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biblia:bo:relato-dos-seis-dias:genesis-dia-1:criacao-relato-5:start [27/12/2025 11:45] – criada - edição externa 127.0.0.1biblia:bo:relato-dos-seis-dias:genesis-dia-1:criacao-relato-5:start [10/01/2026 15:55] (atual) mccastro
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 Se a luz que Deus chama dia é mental, a obscuridade delimitada pela luz que chama noite o é também, e este versículo define, bem antes de Kant, o tempo como uma categoria do espírito. Mas atenção não fala de não importa que tempo! No calendário judeu a jornada começa à noite mas não termina na manhã. A expressão «houve uma noite, houve uma manhã» que nossas bíblias traduzem literalmente ao final de cada um dos seis dias, não designa aí nem dias, nem no sentido de jornada, nem no sentido da parte clara da jornada. O intervalo entre noite e manhã, é a noite, não é em nenhum caso o dia. Menos ainda "o dia um". Então o que significa, e em particular aqui onde surge pela primeira vez, a estranha antífona «houve uma noite, houve uma manhã» seguida da indicação do «dia» que ela é considerada representar ao longo deste relato? Nossas bíblias não o explicam a seus leitores não-hebraizantes, lhes deixando a impressão de um texto impreciso, incorreto, aproximativo, pouco fiável. Ora temos aí um novo exemplo, depois de «o céu e a terra», desta «reunião formal de noções contrárias» (como em francês «o branco e o negro») que serve ao hebreu de procedimento sintático para sugerir uma totalidade não ideal mas concreto, superando de longe a [[philokalia:philokalia-termos:soma:start|soma]] de seus componentes, uma espécie de perfeição que nos tornou inacessível mas que supomos próprio à Realidade de nossa origem. Assim como «o céu e a terra», acima, não representam partes adicionadas da extensão, a noite e a manhã, aqui, não representam simples momentos no tempo, cujo primeiro seria o ponto de partida e o segundo o ponto de chegada. Na expressão «houve uma noite, houve uma manhã» a ideia de duração não está certamente ausente, mas trata-se de uma duração muito diferente da nossa, que sempre irreversível. Uma duração, não «imóvel» ou «eterna» mas completa, sem erosão, sem usura de um termo a outro. E formando um «dia um» (e não um «primeiro dia» como traduzem nossas bíblias) um «dia um» indefinidamente novo e renovável, depois um terceiro ao segundo, mas como um segundo «dia um», um terceiro «dia um», etc. Em resumo um tempo estranho à História, e mesmo ao que a História denomina a Natureza. Seu caráter será ainda precisada mais adiante. Paciência. No texto onde ninguém dele se dá conta! Se a luz que Deus chama dia é mental, a obscuridade delimitada pela luz que chama noite o é também, e este versículo define, bem antes de Kant, o tempo como uma categoria do espírito. Mas atenção não fala de não importa que tempo! No calendário judeu a jornada começa à noite mas não termina na manhã. A expressão «houve uma noite, houve uma manhã» que nossas bíblias traduzem literalmente ao final de cada um dos seis dias, não designa aí nem dias, nem no sentido de jornada, nem no sentido da parte clara da jornada. O intervalo entre noite e manhã, é a noite, não é em nenhum caso o dia. Menos ainda "o dia um". Então o que significa, e em particular aqui onde surge pela primeira vez, a estranha antífona «houve uma noite, houve uma manhã» seguida da indicação do «dia» que ela é considerada representar ao longo deste relato? Nossas bíblias não o explicam a seus leitores não-hebraizantes, lhes deixando a impressão de um texto impreciso, incorreto, aproximativo, pouco fiável. Ora temos aí um novo exemplo, depois de «o céu e a terra», desta «reunião formal de noções contrárias» (como em francês «o branco e o negro») que serve ao hebreu de procedimento sintático para sugerir uma totalidade não ideal mas concreto, superando de longe a [[philokalia:philokalia-termos:soma:start|soma]] de seus componentes, uma espécie de perfeição que nos tornou inacessível mas que supomos próprio à Realidade de nossa origem. Assim como «o céu e a terra», acima, não representam partes adicionadas da extensão, a noite e a manhã, aqui, não representam simples momentos no tempo, cujo primeiro seria o ponto de partida e o segundo o ponto de chegada. Na expressão «houve uma noite, houve uma manhã» a ideia de duração não está certamente ausente, mas trata-se de uma duração muito diferente da nossa, que sempre irreversível. Uma duração, não «imóvel» ou «eterna» mas completa, sem erosão, sem usura de um termo a outro. E formando um «dia um» (e não um «primeiro dia» como traduzem nossas bíblias) um «dia um» indefinidamente novo e renovável, depois um terceiro ao segundo, mas como um segundo «dia um», um terceiro «dia um», etc. Em resumo um tempo estranho à História, e mesmo ao que a História denomina a Natureza. Seu caráter será ainda precisada mais adiante. Paciência. No texto onde ninguém dele se dá conta!
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 Emmanuel: Pour commenter la Genèse Emmanuel: Pour commenter la Genèse
  
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