocamos aí à imperfeição do amor do próximo, quer dizer a sua contradição. Reencontramos esta contradição no amor de si e finalmente no amor mesmo de Deus, onde, se ele é permitido de exprimir assim, ela é levada a seu ponto mais alto que é a Cruz, signo de contradição. Assim fazendo, descrevemos as transformações espirituais as quais nos conviria o Mandamento supremo. Assim foram postas as condições das quais depende a verdade da caridade no sujeito humano. Mas outra coisa é de tomar consciência das exigências e dos efeitos da caridade no homem, outra coisa é fundar logicamente a estrutura caritativa da qual nada de humano precisamente não parece poder dar conta. A supor mesmo que todas estas condições fossem realizadas, a caridade permaneceria um belo Sono, e finalmente uma ilusão, se, em última análise, sua estrutura se revelasse “impossível”. Eis porque o amor exige um fundamento lógico de sua possibilidade, sem que, por conseguinte, assim como veremos quando tratarmos do Espírito Santo em quem toda necessidade é graça, este fundamento possa jamais constituir uma determinação implicando segundo a interpretação de Nygren, a negação do agape na sua gratuidade essencial. É a doutrina das “relações subsistentes”, elaborado pela teologia escolástica, que pensamos poder encontrar este fundamento, porque ela faz a síntese da pessoa (a subsistência) e da relação.
  
 Um primeiro capítulo nos conduzirá de pronto ao topo da teologia trinitária, nos fornecendo os elementos intelectuais necessários a um conhecimento especulativo do mistério. No segundo capítulo, nos efetuaremos uma primeira abordagem da Pessoa do Espírito Santo, segundo a perspectiva tradicional. Pois, depois de ter proposto, em um terceiro capítulo, uma nova apreensão especulativa do mistério trinitário, efetuaremos uma segunda abordagem da Pessoa do Espírito Santo, que é a chave do Amor eterno. Então, chegado a este topo, apresentaremos, em um quinto e último capítulo, uma síntese de toda a metafísica do Mysterium caritatis. Um primeiro capítulo nos conduzirá de pronto ao topo da teologia trinitária, nos fornecendo os elementos intelectuais necessários a um conhecimento especulativo do mistério. No segundo capítulo, nos efetuaremos uma primeira abordagem da Pessoa do Espírito Santo, segundo a perspectiva tradicional. Pois, depois de ter proposto, em um terceiro capítulo, uma nova apreensão especulativa do mistério trinitário, efetuaremos uma segunda abordagem da Pessoa do Espírito Santo, que é a chave do Amor eterno. Então, chegado a este topo, apresentaremos, em um quinto e último capítulo, uma síntese de toda a metafísica do Mysterium caritatis.
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 == Introdução == == Introdução ==
 == Seção I Processões e relações == == Seção I Processões e relações ==
-1) Do [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]] pelo [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]]+1) Do Pai pelo Filho
 2) A espiração passiva 2) A espiração passiva
 3) Não-contradição dos gregos e dos latinos 3) Não-contradição dos gregos e dos latinos
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 == Introdução — Um novo ponto de vista == == Introdução — Um novo ponto de vista ==
 == Seção I A função do Verbo como relação prototípica, na Escritura == == Seção I A função do Verbo como relação prototípica, na Escritura ==
-1) O [[biblia:figuras:verbo:start|Verbo]], relação do criado ao Incriado+1) O Verbo, relação do criado ao Incriado
 2) O Verbo, relação de Deus a Deus 2) O Verbo, relação de Deus a Deus
 == Seção II Retrospectiva: Como o mistério trinitário funda a caridade == == Seção II Retrospectiva: Como o mistério trinitário funda a caridade ==
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 2) A hipóstase do Verbo é o fundamento real da relação de proximidade 2) A hipóstase do Verbo é o fundamento real da relação de proximidade
 3) O amor do próximo é quase sacramental 3) O amor do próximo é quase sacramental
-4) O próximo é o [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]] porque o Cristo é o Próximo+4) O próximo é o Cristo porque o Cristo é o Próximo
  
 === XV — A função hipostática e a função maternal do Espírito Santo === === XV — A função hipostática e a função maternal do Espírito Santo ===
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 == Introdução == == Introdução ==
 == Seção I O amor natural == == Seção I O amor natural ==
-1) O "[[philokalia:philokalia-termos:eros:start|eros]]"+1) O "eros"
 2) A "philia" 2) A "philia"
 3) A caridade natural 3) A caridade natural
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 4) É somente "na unidade" do Espírito santo que a Essência divina pode entrar em relação com Ela mesma 4) É somente "na unidade" do Espírito santo que a Essência divina pode entrar em relação com Ela mesma
 5) Identidade e Alteridade em Deus 5) Identidade e Alteridade em Deus
-6) Assunção de de todos os amores humanos no Amor [[biblia:figuras:divindade:divino:start|Divino]]+6) Assunção de de todos os amores humanos no Amor Divino
 == Seção IV O Espírito Santo como fundamento da caridade == == Seção IV O Espírito Santo como fundamento da caridade ==
 1) Como o eros caritativo se une ao Espírito Santo que dele é o fundamento 1) Como o eros caritativo se une ao Espírito Santo que dele é o fundamento
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