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estudos:borella:caridade-profanada:ii:homem:3-mundos:start

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 ===== BORELLA 3 MUNDOS ===== ===== BORELLA 3 MUNDOS =====
-JEAN [[estudos:borella:start|Borella]] — CARIDADE PROFANADA+JEAN Borella — CARIDADE PROFANADA
  
 AS DETERMINAÇÕES DA CARIDADE AS DETERMINAÇÕES DA CARIDADE
  
-A realidade criada, o cosmo, a natureza, o universo, ou qualquer nome que se dê, não se reduz ao mundo corporal ou material, mesmo quando se o vê em toda sua amplitude, quer dizer aí incluindo evidentemente as galáxias e hipergaláxias mais longínquas. A criação comporta em verdade dois outros «mundos» ou graus de realidade que a [[philokalia:philokalia-termos:philosophia:start|philosophia]] perennis designa sob os termos de mundo sutil, ou psíquico, ou anímico, ou vital, ou ainda «intermediário» para o primeiro e mundo inteligível, ou espiritual, ou angélico, ou mesmo «semântico» (semântico como adjetivo de «sentido», como aquilo cuja realidade é da ordem do sentido, para Ruyer) para o segundo.+A realidade criada, o cosmo, a natureza, o universo, ou qualquer nome que se dê, não se reduz ao mundo corporal ou material, mesmo quando se o vê em toda sua amplitude, quer dizer aí incluindo evidentemente as galáxias e hipergaláxias mais longínquas. A criação comporta em verdade dois outros «mundos» ou graus de realidade que a philosophia perennis designa sob os termos de mundo sutil, ou psíquico, ou anímico, ou vital, ou ainda «intermediário» para o primeiro e mundo inteligível, ou espiritual, ou angélico, ou mesmo «semântico» (semântico como adjetivo de «sentido», como aquilo cuja realidade é da ordem do sentido, para Ruyer) para o segundo.
  
-Segundo um simbolismo geométrico, que respeita as «relações de indefinidades» que se pode observar entre eles, o primeiro mundo será representado por uma reta (indefinida à primeira potência), o mundo sutil por um plano (que, guardando uma indefinidade de retas, é indefinido à segunda potência), o mundo espiritual por um volume (indefinido à terceira potência). Inversamente, o mundo sutil aparece como uma limitação do mundo espiritual por redução do volume ao plano, e o mundo corporal como limitação do mundo sutil, pela redução do plano à reta. Isso mostra que o grau corporal, tão vasto quanto pareça aos olhos do homem moderno, não é senão uma limitação desprezível comparado ao mundo psíquico, e, a fortiori ao mundo espiritual. Eis porque a Revelação pode falar da «multitude de inumeráveis anjos». Enfim, deve-se visualizar um quarto grau: o mundo [[biblia:figuras:divindade:divino:start|Divino]]. Não sendo, propriamente falando, um mundo, poder-se-ia designá-lo pela expressão Metacosmo. Não é também figurável geometricamente, o que significa que escapa a todas as limitações: não é indefinido, mas realmente infinito.+Segundo um simbolismo geométrico, que respeita as «relações de indefinidades» que se pode observar entre eles, o primeiro mundo será representado por uma reta (indefinida à primeira potência), o mundo sutil por um plano (que, guardando uma indefinidade de retas, é indefinido à segunda potência), o mundo espiritual por um volume (indefinido à terceira potência). Inversamente, o mundo sutil aparece como uma limitação do mundo espiritual por redução do volume ao plano, e o mundo corporal como limitação do mundo sutil, pela redução do plano à reta. Isso mostra que o grau corporal, tão vasto quanto pareça aos olhos do homem moderno, não é senão uma limitação desprezível comparado ao mundo psíquico, e, a fortiori ao mundo espiritual. Eis porque a Revelação pode falar da «multitude de inumeráveis anjos». Enfim, deve-se visualizar um quarto grau: o mundo Divino. Não sendo, propriamente falando, um mundo, poder-se-ia designá-lo pela expressão Metacosmo. Não é também figurável geometricamente, o que significa que escapa a todas as limitações: não é indefinido, mas realmente infinito.
  
 A amplitude respectiva de cada mundo é evidentemente função do número de condições que o definem. Assim o mundo corporal (ou grosseiro)) é determinado (limitado) por condições tais como o espaço, a matéria quantificada, o tempo, o movimento, a forma. O mundo sutil não está submetido à condição espacial, nem à matéria quantificada. No entanto, ainda está submetido ao tempo, ou melhor à duração, ao movimento quer dizer à vida, e à forma, quer dizer à organização individual. Ao nível do mundo espiritual, a duração desaparece e dá lugar à permanência, a vida e a forma individual (fechada nela mesma) dão lugar à unidade do ato e do sentido, à essência em ato, ao ser inteligível, que não é ele mesmo por fechamento sobre si e recusa dos outros seres como o ser vivo, mas que é ele mesmo por sua própria afirmação radiante e não exclusiva. Podemos dele ter uma ideia se comparamos figuras geométricas e cores ou qualidades. As figuras se opõem e se excluem por seus contornos fechados sobre eles mesmo, as cores se distinguem e irradiam umas sobre as outras por suas qualidades próprias. A amplitude respectiva de cada mundo é evidentemente função do número de condições que o definem. Assim o mundo corporal (ou grosseiro)) é determinado (limitado) por condições tais como o espaço, a matéria quantificada, o tempo, o movimento, a forma. O mundo sutil não está submetido à condição espacial, nem à matéria quantificada. No entanto, ainda está submetido ao tempo, ou melhor à duração, ao movimento quer dizer à vida, e à forma, quer dizer à organização individual. Ao nível do mundo espiritual, a duração desaparece e dá lugar à permanência, a vida e a forma individual (fechada nela mesma) dão lugar à unidade do ato e do sentido, à essência em ato, ao ser inteligível, que não é ele mesmo por fechamento sobre si e recusa dos outros seres como o ser vivo, mas que é ele mesmo por sua própria afirmação radiante e não exclusiva. Podemos dele ter uma ideia se comparamos figuras geométricas e cores ou qualidades. As figuras se opõem e se excluem por seus contornos fechados sobre eles mesmo, as cores se distinguem e irradiam umas sobre as outras por suas qualidades próprias.
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