biblia:bo:segundo-relato:gen-210-14:start
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| Depois das «árvores» eis o rio considerado irrigá-las e apenas elas, posto que não é feita menção de qualquer outra vegetação no jardim. Mas qual rio! Um primeiramente, | Depois das «árvores» eis o rio considerado irrigá-las e apenas elas, posto que não é feita menção de qualquer outra vegetação no jardim. Mas qual rio! Um primeiramente, | ||
| - | E de onde sai este rio? Notemos que este aparente parêntese, que mobiliza quatro versículos sobre os quarenta cinco que conta o conjunto do relato, em geral muito condensado, retorna à construção não-narrativa do prólogo, e que em hebreu a palavra 'R(TS) (pronunciada «erets») aqui no sentido de país, aí figura três vezes depois de ter figurado três vezes com o sentido de «terra» no prólogo, enquanto ausente por toda parte que seja do relato. É dito que o rio sai de Éden, e se pensa que se trata de um país onde está situado o jardim, assim como é dito anteriormente que «[[biblia: | + | E de onde sai este rio? Notemos que este aparente parêntese, que mobiliza quatro versículos sobre os quarenta cinco que conta o conjunto do relato, em geral muito condensado, retorna à construção não-narrativa do prólogo, e que em hebreu a palavra 'R(TS) (pronunciada «erets») aqui no sentido de país, aí figura três vezes depois de ter figurado três vezes com o sentido de «terra» no prólogo, enquanto ausente por toda parte que seja do relato. É dito que o rio sai de Éden, e se pensa que se trata de um país onde está situado o jardim, assim como é dito anteriormente que «Deus |
| - | O Éden é a base do jardim, seu suporta, sua razão de ser. Como a palavra em hebreu 'DN quer dizer «prazer», «delícia» — donde «jardim das delícias» — pode-se compreender que «é com prazer (ou: por prazer) que Deus plantou um jardim a oriente e aí pôs o Homem que concebeu» e que «é do prazer que sai o que irriga o jardim e suas árvores». Se está longe do poder (Assur) da [[evangelho-de-jesus: | + | O Éden é a base do jardim, seu suporta, sua razão de ser. Como a palavra em hebreu 'DN quer dizer «prazer», «delícia» — donde «jardim das delícias» — pode-se compreender que «é com prazer (ou: por prazer) que Deus plantou um jardim a oriente e aí pôs o Homem que concebeu» e que «é do prazer que sai o que irriga o jardim e suas árvores». Se está longe do poder (Assur) da Riqueza (o ouro, as pedras preciosas) de que este parêntese de «situação» nos lembra a «realidade» degradada, desarticulada, |
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| LEO SCHAYA — CRIAÇÃO EM DEUS | LEO SCHAYA — CRIAÇÃO EM DEUS | ||
| - | Gen 2,10E um rio (de vida e luz divinas) saia (do Centro) do Éden, para irrigar (ou atualizar as possibilidades primordiais das manifestações ocultas em) o jardim (ou estado central da Manifestação universal de Deus. Mas este «rio» saia a princípio do Centro ou Ponto de partida mesmo do «Mundo da Emanação» transcendente de Deus); e daí, se dividia em quatro braços (quer dizer que a partir da Fonte suprema, o «fluxo» luminoso do Uno se multiplica em quatro irradiações que atualizam os «quatro mundos» da Toda-Realidade. E este processo universal se repete a partir do Centro | + | Gen 2,10E um rio (de vida e luz divinas) saia (do Centro) do Éden, para irrigar (ou atualizar as possibilidades primordiais das manifestações ocultas em) o jardim (ou estado central da Manifestação universal de Deus. Mas este «rio» saia a princípio do Centro ou Ponto de partida mesmo do «Mundo da Emanação» transcendente de Deus); e daí, se dividia em quatro braços (quer dizer que a partir da Fonte suprema, o «fluxo» luminoso do Uno se multiplica em quatro irradiações que atualizam os «quatro mundos» da Toda-Realidade. E este processo universal se repete a partir do Centro Divino de cada mundo; assim do Centro do Éden terrestre sai então o único «rio» do Uno, a saber seu Espírito uno, veiculado pela manifestação una do «Éter»: este único «rio» se subdivide em seguida em todos os quaternários fundamentais do paraíso terrestre, a começar pelos «quatro ventos» ou «espíritos», |
| Gen 2,11-14 O nome do primeiro (braço, — o «nome do primeiro», shem ha-ehad, podendo ser traduzido também por «o nome do Uno») é Pishon; é ele que cerca todo o país de Havilah (símbolo do Mundo do Uno ou de sua «Emanação» transcendente) onde se encontra o ouro (a Luz divina). E o ouro deste país é bom (é o «ouro» ou a Luz de Kether elyon, da «Coroa suprema» ou do Bem supremo); a;i (também) se encontram o bedélio e a pedra de ônix (símbolos das manifestações de Hokhmah e de Binah). E o nome do segundo rio é Guihon; é aquele que cerca toda a terra de Coush (símbolo do «Mundo da Criação» prototípico no seio da Imanência divina). E o nome do terceiro rio é Hiddeqel; é aquele que flui a oriente de Ashur (símbolo do «Mundo da Formação» celeste). E o quarto rio, é o Eufrates (que, simbolicamente falando, alimenta o «Mundo do Fato» terrestre, a partir de seu Centro espiritual, o Éden de baixo)». | Gen 2,11-14 O nome do primeiro (braço, — o «nome do primeiro», shem ha-ehad, podendo ser traduzido também por «o nome do Uno») é Pishon; é ele que cerca todo o país de Havilah (símbolo do Mundo do Uno ou de sua «Emanação» transcendente) onde se encontra o ouro (a Luz divina). E o ouro deste país é bom (é o «ouro» ou a Luz de Kether elyon, da «Coroa suprema» ou do Bem supremo); a;i (também) se encontram o bedélio e a pedra de ônix (símbolos das manifestações de Hokhmah e de Binah). E o nome do segundo rio é Guihon; é aquele que cerca toda a terra de Coush (símbolo do «Mundo da Criação» prototípico no seio da Imanência divina). E o nome do terceiro rio é Hiddeqel; é aquele que flui a oriente de Ashur (símbolo do «Mundo da Formação» celeste). E o quarto rio, é o Eufrates (que, simbolicamente falando, alimenta o «Mundo do Fato» terrestre, a partir de seu Centro espiritual, o Éden de baixo)». | ||
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