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 ==== VIDE ==== ==== VIDE ====
 - Intelecto e Razão - Intelecto e Razão
-[[philokalia:philokalia-termos:nous:start|nous]] +- nous 
-[[philokalia:philokalia-termos:dianoia:start|dianoia]]+- dianoia
 - Intelecto - Intelecto
 - Razão - Razão
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 Excertos de La Charité profanée Excertos de La Charité profanée
 Tradução Antonio Carneiro Tradução Antonio Carneiro
-Santo Agostinho apresenta-nos esta distinção com toda clareza desejável. Sua doutrina é simples: se o conhecimento humano começa pela razão que procura, termina pelo intelecto que encontra. “A razão é um movimento capaz de distinguir e de ligar nossos conhecimentos entre eles.” Mas : “um é o intelecto, outro a razão”. O “intellectus” ou “intelligentsia” (“o intelecto ou inteligência ...”), com efeito, é a faculdade superior da alma humana, diretamente iluminada pela luz divina: “ Tem-se assim em nossa alma alguma coisa que se chama intelecto. E esta parte da alma que se chama intelecto ou espírito, é ela mesma iluminada por uma luz superior. Ora essa luz pela qual o espírito é iluminado, é [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]].”+Santo Agostinho apresenta-nos esta distinção com toda clareza desejável. Sua doutrina é simples: se o conhecimento humano começa pela razão que procura, termina pelo intelecto que encontra. “A razão é um movimento capaz de distinguir e de ligar nossos conhecimentos entre eles.” Mas : “um é o intelecto, outro a razão”. O “intellectus” ou “intelligentsia” (“o intelecto ou inteligência ...”), com efeito, é a faculdade superior da alma humana, diretamente iluminada pela luz divina: “ Tem-se assim em nossa alma alguma coisa que se chama intelecto. E esta parte da alma que se chama intelecto ou espírito, é ela mesma iluminada por uma luz superior. Ora essa luz pela qual o espírito é iluminado, é Deus.”
  
-Às vezes, Santo Agostinho distingue uma razão inferior e uma razão superior. Esta é, então, um outro nome do intelecto. Esta denominação se justifica porque, como dissemos, a razão não está separada do intelecto, já que recebe a luz dos primeiros princípios. Por outro lado, assim como a razão é submissa ao intelecto, o intelecto é submisso à luz divina. Entretanto, conviria melhor dizer que a razão é submissão ativa ao intelecto, isto é, que existe razão quando a atividade mental se submete aos princípios do conhecimento, mas, ela pode desobedecer enquanto que o intelecto é, por natureza, submisso passivamente à verdade, que não pode não refletir. “O exercício da razão superior é, então, essencialmente submissão do indivíduo àquilo que o ultrapassa e adesão ao pensamento à origem da luz que ilumina todos os pensamentos”. Em suma, a razão se distingue do intelecto como a ciência (em vista da ação) se distingue da sabedoria (em vista da contemplação): “Se, então, existe uma exata distinção de sabedoria e da ciência, saber, que à sabedoria pertence o conhecimento intelectivo das coisas eternas, enquanto que à razão pertence o conhecimento racional das coisas temporais, não é difícil de [[evangelho-de-jesus:sermao-da-montanha:julgar:start|JULGAR]] qual é a primeira e qual é a segunda”.+Às vezes, Santo Agostinho distingue uma razão inferior e uma razão superior. Esta é, então, um outro nome do intelecto. Esta denominação se justifica porque, como dissemos, a razão não está separada do intelecto, já que recebe a luz dos primeiros princípios. Por outro lado, assim como a razão é submissa ao intelecto, o intelecto é submisso à luz divina. Entretanto, conviria melhor dizer que a razão é submissão ativa ao intelecto, isto é, que existe razão quando a atividade mental se submete aos princípios do conhecimento, mas, ela pode desobedecer enquanto que o intelecto é, por natureza, submisso passivamente à verdade, que não pode não refletir. “O exercício da razão superior é, então, essencialmente submissão do indivíduo àquilo que o ultrapassa e adesão ao pensamento à origem da luz que ilumina todos os pensamentos”. Em suma, a razão se distingue do intelecto como a ciência (em vista da ação) se distingue da sabedoria (em vista da contemplação): “Se, então, existe uma exata distinção de sabedoria e da ciência, saber, que à sabedoria pertence o conhecimento intelectivo das coisas eternas, enquanto que à razão pertence o conhecimento racional das coisas temporais, não é difícil de JULGAR qual é a primeira e qual é a segunda”.
 Original Original
 Saint Augustin nous présente cette distinction avec toute la clarté désirable. Sa doctrine est simple : si la connaissance humaine commence par la raison qui cherche, elle se termine par l'intellect qui trouve. « La raison est un mouvement capable de distinguer et de relier nos connaissances entre elles. » Mais : « autre est l'intellect, autre la raison ». L'intellectus ou intelligentsia (« l'intellect ou l'intelligence... »), en effet, est la faculté supérieure de l'âme humaine, directement illuminée par la lumière divine : « Il y a ainsi dans notre âme quelque chose que l'on appelle intellect. Et cette partie de l'âme, que l'on appelle intellect ou esprit, est elle-même illuminée d'une lumière supérieure. Or, cette lumière par laquelle l'esprit est illuminé, c'est Dieu. » Saint Augustin nous présente cette distinction avec toute la clarté désirable. Sa doctrine est simple : si la connaissance humaine commence par la raison qui cherche, elle se termine par l'intellect qui trouve. « La raison est un mouvement capable de distinguer et de relier nos connaissances entre elles. » Mais : « autre est l'intellect, autre la raison ». L'intellectus ou intelligentsia (« l'intellect ou l'intelligence... »), en effet, est la faculté supérieure de l'âme humaine, directement illuminée par la lumière divine : « Il y a ainsi dans notre âme quelque chose que l'on appelle intellect. Et cette partie de l'âme, que l'on appelle intellect ou esprit, est elle-même illuminée d'une lumière supérieure. Or, cette lumière par laquelle l'esprit est illuminé, c'est Dieu. »
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