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Origem do Logos

KHÜLEWIND, Georg. Becoming Aware of the Logos: The Way of St. John the Evangelist. San Mateo: SteinerBooks, Incorporated, 1985.

Uma vez consciente do Logos, enquanto lugar vivo do mundo, que fundamenta a comunicação e torna tudo que nos cerca acessível a nossa cognição, e também constitui a essência do mundo (e por esta razão o faz acessível ao homem), a questão que se abre é a do «onde» e «quando» do Logos, evidentemente não em sentido espaço-temporal.

Posto que “tudo” que veio a ser pressupõe o Logos (Jo I,3), descobrimos por reflexão que temos que olhar «para trás» ao princípio. Se queremos ver a origem do Logos, que é a fonte de tudo, temos que penetrar até o fundo do nada, ao próprio princípio. É o Logos ele mesmo, de fato, que torna possível esta Visio que penetra de volta ao princípio primordial. A primeira sentença do Prólogo afirma também isto: o homem pode ver diretamente atrás, ao primeiro princípio. Ele pode ver o primeiro princípio e o Logos. Assim ao leitor é dada uma tarefa: reproduzir este gesto (simbolizado por Agnus Dei), ou o texto não tem significado para ele. O texto nos exorta a fazer como aquele que o escreveu. Ele diz: vendo o primeiro princípio, se vê o Logos aí. Assim, espera-se o mesmo do leitor. O Logos é o primogênito da criação; nada pode ter vindo a ser antes dele (Jo 1,3). Logos que o Criador se move para fora de Sua imobilidade, dá um passo fora de Seu silêncio, com o primeiro movimento, o Logos é aí; mesmo antes que o primeiro gesto ocorra, antes que a primeira palavra soe, a palavra já está presente no Criador. Desde aquele momento, toda fala verdadeira fala deste mesmo primeiro princípio.

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