Categoria: Jean-Louis Chrétien
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Jean-Louis Chrétien – O ameaçador do fogo
JLChretien2003 […] Em primeiro lugar, é notável que Orígenes reconheça o que há de ameaçador, inquietante e violento nas palavras de Jesus sobre o fogo (Lc 12,49). Esse “fogo” não deve ser entendido imediatamente, como farão outros exegetas, como um fogo de alegria ou como a própria doçura do amor. Certamente, esse fogo provém do…
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Jean-Louis Chrétien – Correlação bíblica
JLChretien2003 […] uma observação metodológica se impõe sobre o que foi chamado de correlação bíblica. O princípio é esclarecer e explicar a Bíblia pela própria Bíblia, considerando-a como um livro único cujo autor é Deus. Trata-se, portanto, de buscar esclarecimento para uma frase obscura ou ambígua em outras passagens que não o são. Dois ou…
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Jean-Louis Chrétien – Alicerces para hermenêutica de Lucas 12,49 por Orígenes
JLChretien2003 Tendo isso em mente, é possível agora passar ao objeto em si, ou seja, à interpretação que Orígenes dá a Lucas 12,49 (Vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!). Essa palavra de Jesus teve para ele uma força de chamado muito particular e um prolongado impacto. De…
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Jean-Louis Chrétien – Exegese de Orígenes
JLChretien2003 Os espias que Moisés enviou à Terra Prometida em reconhecimento, a fim de ver o que exatamente ela era, trouxeram de volta, com romãs e figos, um cacho de uva tão generoso que foram necessários dois homens para carregá-lo suspenso a uma vara (Nm 13,23), do qual Nicolas Poussin fez o símbolo do Outono,…
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Jean-Louis Chrétien – Inteligência do Fogo
JLChretien2003 Este livro se propõe a estudar de forma ordenada as respostas humanas a uma palavra de Jesus, no caso, a uma única frase, que no grego dos Evangelhos contém doze palavras. Pode parecer estranho, ou de uma erudição muito especializada, que um livro tenha como objeto apenas doze palavras. Não seria mergulhar numa minúcia…
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Chrétien (JCLLS) – o secreto
Há um círculo do segredo, assim como há um círculo da compreensão. A hermenêutica alemã mostrou, com profundidade crescente, como a compreensão sempre precede a si mesma. Para compreender, é preciso já ter compreendido: não posso compreender um elemento de uma obra sem antes compreender o todo. E essa compreensão também é circular, pois envolve…
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Chrétien (JLCII) – esquecimento
Se há um primeiro esquecimento, o que ele produz é um imemorial absoluto: não um passado que, tendo estado presente e, portanto, já aberto e destinado à memória, teria subsequentemente se tornado inacessível nele ou para ele, mas um passado inicialmente passado e originalmente perdido, um passado antecipado e por essência roubado de toda memória…
