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| ===== SE O PARAÍSO NÃO ESTÁ EM TI... ===== | ===== SE O PARAÍSO NÃO ESTÁ EM TI... ===== |
| Roger Laporte – Préface à *L'errant chérubinique* | Roger Laporte – Préface à //L'errant chérubinique// |
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| - Roger Laporte é um escritor. A seguir traduzimos seu prefácio à seleção de ditos de Angelus Silesius, organizada e traduzida para o francês por Roger Munier, publicada pela Ed. Planète.* | Roger Laporte é um escritor. A seguir traduzimos seu prefácio à seleção de ditos de Angelus Silesius, organizada e traduzida para o francês por Roger Munier, publicada pela Ed. Planète. |
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| "O meu reino não é deste mundo". Deste célebre dito dos Evangelhos (Jo 18:36), se dá frequentemente uma interpretação triste; aqui estamos longe de Deus; uma espera paciente e impaciente no vale das lágrimas seria nossa única relação com um Paraíso futuro. Pode-se interpretar de outra forma o dito dos Evangelhos: como Deus não pertence ao mundo visível e tangível, certamente convém se distanciar do mundo e dos homens, mas este retiro, ao invés de desaguar na ausência árida do exílio, conduziria ao contrário a uma descoberta maravilhosa: desde aqui em baixo, em resposta à oração do Pater, o reino de Deus vem e o homem pode saborear um gostinho do Paraíso. Vivendo neste mundo, o místico é aquele que desde já pertence ao Outro mundo, movimento pelo qual a Eternidade antecipa seu próprio tempo posto que vai além daquilo que se considera ordinariamente como inelutável preâmbulo de sua vinda: a Morte, movimento afirmado com força por este aforismo de Angelus Silesius: | "O meu reino não é deste mundo". Deste célebre dito dos Evangelhos (Jo 18:36), se dá frequentemente uma interpretação triste; aqui estamos longe de Deus; uma espera paciente e impaciente no vale das lágrimas seria nossa única relação com um Paraíso futuro. Pode-se interpretar de outra forma o dito dos Evangelhos: como Deus não pertence ao mundo visível e tangível, certamente convém se distanciar do mundo e dos homens, mas este retiro, ao invés de desaguar na ausência árida do exílio, conduziria ao contrário a uma descoberta maravilhosa: desde aqui em baixo, em resposta à oração do Pater, o reino de Deus vem e o homem pode saborear um gostinho do Paraíso. Vivendo neste mundo, o místico é aquele que desde já pertence ao Outro mundo, movimento pelo qual a Eternidade antecipa seu próprio tempo posto que vai além daquilo que se considera ordinariamente como inelutável preâmbulo de sua vinda: a Morte, movimento afirmado com força por este aforismo de Angelus Silesius: |
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| > *Minha mais alta nobreza é que posso sobre a terra | Minha mais alta nobreza é que posso sobre a terra \\ |
| ser rei, imperador, Deus e aquilo que quero. (IV, 146).* | ser rei, imperador, Deus e aquilo que quero. (IV, 146). \\ |
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| Pensar que o reino de Deus é possível desde este mundo é já muito, e no entanto Angelus Silesius não se contenta desta afirmação: em uma fórmula que vale por sua concisão, por seu toque — por isto a forma dos aforismo é necessária — fórmula que arrisca passar por uma ofensa, mas que rigorosamente visa advertir, a despertar o leitor, Angelus Silesius diz: | Pensar que o reino de Deus é possível desde este mundo é já muito, e no entanto Angelus Silesius não se contenta desta afirmação: em uma fórmula que vale por sua concisão, por seu toque — por isto a forma dos aforismo é necessária — fórmula que arrisca passar por uma ofensa, mas que rigorosamente visa advertir, a despertar o leitor, Angelus Silesius diz: |
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| > *Homem, se o paraíso logo não está em ti, | Homem, se o paraíso logo não está em ti, \\ |
| creia então que jamais nele entrarás. (I, 295)* | creia então que jamais nele entrarás. (I, 295) \\ |
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